Segundo Rogério Soulé, a ilha de São Vicente recebe atualmente cerca de 48 mil turistas de cruzeiros por ano, mas com o terminal poderá acolher cerca de 75 mil turistas de cruzeiros.

O terminal de cruzeiros de São Vicente, que se estima que esteja pronto em dois anos, deverá aumentar a capacidade da ilha para 75 mil turistas de cruzeiros por ano, conforme previsões avançadas sexta-feira pela empresa que administra os portos cabo-verdianos.

As previsões foram avançadas por Rogério Soulé, engenheiro e diretor técnico da ENAPOR, que apresentou o projeto do terminal de cruzeiros da ilha de São Vicente, durante a assinatura de um donativo de 10 milhões de euros do Fundo Holandês ORIO para a construção da infraestrutura.

Segundo Rogério Soulé, a ilha de São Vicente recebe atualmente cerca de 48 mil turistas de cruzeiros por ano, mas com o terminal, prevê-se que em 2025, cinco anos após a construção, a ilha poderá acolher cerca de 75 mil turistas de cruzeiros.

Dez anos depois, em 2035, o técnico da ENAPOR disse que a ilha de São Vicente poderá receber 200 mil turistas de cruzeiros.

O terminal de cruzeiros, que se estima esteja pronto dentro de dois anos, terá 400 metros de cumprimento e 13 de largura, num projeto que terá ainda outros serviços, como um cais para iates de luxo, gare de acolhimento de turistas e parque de estacionamento para táxis e autocarros.

Com o projeto, toda a orla marítima do Porto Grande do Mindelo também vai receber obras de requalificação, com o objetivo de atrair os turistas e criar oportunidades de negócios em São Vicente e na ilha vizinha de Santo Antão, prosseguiu Rogério Soulé.

O terminal de cruzeiros de São Vicente, orçado em 29 milhões de euros, será financiado pelos fundos OFID, da OPEC, e ORIO, da Holanda, e pelo Governo cabo-verdiano, que vai ainda disponibilizar mais cerca de três milhões de euros.

A assinatura do donativo de 10 milhões de euros do Fundo ORIO foi feita pelo ministro das Finanças cabo-verdiano, Olavo Correia, e pelo embaixador da Holanda em Cabo Verde, Theo Peters, acreditado em Dacar, Senegal.

Theo Peters considerou que Cabo Verde tem ainda muito para oferecer além do turismo de sol e praia, pelo que foi por isso que a Holanda cofinanciou a construção do terminal, para o país poder diversificar o turismo.

O diplomata holandês disse que o financiamento não contempla apenas a construção do terminal de cruzeiros, mas também formação e desenvolvimento de atividades para tornar a cidade do Mindelo um destino cada vez mais atrativo.

O ministro das Finanças, Olavo Correia, disse que se trata de um “donativo importante”, que cria assim as condições para o arranque das obras.

Considerando que, com a infraestrutura Cabo Verde e Mindelo vão “abrir uma porta ao mundo”, o ministro disse que o “grande desafio” será a gestão do terminal, fazendo com que produza resultados para a ilha e para todo o país.

“O modelo de Governo/negócio é essencial para viabilizarmos esta infraestrutura”, sustentou o governante, indicando que o donativo vai permitir arrancar com a primeira fase do terminal, mas que o executivo espera voltar a contar com apoio da Holanda na segunda fase do projeto.

“São Vicente pode ser uma grande porta de turismo de cruzeiros, com grande impacto na economia da ilha e do país”, prosseguiu o também vice-primeiro-ministro de Cabo Verde, alertando que outra “grande responsabilidade” é o respeito pelos prazos e pelos custos da obra.

O ministro das Finanças anunciou esta semana que também já conseguiu financiamento de 15 milhões de euros do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) para a construção do Porto da ilha do Maio.

O Serviço de Migração Estrangeira na província do Cunene registou, de Janeiro a Maio, o aumento de entrada de estrangeiros no país, com o registo 61 mil e 386 cidadãos, contra 40 mil 428 em relação ao ano de 2017.

De acordo com relatório do SME, apesar da crise financeira que o país enfrenta, existe um movimento intenso de estrangeiros que entram no país, devido a facilitação dos vistos migratórios, estabilidade politica e as várias atrações turísticas existente no território nacional.

Dos estrangeiros que escalaram o país destacam-se 16 mil e 524 turistas, 248 com visto de trabalho, 93 residentes e 44 mil e 521 namibianos residentes ao longo do perímetro fronteiriço.

Os visitantes nesse período tinham as seguintes nacionalidades: namibianos, sul-africanos, portugueses, britânicos, brasileiros, italianos, chineses, zimbabueanos, moçambicanos, canadianos, alemão, twaneses, indianos, entre outras.

Os principais destinos foram as províncias da Cunene, Huíla, Huambo, Benguela, Namibe, Lunda Norte, Huambo, Cuando Cubango, Zaire, Cuanza Norte e Luanda, respectivamente.

Fazendo o percurso inverso, o SME registou igualmente a saída do país de 60 mil e 343 estrangeiros nos postos habilitados para travessia de cidadãos com destaque para fronteira de Santa Clara, Okalonga, Calueque e Ruacaná.

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, apontou a eliminação da burocracia e da corrupção em Moçambique como principais desafios para o desenvolvimento do turismo.

“O nosso Governo está a envidar esforços para eliminar as práticas burocráticas e corruptas que inibem o desenvolvimento do turismo”, declarou o chefe de Estado moçambicano.

Filipe Nyusi falava durante a abertura da conferência internacional sobre Turismo Baseado na Natureza, que decorre a partir de hoje em Maputo, numa organização do Governo com o Global Wildlife Program, uma parceria internacional liderada pelo Banco Mundial.

Para Nyusi, com o potencial que o país possui, o turismo deve ser considerado um instrumento para o combate à pobreza, uma forma de gerar rendimento e emprego para as comunidades.

“O nosso Governo definiu o turismo como um dos quatro pilares estratégicos para o desenvolvimento do país. Queremos colocar o país nas principais rotas turísticas mundiais”, acrescentou.

“O ecoturismo está a tornar-se cada vez mais uma das áreas de maior procura no país”, sublinhou o chefe de Estado, convidando investidores a apostarem em empreendimentos nas áreas de conservação moçambicanas.

As áreas de conservação em Moçambique ocupam 25% do território.

A conferência internacional Turismo Baseado na Natureza é organizada pelo Global Wildlife Program  e junta académicos e especialistas de 25 países para debater a conservação da biodiversidade no mundo, com especial destaque para o país anfitrião.

O encontro, que termina no sábado, é realizado de forma rotativa entre os países membros e, antes de Moçambique, passou pela Índia e pelo Quénia.

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