A transportadora aérea angolana (TAAG) anunciou, esta quarta-feira (10), em Luanda, o reforço das frequências para Maputo (Moçambique), Windhoek (Namíbia) e São Paulo (Brasil), com vista a proporcionar maior disponibilidade de opções para os clientes.

A companhia aérea nacional aumentará as rotas regionais Luanda/Windhoek (Namíbia), passando de cinco para seis e  Luanda/Maputo (Moçambique), de três para quatro voos semanais, a partir de dois de Outubro deste ano.

Já a conexão com a cidade de São Paulo ( Brasil) passará a contar com mais uma frequência semanal, perfazendo quatro operações, que se realizarão à terça, quinta-feira, sábado e domingo, a partir de cinco de Novembro de 2022.

O aumento de frequências incluiu, igualmente, a rota Luanda/Cabinda, província que vai passar de 24 para 26 frequências semanais, fazendo quatro voos diários, de segunda a sexta-feira, e três aos sábados e aos domingos, respectivamente.

A transportadora começou a operar na época colonial desde 1938 com o nome de DTA, passando após a independência para a denominação TAAG.

A TAAG voa, actualmente, para 14 destinos domésticos e 12 internacionais.

Escrito por: África 21 Digital

A viagem de Maputo para Rustenburg subiu de 450 rands (27 euros) para 500 rands, enquanto da capital moçambicana para Durban subiu de 400 rands (24 euros) para 450 rands (27 euros).

O preço de transporte de passageiros entre Moçambique e África do Sul, uma das maiores economias africanas, vai subir a partir de 1 de agosto, mas para quem faz o trajeto regularmente o aumento justifica-se face à vertiginosa inflação.

“O aumento vai afetar as minhas contas, mas eles [os transportadores] têm razão, não há dinheiro. Tudo subiu em Moçambique, menos o salário”, diz à Lusa Rosta Massingue, moçambicana que faz o trajeto há mais de 20 anos para visitar a família que vive na terra do “rand”, como é popularmente descrita a África do Sul entre os moçambicanos.

Sentada num autocarro com destino a Rustenburg, no terminal da baixa de Maputo, Rosta Massingue faz as contas, que nunca batem, e lamenta o aumento dos preços.

Esta moçambicana começou a fazer viagens em 2001, quando o transporte custava 180 rands (11 euros), e hoje, tendo de pagar 500 rands (cerca de 30 euros), cogita reduzir as visitas à sua família.

Com a subida dos preços dos combustíveis em Moçambique e também na África do Sul, a situação ficou “mais pesada” e “sufocante” para os transportadores, obrigando-os a aumentar 50 rands (três euros) no custo das viagens, explica Francisco Mandlate, secretário da Moçambique, África do Sul Transportes Associados (Mosata).

“Nós tentámos resistir [à subida dos preços com a inflação global] por um tempo. Mas ficámos sufocados e daí tivemos de aumentar um bocado a tarifa”, refere o responsável.

A viagem de Maputo para Rustenburg subiu de 450 rands (27 euros) para 500 rands, enquanto da capital moçambicana para Durban subiu de 400 rands (24 euros) para 450 rands (27 euros).

Por outro lado, viajar de Maputo para Johannesburg passa de 350 rands (21 euros) para 400 rands (24 euros) e da capital moçambicana para Nelspruit há um aumento de 30 rands (dois euros), passando de 200 rands (12 euros) para 230 rands (14 euros).

Segundo a Mosata, que faz também viagens para o reino Essuatíni (antiga Suazilândia), as receitas “baixaram drasticamente”, o que se agrava pelo facto de atravessarem fronteiras e movimentarem-se em países com preços diferentes.

“A subida devia ter sido de 100% para que a gente voltasse à rotina normal de ganhos”, defende Marcos Abílio, motorista que faz a rota Maputo – Rustenburg, referindo que mesmo a nova tabela “não vai compensar” os custos das viagens.

Antes da subida dos preços dos combustíveis em Moçambique, Marcos gastava cerca de 2.500 rands (149 euros) para fazer uma viagem, mas, com a vertiginosa subida de preços, passou a gastar quase o dobro, ou seja, só para ir a Rustenburg o motorista precisa de cerca de 4.200 randes (250 euros).

“A pessoa que conduz tem de ser paga, também temos de pagar pelo combustível, o óleo e muitas outras coisas”, refere Marcos Abílio.

“Eles aumentaram pouco o preço do transporte, mas pela falta de dinheiro parece muito”, refere Violeta Tamele, 47 anos, enquanto caminha, junto de outras duas mulheres, em direção às lojas da baixa da cidade de Maputo para comprar capulanas e revender na África do Sul.

Violeta e as suas duas companheiras fazem três viagens por mês para vender capulanas em Komatipoort, na África do Sul, e mesmo que não tenha havido ainda um aumento da tarifa na sua rota, já conseguem prever o “caos” que será nas suas contas.

“Vai ser difícil. A situação vai afetar as minhas contas e vou ter de reduzir as viagens”, lamenta Zaveta António, que faz viagens há 12 anos para vender as capulanas.

Apesar da redução de receitas devido à subida do preço do combustível em Moçambique, os transportadores mantiveram o preço de viagens para Essuatíni para “poupar o passageiro que ainda tem de pagar pelo teste da covid-19” naquele país.

A nova tabela de transportes internacionais ocorre após as paralisações de 04 julho, quando proprietários de autocarros e ‘chapas’, ligeiros improvisados como transporte urbano coletivo em Moçambique, encostaram os seus veículos em protesto contra o aumento do preço dos combustíveis, provocando longas filas e confusão nalgumas zonas da capital moçambicana.

A gasolina subiu de 83,30 meticais (1,24 euros) por litro para 86,97 meticais (1,30 euros) e o gasóleo passou de 78,97 meticais (1,18 euros) para 87,97 meticais (1,32 euros) por litro.

Em 2008 e 2010, o aumento do preço de transporte rodoviário, acompanhado do agravamento do custo dos bens e serviços essenciais, gerou revoltas populares nalgumas das principais cidades do país, resultando em confrontos com a polícia e destruição nalguns locais.

Escrito por: África 21 Digital

A agência de viagens Travelgest, que apoia o setor do turismo em Angola, prevê triplicar o número de comboios turísticos que chegam a Angola a partir de 2023, disse hoje à Angop o director da empresa, José Cabral.

O director da empresa, que falava à chegada à província do Moxico, leste de Angola, de uma delegação de turistas a bordo do luxuoso comboio “RUVOS”, proveniente das Cataratas Vitória do Zimbabué, com destino ao Lobito, província de Benguela, centro-oeste.

O comboio que transporta turistas de várias nacionalidades, incluindo suíços, sul-africanos, holandeses e russos, passou pela Zâmbia e pela República Democrática do Congo.

Cabral acrescentou que com a normal retoma do segmento económico no país após um período “turbulento” imposto pela pandemia de covid-19, estão criadas as condições para aumentar a frequência anual de comboios com turistas para maior divulgação do potencial de Angola.

Cabral adiantou que o país vai receber este ano dois comboios turísticos, sendo que o segundo chega a 29 de julho de Dar es Salaam, capital da Tanzânia.

Na cidade do Luena os turistas fizeram uma visita guiada ao Cinema do Luena, Monumento da Paz e à Catedral da Diocese Católica do Luena.

Na ocasião, a turista suíça de 88 anos, aparentemente a mais velha da caravana, Michelle Doret, disse estar a visitar o país pela primeira vez e ficou encantada com a acolhida da população do Moxico, caracterizando-a como “alegre” e “energético”.

A mais nova da caravana, por sua vez, a sul-africana Clara Merry, de 20 anos, disse que está a aproveitar esta viagem turística para aprofundar o conhecimento cultural que adquiriu sobre Angola, sobretudo o seu mosaico cultural.

O administrador municipal do Moxico, Quintas Miúdo Sempiecas, destacou as potencialidades económicas e culturais da província, com destaque para a agricultura, apicultura, pesca e madeira.

Escrito por: África 21 Digital

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