O turismo garante 25% do Produto Interno Bruto de Cabo Verde e atingiu um recorde de 819 mil turistas em 2019.

O aeroporto internacional da Praia Nelson Mandela já dispõe do controlo biométrico automatizado de passageiros nas fronteiras aéreas nacionais (‘eGates’),  iniciativa pioneira implementada esta sexta-feira pelo Governo, nesta fase experimental nos aeroportos nacionais.

O período experimental que decorre no aeroporto internacional da Praia terá a duração de um mês, pelo que neste momento está em curso o processo de instalação dos ‘eGates’ nos demais aeroportos internacionais do País.

O controlo biométrico, de acordo com o Governo,   passa a estar disponível para utilização dos passageiros que desembarcam em Cabo Verde, sendo que nesta fase experimental poderão utilizar os ‘eGates’ os cidadãos nacionais titulares de passaporte electrónico cabo-verdiano, maiores de 12 anos.

Prevê-se, para breve, que  este serviço passará a estar igualmente disponível para cidadãos de um conjunto de países, com passaporte electrónico, que desembarquem em Cabo Verde com pré-registo válido, efectuado na plataforma on-line www.ease.gov.cv.

Com a implementação dos ‘eGates’, explicita o Governo, a confirmação do reconhecimento da biometria facial passa a constituir mais um elemento de análise no processo de controlo fronteiriço, a par da verificação das demais condições de entrada no País, da validação da autenticidade do passaporte e dos dados do passageiro.

A estas exigências se juntam a verificação de inexistência de medidas cautelares ou outras interdições legais e, especificamente no caso de cidadãos estrangeiros não residentes, da confirmação das informações prestadas no acto do pré-registo.

“A introdução do controlo fronteiriço automatizado representa um importante reforço dos critérios de segurança fronteiriça e, bem assim, uma melhoria dos padrões de eficiência e eficácia das Unidades de Fronteira”, lê-se na nota governamental.

Para o Governo, a par da elevação do nível de segurança, a implementação dos ‘eGates’ terá também um “impacto directo e positivo” na redução do tempo de espera dos passageiros (média de 10 segundos), minimizando a aglomeração de pessoas e outros constrangimentos à entrada do País, contribuindo assim para a valorização de Cabo Verde enquanto País e destino turístico seguro.

Cabo Verde suspendeu as ligações internacionais em 18 de Março, por causa das restrições impostas pela covid-19,  e em 12 de Outubro voltou a autorizar voos regulares comerciais de passageiros, mas ainda sem o regresso da oferta turística dos grandes operadores.

O turismo garante 25% do Produto Interno Bruto do País e atingiu um recorde de 819 mil turistas em 2019.

Em Outubro, os aeroportos de Cabo Verde movimentaram mais de 22.800 passageiros, mantendo a recuperação mensal após a paragem quase total até Julho, mas já perderam um milhão e meio de passageiros em 2020, segundo dados do boletim de tráfego da empresa pública Aeroportos e Segurança Aérea (ASA).

Escrito por: África 21 Digital

Qualificar e potenciar o turismo sustentável em Santo Antão foi um dos objectivos do projecto “Raízes”,  que teve um orçamento global de 660 mil euros.

A Associação para a Defesa do Património de Mértola (Portugal) anunciou, sexta-feira, 20, o término do projecto Redes Locais para o Turismo Sustentável e Inclusivo (Raízes) de Santo Antão, que vinha sendo implementado desde 2017.

“Passados três anos de trabalho intensivo, chegou o momento de fazer o balanço dos resultados obtidos e dos desafios que continuarão para além do término de “Raízes”, o qual chegará ao fim em Dezembro de 2020”, informou a associação portuguesa, promotora deste projecto.

A sessão de encerramento oficial do projecto, que vinha sendo executado em Santo Antão, desde 2017, está prevista para o dia 30 do corrente, de acordo com uma nota da Associação para a Defesa do Património de Mértola.

Qualificar e potenciar o turismo sustentável em Santo Antão foi um dos objectivos do projecto “Raízes”,  que teve um orçamento global de 660 mil euros, sendo 75 por cento (%) financiado pela União Europeia e os restantes 25% por outros parceiros.

O projecto contemplou o mapeamento do património natural e cultural de Santo Antão, a melhoria dos caminhos vicinais, além da capacitação dos artesãos, empresários e associações locais.

Foram criadas e sinalizadas seis rotas turísticas em toda a ilha e criado o doutoramento em turismo, numa parceria com o Instituto Superior das Ciências Econômicas e Empresariais  (ISCEE) e da Universidade do Algarve (Portugal), além de formação de agentes de desenvolvimento turístico.

A criação de centros de turismo e de  interpretação turística em todos os concelhos da ilha e de um portal sobre o turismo em Santo Antão, bem como a concepção do selo de origem para os produtos e serviços locais  foram outros propósitos deste projecto.

Escrito por: África 21 Digital

As companhias aéreas precisam de 70 a 80 mil milhões de dólares de ajudas suplementares da parte dos governos para sobreviverem à crise causada pela pandemia, declarou Alexandre de Juniac, diretor-geral da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).

Este apoio, equivalente a um montante entre 58,9 a 67,4 mil milhões de euros, foi referido por Juniac em declarações ao jornal francês La Tribune, citado hoje pela AFP.

O setor já recebeu ajudas governamentais no total de 160 mil milhões de dólares, mas “para os próximos meses, as necessidades da indústria devem ser avaliadas em 70 a 80 mil milhões de dólares de apoio suplementar. Caso contrário, as companhias não sobrevivem”, considerou Juniac, por ocasião do “Paris Air Forum”, uma iniciativa dedicada ao transporte aéreo, que vai decorrer por videoconferência a partir de hoje.

“Quanto mais dura a crise, mais claro fica o risco de falência”, disse Juniac, acrescentando que perto de 40 empresas estão em maiores dificuldades.

Desde o início da crise causada pela pandemia de covid-19, que obrigou muitas companhias aéreas a manterem quase todos os aviões em terra durante várias semanas na primavera, os governos deram ajudas sob diversas formas (empréstimos, ajudas diretas, apoios para a salvaguarda de postos de trabalho).

Mas, com a segunda vaga da pandemia, o movimento aéreo mostra dificuldades em recuperar e as companhias vão continuar a registar perdas. “É provável que estas se aproximem dos 100 mil milhões em vez dos 87 mil milhões anunciados anteriormente”, apontou o mesmo dirigente.

A IATA realiza a partir de segunda-feira a sua assembleia-geral anual, que reúne 290 companhias aéreas de todo o mundo. Lusa/AFP

Escrito por: África 21 Digital

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