O ministro das Finanças de Cabo Verde, Olavo Correia, defendeu o reforço da cooperação com os Açores no setor dos transportes, da agricultura, formação profissional, entre outras potenciais áreas comuns aos dois arquipélagos.

“O transporte é o mais importante. Queremos abordar este mercado porque onde existe emigração cabo-verdiana há também diáspora dos Açores, como nos EUA, mas também na França e outros mercados. Há aqui potencial para ampliar o mercado e poder cada um ter uma fatia maior”, declarou, na última sexta-feira, o responsável pela pasta das Finanças.

Olavo Correia, que reuniu, em Ponta Delgada, na ilha de São Miguel, com o vice-presidente do Governo dos Açores, no âmbito de uma visita oficial à região, que termina segunda-feira, concretizou que gostaria que a SATA ligasse outros destinos a partir da cidade da Praia ou São Vicente, em Cabo Verde.

Actualmente a SATA liga Cabo Verde e os Açores, com extensão a Boston, nos Estados Unidos, e a outros destinos europeus e norte-americanos para onde voa actualmente a transportadora aérea açoriana.

O ministro de Cabo Verde, sobre a hipótese de uma participação do Governo dos Açores na companhia pública Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV) disse que “esta é uma questão que poderá ser analisada posteriormente” no âmbito do processo de privatização, que “está a cumprir os trâmites legais”.

“Mas mais do que a participação directa na TACV está a cooperação entre os dois governos para abordar melhor o mercado dos transportes aéreos na perspectiva da diáspora, do turismo, mas também para que as nossas empresas sejam mais rentáveis”, frisou o governante.

Olavo Correia referiu que há mercado para os produtos açorianos em Cabo Verde, e vice-versa, tendo destacado os laticínios, mas na sua opinião torna-se necessário “criar condições” em termos de transportes aéreos e marítimos.

O membro do executivo de Cabo Verde admitiu que existem contactos entre a indústria transformadora de atum Cofaco, com duas unidades nos Açores, e o governo do seu país, para a instalação de uma fábrica naquele arquipélago, tendo afirmado que estão a ser criadas condições em termos de impostos e financiamento, a par dos transportes para atrair investimento exterior.

O vice-presidente do Governo dos Açores, Sérgio Ávila, considerou que existe um “potencial de complementaridade em termos de estrutura produtiva e de “proximidade” que pode ser materializado através dos transportes aéreos e marítimos.

Sérgio Ávila afirmou que as ligações da SATA com Cabo Verde, a partir dos EUA, estão a decorrer com “excelente sucesso”, o que “permite perspetivar que há possibilidades de evolução” da operação.

O Governo de Cabo Verde assinou, na cidade da Praia, com o grupo Icelandair, da Islândia, um contrato de gestão da companhia aérea pública cabo-verdiana (TACV), visando preparar a empresa para a privatização.

O contrato de gestão da TACV Internacional, assinado pelos ministros cabo-verdianos das Finanças, Olavo Correia, e da Economia, José Gonçalves, e pelo vice-presidente da Loftleider Icelandic, pertencente ao grupo Icelandair, Erlendur Svavarsson, vai custar ao Estado cabo-verdiano 925 mil euros.

Segundo o ministro cabo-verdiano da Economia e Emprego, o acordo que tem a duração de um ano prevê mudanças substanciais no modelo de gestão da empresa que terá por base um plano de negócio acordado entre as partes.

O objetivo deste modelo de gestão é não apenas concluir o processo de reestruturação da TACV, mas sobretudo transformar Cabo Verde num “hub” de operação aérea no Atlântico médio, disse.

Segundo ele, o Governo cabo-verdiano está confiante que, com a forte parceria do grupo Icelandair, liderado pela sua companhia ponta de lança nos negócios internacionais, a Loftleider Icelandic, “a TACV tem hoje as condições básicas para dar corpo ao novo modelo de negócio que se pretende bem-sucedido nos moldes que tem sido feito pelo grupo Icelandair”.

O plano de negócio começa a ser implementado, já a partir de segunda-feira, 14, e a empresa islandesa vai avançar de imediato com dois aparelhos Boeing 757, mas está previsto que a Icelandair envie para Cabo Verde até 11 aviões.

“Muito brevemente, a TACV deixará de ser um fardo e uma fonte de preocupação e dívida para o Estado e passa a ser um modelo de economia e gestão otimizada para melhor servir o país e os seus clientes”, indicou.

Por sua vez, o vice-presidente sénior da Loftleider Icelandic, Erlendur Svavarsson prometeu todo o empenhamento e profissionalismo na implementação do plano de negócio para responder à pretensão do Governo de transformar a TACV num “hub” aéreo cabo-verdiano.

Erlendur Svavarsson disse que o contrato é uma “grande oportunidade” para a transportadora aérea cabo-verdiana, uma vez que, além de mais aviões, o grupo irá trazer conhecimento e experiência da aviação para Cabo Verde.

O grupo, com mais de 80 anos de história, pretende também aumentar a conetividade do país com o mundo e trazer mais turistas param o arquipélago africano, disse.

A Icelandair vai ter um administrador delegado em Cabo Verde, que será o Português Mário Chaves, que depois vai assumir a administração executiva da TACV.

Em declarações aos jornalistas, ele disse que a Icelandair vai introduzir um novo modelo, que terá oportunidades para expandir e ligar Cabo Verde aos quatro continentes, trazer crescimento e emprego ao país.

O ministro do Interior de Moçambique, Basílio Monteiro, considera ser urgente que a Polícia pare com comportamentos incorretos com os turistas.

“Temos registado queixas por parte de turistas sobre atitudes incorretas dos nossos agentes. Por isso, urge repensar as estratégias de fiscalização para acabar com estas situações”, afirmou Basílio Monteiro, citado nesta terça-feira pelo diário Notícias.

Falando durante a tomada de posse de novos quadros do Serviço Nacional de Migração (SENAMI), Basílio Monteiro declarou que a propagação de imagens de polícias a extorquir turistas ou a molestá-los têm gerado uma imagem negativa sobre Moçambique como destino turístico.

“Estes atos são muitas vezes registados com recurso a meios de captação audiovisual e depois disseminados pelo mundo com a rapidez que as tecnologias de informação e informação proporcionam, criando uma imagem desfavorável ao fluxo normal do turismo”, sublinhou o ministro moçambicano do Interior.

Os serviços da lei e ordem que entram em contato com os turistas, prosseguiu Basílio Monteiro, devem pautar pelo bom atendimento, tratando os turistas com cortesia, no quadro das leis moçambicanas.

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