A transportadora aérea Emirates anunciou o “fim imediato” do contrato de concessão para gestão da companhia de bandeira angolana TAAG face “às dificuldades prolongadas que tem enfrentado no repatriamento das receitas” das vendas em Angola.

A Emirates anunciou em comunicado divulgado nesta segunda-feira (10), em Luanda, que está a “tomar medidas no sentido de reduzir a sua presença em Angola” e que a partir de hoje reduz de cinco para três o número de frequências semanais para Luanda.

Angola vive desde 2014 uma crise financeira e económica decorrente da quebra nas receitas com a exportação de petróleo, também com efeitos cambiais, com várias operadoras aéreas a queixarem-se da dificuldade em repatriar dividendos das vendas em Angola, por falta de divisas, informa a agência Lusa.

“Esta questão tem-se mantido sem solução, apesar de inúmeros pedidos feitos às autoridades competentes e garantias de que medidas seriam tomadas”, refere a companhia árabe.

“Com efeito imediato, a Emirates põe fim à sua cooperação com a TAAG – Linhas Aéreas de Angola – ao abrigo de um contrato de concessão de gestão em curso desde setembro de 2014”, acrescenta a empresa, com sede nos Emirados Árabes Unidos.

“Esperamos que a questão do repatriamento de fundos seja resolvida o mais cedo possível, de modo que as operações comerciais possam ser retomadas de acordo com a demanda”, refere ainda a companhia.

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