Praia - O governo de Cabo Verde apresentou, segunda-feira, na cidade do Mindelo, na ilha de São Vicente, o fundo Afroverd I, um instrumento que visa criar os "mecanismos necessários" à mobilização do financiamento no mercado nacional e internacional para a concretização de projetos na área do turismo.

Ao fazer a apresentação do primeiro modelo do fundo, a ministra do Turismo, Investimentos e Desenvolvimento Empresarial, Leonesa Fortes, explicou que o mesmo está a ser implementado com a ajuda das autoridades e da praça financeira do Luxemburgo.

Segundo ela, o Governo está já a trabalhar com duas entidades especialisadas na concessão de créditos e gestão de fundos: a Arent, responsável pela estruturação do fundo, e a KTMG, especialista na promoção de fundos e projetos de investimentos e na avaliação do risco dos projetos.

Leonesa Fortes assinalou que a criação do fundo é uma "aposta clara" na resolução do "problema crónico" do acesso ao financiamento por parte do setor privado cabo-verdiano que,  disse, "quer fazer, tem vontade de fazer", mas precisa aceder a financiamentos.

Ela garantiu que o Governo tudo fará para que os empresários possam aceder aos recursos que existem em condições de confiança para os financiadores.

A criação de instrumentos que visem mobilizar financiamentos para a implementação de projetos foi a principal recomendação saída do fórum "Mindel Meeting Point", realizado no mês de maio, na ilha de São Vicente, recordou a governante, apontando que a carência de infraestruturas hoteleiras tem sido "uma condicionante" ao desenvolvimento do turismo em outras ilhas, que não Sal e Boa Vista, os dois principais centros turísticos do arquipélago.

A ministra que tutela o setor do turismo disse que se o país quer também que as outras ilhas venham a beneficiar de uma forte demanda turística e alcançar o objetivo de um milhão de turistas/ano, é preciso criar "todas as condições necessárias" ao investimento.

Leonesa Forte recconhece que o acesso ao financiamento tem sido um dos principais "calcanhares de Aquiles" à iniciativa empresarial ao desenvolvimento de "grandes projetos".

"Se muitas vezes é possível ter acesso a algum financiamento nos bancos, sabemos que isso é possível para empreendimentos de modesto volume financeiro", concretizou a ministra, sustentando que quando se quer um volume financeiro "mais elevado", o problema é "como aceder a recursos que existem no mercado internacional" se o país ainda não tem os instrumentos adequados para lá chegar.

"Queremos um fundo que tenha credibilidade, confiança e aceitação. Daí a necessidade de se ter em conta toda legislação vigente a nível internacional", lembrou Leonesa Fortes, que destacou a competências das duas entidades, a Arent, responsável pela estruturação do fundo, e a KTMG, especialista na promoção de fundos e projetos de investimentos e na avaliação dos seus riscos.

A iniciativa, que conta com a assessoria da Luxemburgforfinance, visa criar um fundo de capital de risco, que numa primeira fase prevê financiar a criação do destino turístico "Norte", que inclui as ilhas de São Vicente, Santo Antão e São Nicolau, mas que posteriormente deverá abranger todo o território cabo-verdiano. Panapress

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