Segundo a Empresa Nacional da Administração dos Portos (Enapor), pelo menos quatro linhas de cruzeiros já escalam, “com alguma frequência”, praticamente todos portos de Cabo Verde.

Mais dois navios de cruzeiros escalaram este domingo Santo Antão, ilha que, neste arranque da temporada de cruzeiros, que ocorreu em Outubro, já recebeu seis navios de médio e pequeno porte, com “milhares de turistas” a bordo.

Santo Antão está assim a afirmar-se no segmento de mercado dos navios de médio e pequeno porte, com o porto do Porto Novo a afigurar-se entre os portos que recebem com “alguma frequência” esse tipo de navios, dinamizando, assim, o turismo na ilha, sobretudo a nível dos transportes.

Segundo a Empresa Nacional da Administração dos Portos (Enapor), pelo menos quatro linhas de cruzeiros – Compagnie du Ponant, Noble Caledonie Variety Cruise e Hapag-Lloyd, já escalam, “com alguma frequência”, praticamente todos portos de Cabo Verde, incluindo o do Porto Novo, em Santo Antão.

Os operadores turísticos santantonenses, apesar das dimensões reduzidas do porto, acreditam que este segmento de turismo será “um mercado importante” em Santo Antão, visão partilhada pelo próprio Governo que admite a possibilidade de a ilha passar a receber até 20 por cento (%) dos cerca de 200 mil cruzeristas que deverão aportar, anualmente, São Vicente, com a construção do terminal.

A Enapor explica que o porto do Porto Novo, com 245 metros lineares de berço de acostagem, graças às obras de expansão e modernização, realizadas em 2011, passou a ter “todas as condições” para receber navios de cruzeiros de pequeno e médio porte.

Esta empresa acredita que Cabo Verde, “enquanto destino emergente”, está a ganhar consistência no segmento de mercado dos pequenos navios de cruzeiros, com, “pelo menos quatro linhas de cruzeiros” a escalarem, com alguma frequência, os portos de praticamente todas as ilhas.

Um sistema em teste no aeroporto de Lisboa permite aos passageiros que viajam para fora da Europa uma passagem mais rápida pelos controlos fronteiriços, procurando-se evitar filas e garantir a mobilidade num aeroporto congestionado.

“O passageiro chega ao aeroporto, dirige-se ao quiosque na zona das partidas, que lê o passaporte, os dados são recolhidos temporariamente [e guardados numa base de dados durante 12 horas, nesta fase-piloto], é feita a validação em relação à nacionalidade do passageiro, que tem que ser europeu, ter mais de 18 anos e viajar para um destino fora da Europa”, disse à agência Lusa a inspetora Erica Santos, do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

Através de um ecrã de toque, a máquina do sistema “Biometrics On the Move” (BOM), uma parceria da agência europeia de fronteiras Frontex, a Aeroportos de Portugal (ANA) e o SEF guia o passageiro pela leitura do passaporte, recolha de impressões digitais e fotografia.

Os dados são depois confrontados com a lista internacional em que estão sinalizados passageiros com algum impedimento, como sempre, e “são feitas as validações de segurança”.

Se tudo for aceite, quando chega ao posto de fronteira através do corredor BOM, a impressão digital é lida por uma máquina por onde o passageiro passa sem ter que parar, bastando passar a mão, e duas câmaras fazem a leitura facial para confirmar.

Tudo se passa “enquanto a pessoa está em movimento, a ideia é não ter que parar, não ter que voltar a apresentar documentos, é só andar”, indicou.

Erica Santos considerou que para um aeroporto como o aeroporto internacional de Lisboa, “é urgente” criar “formas mais ágeis para os passageiros circularem de forma muito mais segura e mais dinâmica”.

“Senão, é incomportável”, admitiu, referindo que “de dia para dia e de ano para ano, o incremento de passageiros é exponencial”.

Além disso, dentro de três anos, todas as fronteiras da Europa terão que funcionar de uma maneira uniforme, com necessidade de “nova tecnologia” como a que está a ser testada com o BOM.

O casal Vanda Souto e Carlos Botão, de partida para Doha (Qatar) com Banguecoque (Tailândia) como destino final, disse à agência Lusa que a passagem pelo BOM lhes deixou uma boa impressão.

“Foi super rápido e ágil, foram 30 segundos”, afirmou Vanda Souto, enquanto Carlos Botão considerou que “vai facilitar muito a vida de quem viaja muito e talvez melhorar a segurança”.

“Apesar de não ser um viajante muito frequente, já viajei para alguns destinos internacionais e o processo é bastante mais complicado. É tipicamente aborrecido, não só o tempo que se perde nas filas como o facto de não sabermos a quantidade de pessoas que estão à espera para fazer a passagem”, declarou Carlos Botão.

Erica Santos disse à Lusa que as vantagens principais são a diminuição do tempo de passagem dos passageiros pelo controlo fronteiriço, sem comprometer a segurança, e a libertação dos agentes para outras tarefas de combate à criminalidade.

“Sabemos que a vida de um passageiro num aeroporto é sempre complicada, perde-se tempo em vários sítios e estamos a tentar diminuir esse tempo, facilitando a vida para o passageiro e nunca diminuindo ou comprometendo a segurança da fronteira”, afirmou.

Para os inspetores do SEF, o sistema é “bastante útil”, garantiu, porque “há uma parte do controlo de fronteira que é feito por computador, e se este controlo puder ser feito antes de o passageiro chegar sequer à fronteira”, sabe-se à partida quem vai chegar e é possível “um controlo maior e mais eficaz”.

“Deixa-nos também mais libertos para outro tipo de tarefas muito importantes”, salientou, como o combate ao “tráfico de seres humanos e todo o tipo de criminalidade ligada à passagem de fronteiras”.

O sistema piloto está a ser aplicado há três semanas e os passageiros em condições de o usar são abordados por agentes do SEF que lhes pedem se estão dispostos a usá-lo, voluntariamente, recebendo em troca um vale para a via “Fast Track” de acesso rápido ao embarque.

Até agora, cerca de 1100 passageiros já aceitaram a experiência e a aceitação tem sido boa, com alguns passageiros frequentes a insistirem em repetir a experiência, relatou.

Numa declaração enviada à Lusa, a responsável da ANA Chloe Lapeyre afirmou que “é objetivo da ANA, estando a ser desenvolvidos outros projetos paralelos, poder oferecer aos passageiros a mesma experiência noutros sistemas dentro das infraestruturas aeroportuárias”.

“Sabemos também que este projeto em Lisboa serve de ‘benchmark’ a outros aeroportos da rede nacional, bem como a nível internacional”, indicou, prevendo-se que em breve seja aplicado também de forma experimental no aeroporto de Sofia (Bulgária) com os passageiros que tenham Portugal como destino.

A Cabo Verde Interilhas, nova concessionária do transporte marítimo de passageiros, com participação portuguesa, anunciou a chegada ao arquipélago do navio alugado em Espanha, com capacidade para 427 passageiros e que vai ligar seis ilhas em 24 horas.

Em comunicado, a CV Interilhas adianta que o navio San Gwann vai ficar atracado no Porto Grande, no Mindelo, na ilha de São Vicente, e iniciará as suas operações logo após a autorização das autoridades marítimas cabo-verdianas.

O barco “super rápido” tem capacidade para transportar 427 passageiros e 20 veículos ligeiros e vai ligar seis ilhas – Santo Antão, São Vicente, São Nicolau, Sal, Boavista e Santiago – em 24 horas, algo que acontece pela primeira vez no arquipélago.

O navio foi alugado em Espanha em regime de ‘time charter’ (temporariamente) e a CV Interilhas considera que é uma “solução excelente” e terá um “impacto relevante” no dia a dia das populações e dos operadores económicos e turísticos. “Visto que com um navio de maior capacidade conseguirão aumentar o fluxo de distribuição dos seus produtos e mercadorias na linha Santo Antão, São Vicente, São Nicolau, Sal, Boavista e Santiago, melhorando a qualidade de serviço prestado”, adianta a empresa.

O San Gwann, que vem substituir o navio Kriola que está avariado, vai reforçar a frota da CV Interilhas, que neste momento tem três barcos operacionais (Liberdadi, Inter Ilhas e Sotavento).

Em dezembro, a empresa conta receber o seu primeiro navio construído para operar nas águas de Cabo Verde após vencer o concurso público de concessão do transporte marítimo.

A empresa informa que o barco, com capacidade para 430 passageiros e 50 veículos, prepara-se para sair dos estaleiros de Busan, na Coreia do Sul, com destino a Cabo Verde.

A nova empresa, sob a liderança da portuguesa Transinsular, venceu um concurso público internacional e assumiu o transporte marítimo de passageiros e carga entre as ilhas de Cabo Verde a 15 de agosto.

Em pouco mais de dois meses de atividade, a empresa informou que já realizou cerca de 650 viagens e transportou 110.000 passageiros.

A CV Interilhas é detida em 51% pela Transinsular e Transinsular CV, do Grupo ETE, enquanto os restantes 49% são detidos pelos armadores cabo-verdianos.

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