O vice-primeiro ministro congolês, responsável pela Função Pública, Reforma do Estado, Trabalho e Segurança Social, Firmin Ayessa, convidou os países africanos a juntarem-se aos estados signatários da Carta Africana do Turismo sustentável e responsável, assinada em 2016, em Marraquexe, Marrocos.

Trata-se, segundo Ayessa, de um instrumento que oferece a África “uma grande oportunidade” na utilização sustentável de seus recursos naturais e culturais para fins de exploração turística.

Firmin Ayessa falava na abertura, em Brazzaville, da primeira edição da Caravana da Carta Africana do Turismo sustentável e responsável.

Esta Carta oferece um quadro consensual de concertação para todos os Africanos, com vista a sensibilizar os turistas internacionais, as comunidades anfitriãs, os prestadores de serviços e os poderes públicos. Ela permite criar estratégias de um turismo sustentável e responsável, que respeita as culturas e tradições.

“O que pode contribuir para a atração de um destino turístico pode desaparecer sob o efeito da frequência não controlada e potencialmente destruidora do ambiente e das sociedades impactadas”, sublinhou Ayessa.

Por sua vez, a ministra congolesa do Turismo e Ambiente, Arlette Soudan Nonault, recordou que a Carta Africana do Turismo Sustentável e Responsável apoiava-se em princípios de salvaguarda e valorização do património natural, de preservação do património cultural e da identidade local e de integração da economia local regional.

Rege-se igualmente pelos princípios da diversificação da oferta turística e da sua inserção na economia verde e sustentável, bem como nos de equidade, ética,  responsabilidade social e boa governação.

A Carta Africana do Turismo Sustentável e Responsável foi assinada por 26 Estados africanos, a 10 de novembro de 2016, à margem da COP 22.

Estes 26 países inspiraram-se na experiência marroquina em matéria de turismo sustentável e responsável para se comprometerem a fazer o mesmo nos seus respetivos países.

A ministra do Turismo do Egito, Rania el Mashat, aposta numa reativação dos fluxos turísticos, após anos de recessão resultantes da instabilidade política.

“Demos um salto na chegada dos turistas em 2017 e um grande boom em 2018, quando registamos a visita de figuras estrangeiras renomadas e nas próximas temporadas contamos também com mais visitantes chineses”, assinalou a dirigente.

O turismo trouxe ao Egito cerca de 13 mil milhões de dólares em receitas só no ano 2010, altura em que cerca de 14,7 milhões turistas visitaram o país.

Depois disso, o setor vem sofrendo uma recessão devido à agitação política e aos desafios de segurança que resultaram da destituição de dois chefes de Estado em 2011 e 2013.

“O turismo no Egito começou a recuperar-se e superar as consequências da queda do avião russo, e muitos países retomaram os seus voos suspensos para o nosso país”, disse Mashat.

Em finais de Janeiro, o país inaugurou o novo aeroporto internacional Sphinx, a cerca de 12 quilómetros das grandes pirâmides de Gizé, que liga os destinos turísticos no norte e sul do país.

A África do Sul está disposta a ter mais visitantes chineses e está se esforçando para tornar sua viagem mais fácil e agradável, segundo o ministro sul-africano do Turismo.

O ministro do Turismo da África do Sul, Derek Hanekom, disse em uma comemoração do Ano Novo chinês, realizada pela embaixada chinesa, que a África do Sul tem cerca de 100 mil turistas chineses por ano,  mas ” poderíamos aumentar massivamente esse número”.

Em 2018, a África do Sul e a China assinaram memorandos de entendimento, entre os quais a simplificação de vistos para viajantes de negócios e lazer chineses para promover o turismo.

Hanekom disse que este foi um passo para tornar mais fácil para os viajantes chineses conseguirem visto para a África do Sul.

Ele revelou que o governo da África do Sul está considerando a emissão de vistos de 10 anos com entradas múltiplas e vistos eletrônicos para turistas chineses. O Departamento de Assuntos Internos está explorando a possibilidade de reconhecer o visto anterior ou outro visto no passaporte chinês, como o visto Schengen, da União Europeia, o visto americano ou o visto australiano.

Ele também prometeu que o processo de aprovação do pedido de visto será reduzido para cinco dias.

Quanto ao problema de segurança, Hanekom disse: “Estamos todos conscientes do desafio. Estamos levando isso muito a sério”. O governo está combatendo duramente o crime e a corrupção, os lugares que os visitantes costumam visitar são “seguros de acordo com qualquer padrão internacional”.

Hanekom disse que alguns guias locais e garçons de hotéis aprenderam mandarim para melhorar a experiência dos visitantes chineses. O treinamento será estendido para mais pessoas nos próximos anos.

“A África do Sul oferece uma variedade de experiências de vida selvagem e uma oferta cultural e patrimonial extraordinariamente diversificada que muitos países não conseguem igualar”, disse Hanekom.

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