Cerca de 50 turistas de várias nacionalidades viajam a bordo do primeiro comboio de luxo do operador turístico sul-africano “Rovos Rail”, que partiu de Dar Es Salaam, na Tanzânia, dia 14 de julho, com destino a Angola, no âmbito de um safari de comboio transafricano denominado “Os dois oceanos”, ligando o Índico e o Atlântico.  No total são 18 dias a bordo do Rovos, O preço pago pelos turistas endinheirados foi de US$ 25 mil dólares para duas pessoas.

Com dez carruagens luxuosas, que acomodam turistas sul-africanos, norte-americanos, ingleses, suíços, holandeses, australianos e neozelandeses, o comboio vai entrar pela Zâmbia e atravessar a República Democrática do Congo, antes de chegar ao Luau, na fronteira de Angola, no próximo dia 26 deste mês.

Em declarações nesta quarta-feira à Angop, Rebeca Barreiros, coordenadora do escritório da Agência Benguela Turismo/Alive Travel, no Lobito, adiantou que os turistas embarcaram em Dar Es Salaam, acompanhados por mais 35 pessoas do staff da Rovos Rail, a principal companhia de caminhos-de-ferro de luxo em África.

Depois de entrar em Angola, o comboio segue do Luau, no Moxico, com destino ao Lobito, litoral da província de Benguela, percorrendo 1.334 quilómetros na linha do Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB).

Segundo a técnica de turismo, estão previstas paragens ao longo da viagem, nomeadamente nas estações de passageiros do CFB no Luena, no Moxico, e na do Cuito, província do Bié, para os turistas pernoitarem no comboio.

A chegada à cidade do Lobito está prevista para 30 de Julho e os turistas passam apenas uma noite no Hotel Terminus, de quatro estrelas, seguindo posteriormente para Luanda, a capital angolana.

Rebeca Barreiros acrescentou que os turistas estrangeiros ainda visitam alguns locais turísticos como o barco Zaire, na Restinga, a Sé Catedral, a Paróquia Nossa Senhora do Pópulo e a Praia Morena, do Lobito a Benguela, incluindo a Catumbela.

Na viagem de regresso a Dar Es Salaam, a 2 de Agosto, o mesmo comboio levará um outro grupo de 55 turistas que chega a Angola, através do Aeroporto Internacional “4 de Fevereiro”, em Luanda, e que viajará por via aérea para o Lobito, dia 30 ou 31 de Julho, para embarcar na viagem ferroviária rumo à Tanzânia.

Por ser a primeira vez que este comboio turístico faz o trajeto do oceano Índico ao Atlântico, ligando quatro países – Tanzânia, Zâmbia, RDC e Angola, o programa desta viagem experimental foi baptizado por “Os dois oceanos”, como explica a técnica de turismo, optimista no sucesso desta “aventura”.

“Nas várias paragens que vamos fazendo ao longo da linha do Caminho-de-Ferro de Benguela, os turistas pernoitam dentro do comboio e no dia seguinte seguem viagem”, acentuou.

“É algo realmente diferente. Nunca visto em Angola. Podemos dizer que é um produto exclusivo dos sul-africanos”, exprimiu, sugerindo que seria uma mais-valia que, no futuro, Angola também explorasse um comboio turístico como este.

CFB preparado  

Abordado a este propósito, o presidente do Conselho de Administração do CFB, Luís Lopes Teixeira, garante que a empresa está a preparar-se afincadamente para que esta viagem de comboio só para turistas seja um sucesso.

“Para nós constitui orgulho. Em segundo lugar, dá-nos mais perspectivas, nomeadamente para o sector do turismo”, referiu Luís Teixeira, considerando que esta iniciativa do operador turístico sul-africano também contribui para o engrandecimento do nome do CFB.

São 13 dias que o comboio turístico sul-africano vai explorar as linhas costeiras de África, partindo da Tanzânia, atravessando a Zâmbia e RDC, antes de entrar em Angola. No total, são 18 dias até chegar ao Lobito, seu destino final.

Para embarcar a bordo do trem em estilo clássico da Rovos Rail os turistas gastaram, cada um, 20 mil dólares norte-americanos, ou US$ 25 mil dólares para duas pessoas.

Os estabelecimentos hoteleiros portugueses contabilizaram em maio 287 mil dormidas de turistas brasileiros, o mais alto valor mensal de sempre no turismo brasileiro em Portugal.

O turismo brasileiro em Portugal cresceu 10,5% em maio, em comparação com o mesmo período do ano passado, e atingiu o mais alto registo mensal de sempre, gerando 287 mil dormidas nos hotéis portugueses.

Os números são do Instituto Nacional de Estatística (INE), que mostra que em maio o Brasil foi o quinto maior mercado emissor de turistas estrangeiros para Portugal, apenas atrás do Reino Unido, Alemanha, França e Espanha.

No conjunto dos primeiros cinco meses do ano o número de dormidas de turistas brasileiros em Portugal apresentou um crescimento homólogo de 9%, de acordo com o INE.

Em maio Portugal recebeu nos seus hotéis 1,69 milhões de turistas estrangeiros, que geraram 4,85 milhões de dormidas, mais 2,5% do que no ano passado. Além disso, os hotéis lusos contabilizaram 883 mil turistas nacionais, que pagaram 1,6 milhões de dormidas, mais 8,6% face a 2018.

Globalmente, as receitas dos hotéis portugueses em maio cresceram 6,2%, para 390 milhões de euros, e a faturação no conjunto dos primeiros cinco meses do ano subiu 6,7%, para 1,31 mil milhões de euros.

A taxa de ocupação dos hotéis portugueses em maio foi de 50,4%, menos 1,1 pontos percentuais do que em igual período de 2018. No acumulado desde o início do ano a taxa de ocupação é de 40,7%, com uma ligeira redução de 0,3 pontos face ao ano passado.

O governo de Moçambique anunciou hoje (16) estar a negociar com uma companhia aérea portuguesa um acordo que vai permitir o regresso das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) ao espaço aéreo europeu a partir do primeiro trimestre de 2020.

O ministro dos Transportes e Comunicações moçambicano, Carlos Mesquita, citado nesta terça-feira pelo jornal Notícias,  de Maputo, disse que a LAM está a preparar-se para tornar possível no próximo ano viagens para a Europa.

A operação da transportadora de bandeira moçambicana será feita através de um acordo de cooperação com uma companhia aérea portuguesa, cujo nome não foi adiantado pelo governante.

A perspetiva do reatamento dos voos da LAM para a Europa surge depois de a UE ter levantado a proibição de voos imposta às transportadoras moçambicanas no espaço europeu.

“Estamos a apostar na formação de tripulações para podermos poupar recursos de modo a investirmos em novas aeronaves adequadas ao tráfego que se pretende a nível nacional, regional e internacional”, acrescentou o ministro dos Transportes e Comunicações de Moçambique.

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