As negociações entre o governo português e o consórcio luso-americano Atlantic Gateway, que adquiriu em novembro do ano passado 61% do capital da transportadora aérea TAP, poderão chegar em breve a um consenso.

O novo governo português, do primeiro-ministro António Costa, do Partido Socialista, havia anunciado, ainda durante a campanha eleitoral, que procuraria reverter a venda da maioria do capital e que não abdicaria do controlo estatal.

Os controladores da Atlantic Gateway, o empresário português Humberto Pedrosa, dono do grupo de transportes rodoviários Barraqueiro, e o norte-americano David Neeleman, da companhia aérea brasileira Azul, manifestaram nesta quinta-feira, em Lisboa, após conversações, quarta-feira, com o ministro português das Infraestruturas e Planeamento, Pedro Marques , otimismo em relação a uma solução, admitindo que a mesmo possa ser anunciada em fevereiro.

Em declarações aos jornalistas, Humberto Pedrosa admitiu hoje que o consórcio poderá ficar com a gestão da TAP mesmo que o controlo da maioria do capital seja revertido para o Estado português.

"Vamos chegar a um bom acordo entre todos (...) o governo está satisfeito com o nosso projeto e vai querer-nos no projeto e nós também estamos satisfeitos",  disse Humerto Pedrosa.  "Há bom senso de ambas as partes e o objetivo vai ser cumprido com vitória da TAP", acrescentou.

Segundo Pedrosa, "as questões também não são muitas" e um acordo poderá ser fechado "durante o mês de fevereiro".

David Neeleman que participou, com Humberto Pedrosa, do lançamento da TAP Express, nova marca da subsidiária Portugália, defendeu hoje que "a gestão é o mais importante" na TAP.

"A gestão é o mais importante. Se podes tomar decisões é a coisa mais importante. Já disseram [os membros do Governo] que estão felizes com o que trouxemos à TAP",  disse Neeleman, citado pela Lusa.

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