Santo Antão recebe nos próximos oito meses, período da época alta do turismo na ilha, milhares de visitantes provenientes, sobretudo, do norte da Europa, que procuram a ilha para caminhadas em trilhas.

A expectativa dos operadores é de que se mantenha a tendência de crescimento do turismo nesta ilha que, em 2017, recebeu  mais de 26 mil turistas, registando um crescimento de 23,8 por cento (%) face a 2016.

A expectativa dos operadores turísticos em relação à época alta do turismo em Santo Antão, que tem início em outubro, tem sido cada vez mais alta, segundo a operadora Sandra Pereira.

Santo Antão, para potenciar o seu turismo, precisa do aeroporto, mas necessita, sobretudo, de um plano que dê atenção à qualificação dos recursos humanos, através de formação profissional, segundo esta operadora.

Este ano, a época alta do turismo nesta ilha, que decorre até ao mês de maio, deverá ser marcada pela diversificação da oferta, já que, além do trekking, até agora o principal produto turístico de Santo Antão, os operadores começam a apostar na promoção do “canyoning” e mergulho.

O êxodo rural, dificuldades a nível de alojamento, dos transportes marítimos e aéreos, o estado atual do saneamento, a qualificação dos recursos humanos, falta de sinalização dos percursos são algumas “fragilidades” que ainda condicionam a atividade turística em Santo Antão, segundo os operadores.

Existem em Santo Antão 64 casas rurais que acolhem turistas nas diferentes localidades.

Apesar de não haver ainda rotas definidas, as avaliações do mercado começarão em breve, informou a TAAG, que pretende adquirir no próximo ano 11 aviões de médio curso e vários aviões de longo curso.

A companhia aérea angolana TAAG vai adquirir, em 2019, 11 novos aviões de médio curso, e um número ainda por determinar de Boeing 787, de longo curso, no quadro do programa de modernização da transportadora, disse hoje fonte da empresa.

Segundo Rui Carreira, presidente da Comissão Executiva da companhia aérea angolana, que a 20 deste mês, num decreto presidencial, passou a sociedade anónima, o processo de modernização passa pela “substituição da frota”, pelo que as novas aquisições, sobretudo para o médio curso, visam a conquista do mercado africano.

Apesar de não haver ainda rotas definidas, as avaliações do mercado começarão em breve, uma vez que há “bons indicadores”, sublinhou Rui Carreira, que não adiantou o valor financeiro em causa.

“Mas não queremos fazer com muita antecedência, porque o mercado é bastante volátil; cresce e retrai-se, pelo que, na devida altura, anunciaremos os novos destinos”, indicou, em declarações à agência noticiosa angolana Angop.

Em relação à frota de longo curso, lembrou que, na recente visita aos Estados Unidos, o Presidente angolano, João Lourenço, lançou os dados sobre aquilo que será a renovação da frota da TAAG.

Quarta-feira, em Nova Iorque, João Lourenço anunciou que as autoridades de Luanda estão a negociar um novo pacote para a aquisição de novos aviões da Boeing destinados à TAAG,

João Lourenço não adiantou o número de aparelhos, nem o valor financeiro em causa, indicando tratar-se de aviões destinados a operações de médio e longo cursos.

A compra de novos aviões, que deverá ser concretizada até 2020, vai permitir à TAAG concorrer em igualdade de circunstâncias com outras companhias do setor.

A decisão tem como pano de fundo a conclusão das obras de construção do novo aeroporto de Luanda, assim como a transformação da TAAG em sociedade anónima, decisão decretada por João Lourenço a 20 deste mês.

A atual frota da TAAG é composta por 13 aviões Boeing, três dos quais 777-300 ER, com mais de 290 lugares, e que foram recebidos entre 2014 e 2016.

A companhia conta também com cinco 777-200, de 235 lugares, e outros cinco 737-700, com capacidade para 120 passageiros, estes utilizados nas ligações domésticas e regionais.

Hoje, Rui Carreira indicou que a TAAG está a preparar-se para acolher as grandes iniciativas que dizem respeito ao lançamento do turismo em Angola.

Sobre o posicionamento da TAAG no mercado, o antigo diretor do Instituto Nacional de Aviação Civil (INAVIC) disse que esta é uma empresa viável, que sempre cumpriu a sua missão, voando atualmente para mais de 30 destinos.

Reconheceu, no entanto, que a TAAG ainda é uma empresa deficitária, que enfrenta problemas relacionados, essencialmente, com questões operacionais e de preço dos combustíveis, com custos muito elevados.

Neste momento a TAAG não tem lucros, fixando-se as receitas entre os 700 milhões a 800 milhões de dólares por ano (entre 598,3 milhões e 683,8 milhões de euros), um quadro que o novo Conselho de Administração, nomeado a 20 deste mês, pretende inverter.

A TAP está a contabilizar 100 milhões de euros em custos com atrasos, quando há quatro anos essa fatura era de 50 milhões de euros, segundo o presidente executivo da transportadora aérea, Antonoaldo Neves.

Num debate sobre o aeroporto de Lisboa, no âmbito da IV Cimeira do Turismo Português, o presidente executivo (CEO) revelou o aumento da fatura e disse que há “50 milhões de euros que podiam voltar para os passageiros” em termos de tarifas mais baratas.

Antonoaldo Neves sublinhou a necessidade de serem conhecidos pormenores sobre a expansão do espaço aéreo da capital, uma vez que as companhias precisam de planear as suas operações com base em dados concretos, como lugares de estacionamento.

No mesmo painel, o presidente executivo da ANA – Aeroportos de Portugal, Thierry Ligonnière, recordou a importância do encerramento da pista secundária do aeroporto de Lisboa para avançar com expansão da capacidade e disse que essa é uma decisão que não é da gestora dos aeroportos.

“Assim que houver a decisão, podemos arrancar com as obras”, garantiu o CEO da ANA.

Na sua intervenção, Antonoaldo Neves referiu que a TAP está a crescer 13% e em 2019 o aumento deve ser de 14%, com “muito sacrifício” e “muito custo”, com o pagamento das indemnizações devidas legalmente aos passageiros devido aos atrasos provocados pelas dificuldades registadas em Lisboa.

Também Thierry Ligonnière reconheceu os atrasos e explicou que o aumento do tráfego no aeroporto está a ser feito à “custa de margens operacionais” e a “contrapartida é que tem de se funcionar como um relógio suíço”.

“É o esforço que temos que fazer todos”, afirmou.

Presente no debate, Jorge Ponce Leão, presidente da NAV, notou que o aeroporto de Lisboa só não chegou a ser usado a 100% em meados de agosto, porque existem 13 voos noturnos e que não é só Portugal a ter crescimentos de tráfego.

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