O comité sindical da estatal Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) quer impedir que a companhia Ethiopian Airlines passe a ter uma subsidiária a fazer voos domésticos no país lusófono.

“Os trabalhadores da LAM pedem a quem de direito que reponha a legalidade e tome medidas no sentido de que sejam salvaguardados os interesses nacionais”, lê-se no documento, publicado no jornal Notícias nesta sexta-feira (23).

Segundo o comité sindical “a Ethiopian Airlines não pretende servir os objetivos da economia nacional moçambicana”, mas sim, “alimentar e robustecer a economia etíope, através de um plano de expansão predatória”.

Até 2017, só a LAM podia fazer voos domésticos, mas uma alteração à lei passou a permitir a entrada de outros operadores, o primeiro dos quais foi a Fastjet, que desde há um ano faz voos entre Maputo e algumas capitais provinciais.

A Ethiopian Airlines anunciou para breve a entrada em atividade em Moçambique.

O comité sindical refere que a LAM deve ser preservada e defendida e nota que a nova gestão, empossada em julho, “está a dar sinais de melhoria na operação da empresa”, até então prejudicada por atrasos e falhas nos voos.

Os estabelecimentos hoteleiros em Cabo Verde receberam, no terceiro trimestre deste ano, um total de 170 mil hóspedes, o que representa um aumento de quatro porcento, face ao mesmo período do ano de 2017.

De acordo com dados relativos às movimentações de hóspedes, divulgados pelo Instituto Nacional de Nacional (INE), as unidades hoteleiras registaram, no período em referência, mais de um milhão e 100 mil dormidas, um aumento de 6,8 porcento face ao período homólogo do ano transato.

A ilha do Sal teve o maior acolhimento, com 51,0 porcento do total das entradas, seguida da ilha do Boa Vista, com 30,6 porcento e Santiago com 9,3 porcento.

Quanto às dormidas, a ilha do Sal registou 55,1 porcento, Boa Vista 36,3 porcento e Santiago 3,9 porcento.

Os dados mostram que os hotéis continuam a ser os estabelecimentos hoteleiros mais procurados, com 89,3 porcento do total das entradas, seguidos das residenciais com cerca de 3,0 porcento e dos aldeamentos turísticos e pensões com 2,9 e 2,6 porcento, respetivamente.

Relativamente às dormidas, adianta o INE, os hotéis representam 92,1 porcento, os aldeamentos turísticos 3,0 porcento e as residenciais com 1,8 porcento.

No terceiro trimestre do ano em curso, os ingleses foram os hóspedes que permaneceram mais tempo em Cabo Verde, com uma estadia média de 9,3 noites, enquanto os hóspedes residentes em Cabo Verde totalizaram 9,0 porcento das entradas e 4,0 porcento das dormidas.

O autarca da ilha cabo-verdiana do Sal prevê para dentro de três anos uma capacidade local para receber anualmente 750 mil turistas, mas aponta a necessidade de melhorar os transportes marítimos inter-ilhas para potenciar o setor.

O Sal recebe cerca de 500 mil turistas por ano, mas assim que alguns hotéis e ‘resorts’ ficarem concluídos a ilha terá capacidade para receber 750 mil turistas por ano, segundo Júlio Reis, presidente da Câmara da ilha.

Com “mais alguns investimentos” a ilha do Sal poderá chegar a um milhão de turistas por ano dentro de seis anos, segundo o presidente da Câmara.

“Só esses hotéis em construção já representam um salto importante em termos de oferta turística e há vários outros projetos em pipeline”, disse à Lusa, indicando que os investimentos que estão a ser feitos em pelo menos cinco hotéis representam mais de 20% da oferta atual.

Relativamente à ilha do Sal, Júlio Lopes adiantou que o problema dos terrenos é ainda necessário resolver: “É imperioso que os terrenos sejam desbloqueados para que possa haver mais investimentos e possamos rapidamente atingir esse objetivo de um milhão de turistas”.

Segundo o Instituto Nacional de Estatísticas (INE), Cabo Verde recebeu 716 mil turistas no ano passado, num crescimento de 11,2% relativamente ao ano anterior.

A ilha do Sal foi a mais procurada pelos turistas, representando cerca de 47,9% das entradas nos estabelecimentos hoteleiros, seguida da ilha da Boavista, com 28,8%, e de Santiago com 10,9%.

O Governo cabo-verdiano estima receber 1,14 milhões de turistas por ano no final da legislatura, em 2021, e tem um Plano Estratégico de Desenvolvimento Sustentável do Turismo, em que prevê receber 3.15 milhões de turistas até 2030.

Para Júlio Lopes, o Sal está a dar o seu contributo para “transformar Cabo Verde num grande destino turístico”, entendendo que as outras ilhas têm de trabalhar para também darem o seu contributo para que o país seja um destino turístico diversificado.

“Que não seja apenas as ilhas planas, mas que chegue a todas as ilhas, conforme as potencialidades e os atrativos de cada uma dessas regiões”, disse.

O líder da autarquia destacou a “grande confiança” por parte dos investidores e dos visitantes, que fazem com que durante a época alta, de outubro a maio, a taxa de ocupação nos hotéis do Sal seja de praticamente de 100%.

“Temos tudo, temos clientes, temos quem queira investir, há todas as condições para o Sal continuar a dar salto em matéria do turismo”, continuou o autarca, para quem o importante agora é que o turismo seja inclusivo e privilegie as componentes sociais e ambientais.

Para transformar o Sal numa “ilha de referência internacional”, Júlio Lopes enumerou uma série de investimentos na ilha, que vão desde o saneamento, requalificação urbana, apoio à habitação e o “grande projeto” que é a erradicação do s bairros de barraca de Alto São João, Terra Boa e Alto de Santa Cruz.

“Não podemos falar de um turismo sustentável se parte da população vive em barracas, isto é inaceitável”, sustentou o autarca, informando que o Governo, através do Fundo do Turismo, vai investir 731 milhões de escudos (6,6 milhões de euros) para erradicar as barracas nessas zonas.

Para que o país possa tirar proveito do turismo, Júlio Lopes considerou que é “fundamental e prioritário” o Governo resolver o problema dos transportes marítimos inter-ilhas.

“É só com a resolução do problema dos transportes marítimos é que o turismo pode ter o impacto multiplicador em outras áreas económicas, designadamente a agricultura, pecuária, pequenas indústrias, artesanato, indústrias criativas”, enumerou.

“A partir do momento que este problema for resolvido, você pode produzir onde quiser, na Brava, na Boavista, Sal, Fogo, Santo Antão, São Vicente, que o produto chega a outra ilha rapidamente”, mostrou, exortando o Governo a resolver também “alguma burocracia” que ainda existe no país.

“É importante que os funcionários públicos sejam céleres a responder às demandas dos empresários, para que possamos ter um ambiente de negócios mais ágil porque não se pode pôr um investidor estrangeiro ou nacional à espera”, salientou.

Júlio Lopes defendeu que o funcionário público ou chefe de serviço de uma repartição que atrasar um processo “por incúria”, deve ser responsabilizado.

“Não se pode pegar um processo importante que atrai empregos para pôr na gaveta, isto é atentar contra Cabo Verde”, afirmou o edil salense, há dois anos no cargo.

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