O projeto “Rotas do Fogo: modelo do agro-turismo como reforço das organizações locais do turismo rural e sustentável na ilha do Fogo”, financiado pela União Europeia,  deverá ter início em meados de setembro.

Carla Cossu, responsável da organização não-governamental italiana Cospe,  em declarações à agência cabo-verdiana  Inforpress disse que o projeto terá a duração de dois anos e meio e um financiamento global de 553 mil euros (cerca de 60 mil contos ) dos quais 498 mil euros da União Europeia e  o restante dos demais parceiros e instituições envolvidos.

Este projeto é o resultado de várias iniciativas implementadas pela Cospe e seus parceiros no âmbito do projeto FATA (Fogo, Água, Terra, Ar), base de partida de “Rotas do Fogo”.

Segundo Carla Cossu, o projeto está em linha com as orientações da União Europeia, visando melhorar as condições sociais, económicas e ambientais e propondo soluções sustentáveis para incluir as comunidades rurais beneficiárias no setor do turismo rural.

Como objectivo maior, visa criar oportunidades de rendimento através do turismo, a tutela do património ambiental e das cadeias produtivas locais (agro-pecuárias) e a participação nos processos de desenvolvimento, gestão e decisão local, melhorando as condições socio-económicas e de proteção ambiental nas zonas rurais da Ilha.

O Rotas do Fogo vai trabalhar com as associações locais, como a de guias turísticos de Chã das Caldeiras, dos agricultores das zonas altas de Fogo (Atalaia, Cutelo Alto, Montinho), com produtores locais, com dez pousadas para alojamento, assim como um grupo de funcionários dos três municípios da ilha, um grupo de mulheres e outro de jovens, Parque Natural e Ministério da Agricultura e Ambiente.

Os beneficiarios finais do projecto são os trabalhadores das empresas turísticas e agro-pecuárias, jovens, turistas, e estudantes.

No primeiro ano, vai privilegiar a concepção e dinamização de itinerários de turismo rural, formação para Associação de Guias Turísticos, formação em gestão de agro-turismo, assistência técnica e capacitação sobre processos de produção ecológica e transformação agro-alimentar e criação do agro-parque, com atividades de sensibilização.

Para o segundo ano, está prevista a requalificação de casas rurais destinadas à recepção de turistas, visitas de estudo à Espanha (Ilhas Canárias) e Itália (Garfagnana), remodelação e equipamentos das unidades de transformação agro-alimentar, capacitação para associações e cooperativas rurais e abertura de um ponto de informação turística.

Uma das particularidades do projeto é que num sistema agrícola “parcelado” como o do Fogo, a promoção do modelo de “agro-turismo” representa uma solução ideal para combinar o turismo à atividade agrícola tradicional, destacando o papel do turismo rural como ferramenta de desenvolvimento social e rural, disse à Inforpress a responsável da ONG Cospe.

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