Os estabelecimentos hoteleiros portugueses contabilizaram em maio 287 mil dormidas de turistas brasileiros, o mais alto valor mensal de sempre no turismo brasileiro em Portugal.

O turismo brasileiro em Portugal cresceu 10,5% em maio, em comparação com o mesmo período do ano passado, e atingiu o mais alto registo mensal de sempre, gerando 287 mil dormidas nos hotéis portugueses.

Os números são do Instituto Nacional de Estatística (INE), que mostra que em maio o Brasil foi o quinto maior mercado emissor de turistas estrangeiros para Portugal, apenas atrás do Reino Unido, Alemanha, França e Espanha.

No conjunto dos primeiros cinco meses do ano o número de dormidas de turistas brasileiros em Portugal apresentou um crescimento homólogo de 9%, de acordo com o INE.

Em maio Portugal recebeu nos seus hotéis 1,69 milhões de turistas estrangeiros, que geraram 4,85 milhões de dormidas, mais 2,5% do que no ano passado. Além disso, os hotéis lusos contabilizaram 883 mil turistas nacionais, que pagaram 1,6 milhões de dormidas, mais 8,6% face a 2018.

Globalmente, as receitas dos hotéis portugueses em maio cresceram 6,2%, para 390 milhões de euros, e a faturação no conjunto dos primeiros cinco meses do ano subiu 6,7%, para 1,31 mil milhões de euros.

A taxa de ocupação dos hotéis portugueses em maio foi de 50,4%, menos 1,1 pontos percentuais do que em igual período de 2018. No acumulado desde o início do ano a taxa de ocupação é de 40,7%, com uma ligeira redução de 0,3 pontos face ao ano passado.

O governo de Moçambique anunciou hoje (16) estar a negociar com uma companhia aérea portuguesa um acordo que vai permitir o regresso das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) ao espaço aéreo europeu a partir do primeiro trimestre de 2020.

O ministro dos Transportes e Comunicações moçambicano, Carlos Mesquita, citado nesta terça-feira pelo jornal Notícias,  de Maputo, disse que a LAM está a preparar-se para tornar possível no próximo ano viagens para a Europa.

A operação da transportadora de bandeira moçambicana será feita através de um acordo de cooperação com uma companhia aérea portuguesa, cujo nome não foi adiantado pelo governante.

A perspetiva do reatamento dos voos da LAM para a Europa surge depois de a UE ter levantado a proibição de voos imposta às transportadoras moçambicanas no espaço europeu.

“Estamos a apostar na formação de tripulações para podermos poupar recursos de modo a investirmos em novas aeronaves adequadas ao tráfego que se pretende a nível nacional, regional e internacional”, acrescentou o ministro dos Transportes e Comunicações de Moçambique.

O serviço de transporte marítimo inter-ilhas em Cabo Verde entra em operação a 15 de agosto, disse  o ministro do Turismo e Transportes e Ministro da Economia Marítima, José da Silva Gonçalves.

“Já temos uma solução perfilada [para o transporte inter-ilhas com navios] que começa a operação efetiva a 15 de agosto. É uma solução que vai ligar todas as ilhas num só circuito”, disse José da Silva Gonçalves.

O governante, que falava à margem da assinatura Memorando Específico de Cooperação (MEC) entre Portugal e Cabo Verde para a economia marítima, lembrou que, no início do ano, foi assinado o acordo de concessão única de transportes marítimos com a portuguesa Transinsular, que assume o papel de parceira estratégica.

Com este acordo, a operadora portuguesa detém 51% da Cabo Verde Inter-Ilhas, empresa criada na sequência da concessão do serviço marítimo, enquanto os restantes 49% estão nas mãos de armadores cabo-verdianos.

O governante explicou que, até hoje, os transportes marítimos no arquipélago apenas existiam onde os operadores entendiam e lhes convinha em termos comerciais. “As áreas que não têm apetência económica e rentabilidade ficavam mal servidas”, salientou o ministro cabo-verdiano.

Para travar este cenário, o Governo cabo-verdiano decidiu por uma concessão única baseado no princípio de subsídio cruzado para que as áreas geográficas que apresentam mais rentabilidade subsidiem as zonas com menos.

“É a melhor solução para interligar o país em termos de segurança, mobilidade, previsibilidade e de conforto. Temos uma boa solução”, concluiu a mesma fonte.

Questionado sobre se o objetivo do país de ampliar a Zona Económica Exclusiva, que implica cartografar os recursos marinhos, poderá beneficiar com o MEC, o ministro cabo-verdiano referiu que Portugal já tem vindo a ajudar a vários níveis. E deu como exemplo a cooperação na cartografia militar, em que, no ano passado, Cabo Verde recebeu uma missão militar.

Sobre este tema, a ministra do Mar, Ana Paula Vitorino que assinou o Memorando em nome de Portugal, referiu que no processo português de extensão da plataforma continental que está no terreno contempla o mapeamento do fundo marinho. “Existe disponibilidade e vontade para apoiar Cabo Verde também nessa matéria. Este tema cabe neste protocolo que assinamos”, revelou Ana Paula Vitorino.

Os dois países reforçaram a colaboração na economia do mar através da assinatura do Memorando Específico de Cooperação. Segundo sublinharam os dois governantes, o documento formaliza o entendimento já existente entre os dois países neste setor e coloca num plano de ação único todas as matérias que, de outro modo, dificilmente seriam concretizadas.

Reserve já

motor reservas

Newsletter

introduza os seus dados de registo| enter your registration data| entrez vos données d'inscription