A companhia aérea angolana TAAG vai retomar, três anos depois, as ligações aéreas entre Angola e Cabo Verde, com o primeiro voo a ser realizado dia 26 deste mês, via São Tomé e Príncipe, anunciou a transportadora.

A informação consta num comunicado divulgado pela delegação da TAAG em São Tomé e Príncipe, mas os serviços de reserva da companhia aérea na capital angolana indicaram que nem as datas dos voos nem as respetivas tarifas estão disponíveis na rede informática da TAAG.

No comunicado da delegação da TAAG, em São Tomé, é referido que, entre 26 deste mês e 26 do próximo mês outubro, no quadro do reajustamento do novo Programa de Verão da companhia, o voo terá duas ligações semanais para a ilha do Sal – sai de Luanda à sexta-feira e ao domingo e regressa ao sábados e segunda-feira, respetivamente.

À sexta-feira e ao domingo, e tendo em conta as horas locais, o voo da TAAG parte de Luanda às 21:50 e chega a São Tomé às 23:50, deixando a capital são-tomense às 00:40, com destino ao Sal, onde aterrará às 05:55.

Em sentido inverso, e sempre em horas locais, ao sábado e à segunda-feira, o aparelho sai do Sal às 07:25 locais, chegando a São Tomé às 12:30, de onde parte para Luanda às 13:30, para aterrar na capital angolana às 15:20.

Os voos diretos entre Angola e Cabo Verde foram suspensos em 2016 devido à falta de rendibilidade do destino.

Inicialmente – disse à agência Lusa o ministro angolano dos Transportes, Ricardo de Abreu -, a ilha do Sal serviria de escala nos voos da TAAG para Havana (Cuba), mas acabou por se optar pela ligação via São Tomé.

Em novembro de 2018, os ministros dos Transportes de Angola e de Cabo Verde assinaram, na cidade da Praia, um memorando de entendimento, nos domínios dos transportes aéreos e marítimos, para “definir e consolidar a cooperação nestes setores estratégicos para os dois países”, prevendo a retoma das ligações aéreas entre os dois países, provavelmente através de um sistema de “code-share” com a TACV Internacional.

A 28 de março último, em declarações à Lusa, os operadores turísticos cabo-verdianos mostraram-se “confiantes no impacto” do retomar da ligação aérea entre Angola e Cabo Verde, considerando que constituirá “o primeiro passo” para a dinamização do turismo entre os dois países.

Na ocasião, o presidente da Associação de Agências de Viagens e Turismo de Cabo Verde (AAVTCV), Mário Sanches, salientou que uma das pretensões da instituição é promover o turismo entre cidadãos de países africanos.

Um navio cruzeiro norte-americano, com 230 turistas a bordo, de diversas nacionalidades, atracou no Porto Comercial do Namibe, no sul de Angola, para visita de algumas horas. Lobito e Luanda são as escalas seguintes.

Em Moçâmedes, os turistas americanos, australianos, chineses, sul-africanos, alemães, porto-riquenho, espanhóis e ingleses, divididos em três equipas, deslocaram-se ao deserto do Namibe, um dos lugares turísticos onde se encontra a rara planta do mundo “ Weliwítschia mirabilis”, e à Lagoa do Arco, que dista 60 quilómetros da sede capital da província.

Os turistas visitaram também a fortaleza de São Fernandes, a Igreja de Santo Adrião, o recinto das Festas do Mar e a parte velha da cidade de Moçâmedes, onde receberam explicações de guias turísticos da província sobre a existência e estrutura arquitetónica destes lugares.

Em declarações à Angop, alguns turistas, que visitaram pela segunda vez a província do Namibe, afirmam ter grande interesse em saber sobre a história dos primeiros povos que habitaram nesta terra desértica e com muitos recursos marinhos.

Os turistas visitaram também a lagoa do Arco, no município do Tômbwa, 60 quilómetros de distância da cidade-capital Moçâmedes, província do Namibe, uma área turísticas que anualmente recebe mais de quinhentos turistas vindos da Namibe, África do Sul, Rússia, Portugal e Cuba.

Em declarações à Angop, a diretora do Gabinete Provincial da Cultura e Turismo, Amélia Camunheira, disse que o governo local tem estado a trabalhar no sentido de criar condições para que os próximos cruzeiros possam pernoitar e assim desfrutarem da hospitalidade e encantos que a província oferece, como as praias, águas termais da Montipa, Serra da Neve, Pinturas Rupestres e outros lugares.

“É um desafio que temos, pois pretendemos que os nossos turistas ficam mais tempo na nossa cidade e apreciar de perto tudo de bom que o Namibe possui, pois contamos neste trabalho com as agências operadora de turismo, pois o número de turista a cada ano vem subindo e isso é muito bom para nós”, disse.

O cruzeiro turístico deixou o Namibe às 13 horas, com destino ao Lobito, no litoral centro de Angola. Este é o terceiro navio cruzeiro a escalar a província do Namibe.

O navio cruzeiro chega ao Porto do Lobito nesta quinta-feira. A viagem dos turistas a bordo do navio cruzeiro norte-americano teve início a dia 28 de Março deste ano na África do Sul, depois passou pela Namíbia e agora está em Angola, onde já atracou no Porto do Namibe, depois Lobito e finalmente Luanda. A digressão do navio cruzeiro termina dia 15 de Abril, na República do Ghana.

A transportadora portuguesa TAP é a companhia aérea na Europa com o segundo maior crescimento de emissões de carbono nos últimos dois anos, segundo dados da Comissão Europeia. Nos últimos cinco anos – entre 2013 e 2018 – as emissões da TAP aumentaram 30%.

A Comissão Europeia publicou na segunda-feira (01) os dados sobre as emissões de gases com efeito de estufa gerados pelas companhias aéreas que operaram no espaço europeu em 2018, abrangidas pelo Comércio Europeu de Licenças de Emissão (CELE).

A associação ambientalista ZERO, juntamente com a Federação Europeia dos Transportes e Ambiente (T&E), analisou os dados reportados pelas companhias aéreas sobre as emissões dos voos efetuados dentro do espaço europeu, com a exceção dos voos realizados de e a partir das ilhas dos Açores, Madeira e Canárias, concluindo que a TAP é o 5.º maior emissor de carbono em Portugal, além de deter a 2.ª posição no crescimento de emissões nos últimos dois anos entre as companhias europeias analisadas.

A ZERO sublinha, em comunicado, que o desempenho ambiental da TAP foi também analisado no contexto europeu pela T&E e “mereceu uma nota negativa”.

“Nos últimos dois anos, as emissões da TAP aumentaram 13%, assumindo-se como a segunda companhia europeia com o maior crescimento de emissões (só ultrapassada pela companhia Jet2). Nos últimos cinco anos – entre 2013 e 2018 – as emissões da TAP aumentaram 30%”, refere a associação.

A ZERO considera, contudo, que “estes resultados evidenciam o crescimento do tráfego aéreo nos últimos anos evidenciado em todos os aeroportos nacionais e também pelas companhias que operam em Portugal com maior número de movimentos e passageiros transportados, o que está relacionado com a recuperação económica e a atratividade do país para o turismo”.

“Quando Portugal definiu um plano nacional para atingir o objetivo da neutralidade carbónica a atingir em 2050, o setor da aviação foi praticamente ignorado”, diz a ZERO, que “apela ao Governo para que acabe com os benefícios fiscais das companhias aéreas para reduzir emissões neste setor”.

A associação ambientalista adianta que entre as companhias analisadas, a Ryanair destaca-se como um dos 10 principais emissores de dióxido de carbono da Europa, num grupo que era tradicionalmente ocupado apenas por centrais elétricas a carvão, “o que evidencia o fracasso na implementação de medidas eficazes para conter o crescimento das emissões deste setor beneficiado por isenções fiscais (no IVA e ISP para os combustíveis e no IVA para os bilhetes de avião)”.

Na Europa, as emissões da aviação aumentaram 4,9% em 2018, em contraste com outros setores abrangidos pelo CELE, que caíram 3,9% no total. As emissões de gases com efeito de estufa dos voos efetuados dentro do espaço europeu (abrangidos pelo CELE) aumentaram 26,3% nos últimos cinco anos, “ultrapassando, de longe, qualquer outro modo de transporte”, lê-se.

“Não é de todo surpreendente que o modo de transporte menos tributado seja também aquele que apresenta um crescimento das emissões mais rápido. Para as associações de defesa do ambiente, esta tendência de crescimento das emissões irá manter-se até que a Europa perceba que este setor não está a ser adequadamente tributado e pouco regulamentado, e precisa ser alinhado com a exigência do Acordo de Paris e do objetivo de a Europa tornar-se neutra em carbono em 2050”, afirma a ZERO.

Entre as “medidas urgentes” a implementar, na opinião da ZERO, “é necessário acabar com a atribuição de licenças de emissão gratuitas dentro do CELE, introduzir um imposto sobre o querosene e os bilhetes de avião e definir metas obrigatórias que obriguem as companhias aéreas a introduzir combustíveis mais limpos (como o querosene sintético, produzido a partir de eletricidade renovável e carbono capturado do ar)”.

“Em vez de acabarem com os benefícios de que a aviação dispõe, os governos estão a perseguir um esquema polémico para a compensação das emissões implementado ao nível das Nações Unidas (fortemente influenciado pela indústria da aviação), conhecido como Carbon Offsetting and Reduction Scheme for International Aviation (CORSIA), e que está a favorecer o crescimento das emissões”, denuncia a ZERO.

Para a associação ambientalista “existem sérias dúvidas sobre a eficácia ambiental das compensações de carbono feitas pelas companhias aéreas e que lhes permite, na prática, usufruir de uma licença para continuar a emitir”.

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