As agências de viagens e turismo de Cabo Verde defendem a “reabertura imediata” das fronteiras para ultrapassar os momentos difíceis das empresas por falta de voos comerciais internacionais, disse hoje um membro da associação.

“As agências de viagens continuam na mesma, porque temos agora essa indefinição na data da abertura e essa incerteza no amanhã que nós não sabemos o que é que vai acontecer, principalmente para a agências de ‘in coming’ – as que recebem visitantes em Cabo Verde – é muito difícil porque não se pode planificar nada”, afirmou Luísa Giorgensen, do conselho diretivo da Associação das Agências de Viagens e Turismo de Cabo Verde (AAVTCV).

Cabo Verde não recebe voos comerciais internacionais desde 19 de março, devido à pandemia de covid-19, tendo inicialmente anunciado a retoma em 30 de junho, mas com o recrudescer de casos, tanto na Europa como nas ilhas, a retoma dos voos comerciais foi novamente adiada.

Em entrevista à agência Lusa no final de julho, o ministro do Turismo e Transportes, Carlos Santos, disse que Cabo Verde deveria retomar voos comerciais internacionais na segunda quinzena de agosto, mas um mês depois essa previsão ainda não se concretizou e não há nova indicação.

A membro do conselho diretivo da AAVTCV considerou que o medo inicial do vírus já foi ultrapassado e as pessoas e empresas já têm informações suficientes sobre a doença.

Por isso, defendeu que neste momento “não há razões” para continuar com o confinamento. “Há que haver uma abertura”, advogou Luísa Giorgensen, que deu como exemplo a estratégia adotada pela Suécia, que no seu entender teve “consequências positivas” para a economia.

“Achamos que deverá haver uma abertura, a população já está acostumada, já sabe como agir”, disse a responsável associativa, para quem os efeitos para as empresas do setor são enormes, acreditando que algumas já devem estar fechadas e outras estão a seguir o mesmo caminho.

“Porque sem rendimento, sem poder trabalhar, não há como sustentar. Acho que se não houver um posicionamento do Governo para uma abertura imediata, ou então com uma data precisa do momento de abertura, vai ser a morte para as empresas”, previu Luísa Giorgensen.

A responsável lembrou que essas empresas já estão há seis meses na mesma situação, que todas têm as suas despesas, e que há uma altura em que chegam a um limite, onde não se pode fazer mais nada, e “o fecho é o caminho”.

“As palavras são incerteza e indefinição, e assim não se pode planificar”, lamentou.

Desde o início da pandemia, o país já realizou vários voos de repatriamento e desde 01 de agosto tem um “corredor aéreo” com Portugal para “voos essenciais” nos dois sentidos, que obrigam à apresentação de testes negativos à covid-19 realizado nas 72 horas antes da viagem.

Luísa Giorgensen aproveitou para congratular o Governo pelos voos essenciais, que começaram com a TAP e no mês de outubro está previsto serem feitos também pela companhia Açores Airlines (SATA), com voos com destino à Praia.

“Já é um fôlego, mas isso não chega porque os voos não estão abertos. Temos alguns clientes a perguntar, temos grupos formados que poderão querer vir, fazer a mudança das datas, mas essa indefinição está a emperrar e nós não podemos fazer nada enquanto continuar nessa incerteza”, salientou.

A procura turística deverá recuar este ano a níveis de 2009, devido à pandemia de covid-19, com a perda de 536 mil turistas face à previsão inicial do Governo.

A previsão consta de um documento de suporte ao Orçamento Retificativo para 2020 que entrou este mês em vigor e que aponta para uma quebra de 58,8% na procura turística, face aos 819 mil turistas que o arquipélago recebeu em 2019.

O Governo estimava antes da pandemia de covid-19 um crescimento da procura turística de 6,6%, aproximando-se da meta anual de um milhão de turistas, depois de um crescimento de 7% em 2019.

Contudo, na previsão do Governo que consta do documento de suporte orçamental revisto, Cabo Verde deverá receber este ano apenas 337.555 turistas. Deste total, 170.778 são turistas que já visitaram o país no primeiro trimestre de 2020, pelo que até final do ano o país deverá receber pouco mais de 165.000 turistas.

O turismo representa praticamente 25% do Produto Interno Bruto (PIB) de Cabo Verde e a revisão em forte baixa das previsões para 2020 reflete-se desde logo numa quebra de 66,1% nas receitas com o setor.

As receitas com o turismo renderam em 2019 um máximo histórico de 43.103 milhões de escudos (389 milhões de euros), mas segundo a previsão do Governo deverão cair este ano para 15.086 milhões de escudos (136 milhões de euros).

Cabo Verde tinha até terça-feira um acumulado desde 19 de março de 4.904 casos de covid-19 e 46 óbitos.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 929.391 mortos e mais de 29,3 milhões de casos de infeção em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A TAP anunciou que vai voar para Ibiza, Fuerteventura e Zagreb no verão de 2021, tendo ainda previstas duas novas rotas para a Tunísia e uma para Marrocos, numa altura em que é elaborado o plano de reestruturação.

Segundo comunicado da transportadora, as novas rotas para o próximo verão enquadram-se na “estratégia de rede de conexão” entre a Europa, as Américas e África, com a companhia a “aproveitar as oportunidades de expansão sazonais para planear e otimizar a sua rede de destinos”.

A ligação a Zagreb (na Croácia) tem data de início prevista para março, enquanto os voos inaugurais para Ibiza e Fuerteventura arrancarão entre maio e junho de 2021, com a TAP a assegurar duas ligações semanais (aos sábados e domingos) entre Lisboa e Ibiza e um voo semanal (aos sábados) com Fuerteventura.

Relativamente a Zagreb, a companhia aérea prevê efetuar três voos por semana, às quartas, sexta e domingos, com saída de Lisboa às 08:00 e chegada à capital croata às 12:05.

A empresa adianta ainda, no mesmo comunicado, a que a Lusa teve acesso, já ter iniciado a venda de bilhetes para estes três novos destinos europeus.

O verão de 2021 vai também colocar na rota da TAP três novos destinos de praia no norte de África, nomeadamente Djerba e Monastir, na Tunísia, e Oujda, em Marrocos, com inauguração prevista entre maio e junho de 2021.

De acordo com a informação, a TAP vai passar a voar aos domingos e às sextas-feiras para Djerba e Monastir, respetivamente, com partidas de Lisboa às 09:25 e 10:00 e chegadas aos destinos, pela mesma ordem, às 12:30 e 12:55.

Para Oujda a TAP terá dois voos semanais, aos sábados e domingos, com saída do aeroporto de Lisboa às 10:00 e chegada às 12:05.

A comercialização destes voos vai iniciar-se em 15 de setembro, segundo adianta o comunicado.

A estas novas rotas para o verão de 2021 vão juntar-se os novos destinos que a companhia tinha anunciado para este ano mas cujo início teve de ser adiado por causa da pandemia de 2021, refere a mesma nota.

Em causa estão as novas ligações da TAP para Cancún, Cidade do Cabo, Agadir e Santiago de Compostela.

Este anúncio surge num momento em que o Boston Consulting Group (BCG) está a preparar o plano de reestruturação para apresentar à Comissão Europeia, contrapartida da aprovação de um auxílio estatal que pode chegar aos 1.200 milhões de euros.

Segundo foi comunicado aos sindicatos representativos dos trabalhadores, a primeira versão do documento deverá estar concluída no final de outubro.

Na terça-feira, o ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, confirmou que o antigo presidente executivo (CEO) da companhia, Antonoaldo Neves, ainda se encontra na empresa, mas “não por muito mais tempo”.

O governante assegurou então que “até ao final do mês, já temos um novo CEO que se chama Ramiro Sequeira, que é um grande quadro português da TAP”, adiantando que a Parpública – empresa gestora de participações públicas – está a concluir um processo de seleção da empresa de ‘head hunting’ (caça talentos) que irá escolher internacionalmente o futuro líder da TAP.

Em 02 julho, quando anunciou o acordo com os acionistas privados para o Estado ficar com 72,5% do capital – e a saída de David Neeleman –, Pedro Nuno Santos tinha dito que Antonoaldo Neves seria substituído “de imediato”.

O Estado português detém uma participação social de 72,5%, o empresário Humberto Pedrosa 22,5% e os trabalhadores os restante 5% do grupo.

Escrito por: África 21 Digital

Angola vai reabrir o espaço aéreo a voos internacionais a partir de 21 de setembro e voos domésticos a partir de 14 de setembro, deixando de ser necessária autorização para entrar no país, anunciou hoje o Governo.

O anúncio foi feito hoje pelo ministro-chefe da Casa Civil do Presidente da República, Adão de Almeida, que atualizou as medidas que vão vigorar a partir de quarta-feira no âmbito de um novo decreto presidencial, depois de uma reavaliação da situação epidemiológica.

“Pretende-se, de acordo com a programação, começar com voos regulares, não ainda comerciais no sentido estrito da palavra, a partir de 14 de setembro para voos domésticos e internacionais a partir de 21 de setembro”, dispensando-se autorização formal das autoridades angolanas desde que se faça um teste de despistagem da covid-19 pré-embarque, anunciou.

Segundo Adão de Almeida, permanece o princípio da existência da cerca sanitária em território angolano, mas algumas categorias de cidadãos passam a fazer parte das exceções dos que podem entrar e sair do território nacional, nomeadamente cidadãos angolanos e estrangeiros residentes, bem como profissionais estrangeiros que prestam serviço em Angola e estrangeiros portadores de visto de trabalho.

As novas regras “visam permitir criar um espaço maior para que alguns cidadãos possam regressar com menos constrangimentos”, justificou.

Mantém-se a quarentena domiciliar para os cidadãos nacionais e residentes em território angolano, enquanto os não residentes estão sujeitos ao princípio da quarentena institucional.

Também são consideradas exceções, as viagens oficiais de responsáveis angolanos para o exterior ou a entrada de delegações estrangeiras, complementou Adão de Almeida.

Continua a ser necessário assinar um termo de responsabilidade e podem ser aplicadas multas de 150 a 250 mil kwanzas (206 a 343 euros) para quem violar as normas.

Angola fechou as suas fronteiras aéreas em 20 de março.

Angola conta atualmente com 2.981 casos de covid-19, dos quais 120 óbitos, 1.215 recuperados e 1.646 ativos, com quatro pessoas em estado crítico, 19 graves e 48 moderados.

Escrito por: África 21 Digital

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