Contra a tendência de recuo do turismo estrangeiro em Portugal, as dormidas de brasileiros nos hotéis portugueses cresceram em junho. Estados Unidos e Canadá também estão em alta.

O turismo brasileiro em Portugal encerrou a primeira metade deste ano com um crescimento de quase 12% em comparação com o ano passado. De janeiro a junho houve 1,06 milhões de dormidas de turistas brasileiros nos hotéis portugueses, mais 11,7% do que em igual período de 2017, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).

O Brasil foi o terceiro mercado emissor de turistas estrangeiros para Portugal que mais cresceu no primeiro semestre, atrás dos Estados Unidos (18,7%) e do Canadá (12% de crescimento nas dormidas nos hotéis portugueses), de acordo com o INE.

Considerando somente o mês de junho, os turistas brasileiros foram responsáveis por 207 mil dormidas na hotelaria lusa, mais 6,9% do que em junho do ano passado. Foi também o terceiro maior registo entre os turistas estrangeiros, apenas atrás do crescimento da procura dos Estados Unidos (15,9%) e do Canadá (14,9%).

Desde o início do ano a procura brasileira nos hotéis portugueses oscilou entre um mínimo de 133 mil dormidas em março e um máximo de quase 228 mil dormidas em maio, indicam os dados publicados pelo INE.

Em junho o mercado internacional que mais alimentou os hotéis portugueses foi o Reino Unido (que gerou 1 milhão de dormidas), seguido da Alemanha (539 mil), França (412 mil), Espanha (314 mil), Irlanda (233 mil), Holanda (218 mil) e Brasil (207 mil dormidas).

Em junho o mercado português sentiu um decréscimo de 5,1% nas dormidas totais de turistas estrangeiros, enquanto as dormidas de cidadãos portugueses subiram 3,4%. No acumulado do primeiro semestre as dormidas dos estrangeiros recuaram 0,7% e as dos portugueses cresceram 3,9%.

Os números do INE mostram que as receitas dos hotéis portugueses em junho subiram 7,5% em termos homólogos, para 377 milhões de euros, enquanto no total do primeiro semestre avançaram 8,9%, para 1510 milhões de euros.

Estudantes da Escola Superior de Hotelaria e Turismo de Angola manifestaram-se preocupados com a falta de infraestruturas adequadas para o curso e a inexistência de estágios internos, recebendo garantias do Governo de que vai tomar “medidas práticas”.

As preocupações foram apresentadas, segunda-feira (13), às ministras angolanas do Turismo, Ângela Bragança, e do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Maria do Rosário Sambo, durante uma visita que fizeram às instalações da instituição em Kilamba, arredores de Luanda.

Segundo os estudantes, em cinco anos, a qualidade das infraestruturas da instituição, vocacionada para formação nas áreas da hotelaria e turismo, “são impróprias para a respetiva formação e os estágios não existem”, sublinhando ainda que o estabelecimento necessita de um “hotel-escola”.

A ministra do Turismo manifestou-se solidária com os estudantes, garantindo que irá criar mecanismos, em conjunto com o Ministério do Ensino Superior, para melhorar e acudir às preocupações apresentadas.

“Tal como podemos constatar por intermédio da interação com os estudantes, há dificuldades nas infraestruturas. São precisas condições para a realização do trabalho prático e laboratórios onde os estudantes possam ter contacto com as ações práticas”, disse Ângela Bragança, salientando ainda a inexistência de uma biblioteca.

“Há ainda uma ação em torno do estudo dos currículos, uma ação que deverá igualmente ser conjunta, de modo a que as duas valências, quer a da formação básica quer a da hotelaria e turismo, sejam devidamente equacionadas”, acrescentou.

Já a ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Maria do Rosário Sambo, considerou “legítimas” as preocupações dos estudantes, tendo apontado “medidas práticas” para inverter a situação.

“As medidas práticas para inverter esta situação são precisamente aquelas que têm a ver com a criação de maiores oportunidades de estágios, como locais privilegiados para que a formação desses estudantes não seja meramente teórica”, adiantou.

“Todas as unidades que existem e que estão ligadas ao turismo no seu todo, e desde que a Universidade Agostinho Neto [UAN] apresente propostas, no quadro da sua autonomia, devem criar condições para que a formação dos estudantes possa ser melhorada”, assegurou.

Para responder às preocupações dos estudantes, a reitora em exercício da UAN, Antonieta Baptista, prometeu apoiar os alunos com 15 livros sobre gestão de turismo, bem como instalar naquele estabelecimento uma biblioteca virtual.

“Estive já a concertar com a direção e vamos tentar conseguir, pelo menos, o ‘software’ de apoio aos laboratórios virtuais. Também vamos ajudar a direção da instituição a conseguir alguns contratos, ainda que a nível não muito alto, de estágios em algumas unidades”, apontou.

Quanto à biblioteca, Antonieta Baptista assumiu a sua inexistência, garantindo que os 15 livros em causa serão oferecidos à escola.

As taxas de artigos de uso pessoal dos viajantes que chegam a Angola passaram, desde quinta-feira, a ser desagravadas, com a entrada em vigor de uma nova Pauta Aduaneira, segundo responsáveis da Administração Geral Tributária (AGT).

Entre os artigos cujas taxas foram desgravadas figuram os perfumes, de 94 para 43 porcento, o cabelo humano de 83 para 23 porcento, e as as roupas, que passaram para 23 porcento contra os anteriores 43 porcento, precisou Dinis Mário da Silva, delegado da AGT no Terminal de Passageiros do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, em Luanda.

Dinis Mário da Silva disse, em conferência de imprensa, que outra vantagem para os viajantes  relaciona-se com “os bens enviados como encomendas postais, que são tratados, nesta nova pauta, como  bens de uso pessoal, ao contrário da antiga pauta”.

Em termos de isenções, indicou, as novidades estão também nos equipamentos que vão para reparação, como telemóveis, tablets, televisores e outros aparelhos, cujos proprietários levam para o estrangeiro para reparação.

“Estes bens agora não são cobrados, ao contrário da antiga pauta que obrigava os passageiros a pagar uma taxa”, referiu.

O delegado esclareceu igualmente que, na atual pauta aduaneira, é permitido que o viajante   transporte, sem declarar, alguns bens, como três telemóveis, dois litros de vinho, três frascos de perfumes, 400 cigarros, 500 gramas de charutos e um tablet.

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