O governo são-tomense “repudiou a forma grosseira e arrogante” como a companhia aérea portuguesa Euroatlantic reagiu ao acordo do executivo com parceiros da Guiné Equatorial para a gestão da STP Airways.

Em causa está o acordo do governo são-tomense com a companhia equato-guineense Ceiba, que irá colocar aviões ao serviço da STP Airways (que tem 40% da Euroatlantic) operados pela empresa portuguesa White.

A Euroatlantic avisou que vai pedir indemnizações ao governo, que assinou o memorando, ignorando o maior parceiro privado que assegura a gestão da STP Airways, sem levar o acordo a assembleia-geral de acionistas.

Em resposta, enviada à Lusa, o executivo são-tomense sublinha que “não deixará de retirar as devidas consequências, caso se afigure necessário, em caso de um contencioso” e recordou que o parceiro português tinha manifestado interesse em sair da STP Airways.

No comunicado de duas páginas, o governo refere ainda que já havia comunicado oficialmente à Euroatlantic a sua decisão de negociar com a Guiné Equatorial sobre a gestão da STP Airways.

Segundo as autoridades são-tomenses, o acordo com a Ceiba Internacional, da Guiné Equatorial, “insere-se no âmbito do desenvolvimento das relações bilaterais entre os dois países, uma cooperação sul-sul de assinalável importância, considerando a posição geoestratégica de São Tomé e Príncipe no Golfo da Guiné”.

Trata-se de “uma carta de intenção, subscrita pelos acionistas maioritários da STP Airways, no âmbito da decisão comunicada oficialmente pela Euroatlantic, em carta datada de 01 de fevereiro deste ano, onde manifesta a intenção de abandonar o projeto STP Airways”.

O executivo lembra ainda que o desejo da companhia portuguesa de se retirar da STP Airways “foi reiterado tanto nas trocas de comunicações, quanto nas subsequentes reuniões da assembleia-geral e estão devidamente registadas”.

“A Euroatlantic, em diversas ocasiões, comunicou ao estado são-tomense e aos acionistas a sua predisposição de vender a sua participação na STP Airways, uma decisão que resulta do facto do executivo são-tomense ter decidido não renovar o contrato de ‘handling’ com São Tomé e Príncipe”, explica o governo.

“O vínculo contratual para assegurar este serviço tinha validade de 10 anos e terminou em 2018”, referiu o executivo são-tomense em comunicado assinado pelo diretor do gabinete do ministro das Públicas, Infraestruturas, Recursos Naturais e Ambiente, Osvaldo Abreu.

O número de turistas em Cabo Verde aumentou 7% no segundo trimestre deste ano, face ao mesmo período do ano passado, segundo dados publicados pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE) cabo-verdiano.

De acordo com as estatísticas do Turismo, de abril a junho deste ano, os estabelecimentos hoteleiros cabo-verdianos acolheram 179 mil hóspedes, mais 7% do que no mesmo período do ano anterior.

Em termos absolutos, o INE adiantou que entraram nos estabelecimentos hoteleiros mais 11.703 turistas do que em igual período do ano passado.

No período em análise, o instituto cabo-verdiano concluiu que as dormidas também cresceram (5,3%), face ao trimestre homólogo.

Segundo o INE, entre abril a junho do ano passado, as dormidas nos estabelecimentos hoteleiros cabo-verdianos foram de 1.079.904, enquanto no mesmo período deste ano foram de 1.137.199.

O instituto referiu ainda que os dados acumulados de janeiro a junho, ou seja, no primeiro semestre, mostram que os estabelecimentos hoteleiros registaram mais de 413 mil hóspedes e cerca de 2,5 milhões de dormidas.

O principal mercado emissor de turistas para Cabo Verde continua sendo o Reino Unido, com 26,6% do total das entradas, seguido de Portugal (12,1%), França (11%), Alemanha (10,9%), Bélgica e Holanda (8,4%).

Os turistas do Reino Unido são também os que por mais tempo dormem no arquipélago, registando 34,5% do total, numa média de 8,2 noites, seguido da Alemanha (12,8%) e Portugal (9,6%), como os três primeiros.

Relativamente às ilhas, a do Sal foi a mais procurada pelos turistas, representando 48,7% das dormidas e 42,5% do total das entradas nos estabelecimentos hoteleiros.

No que diz respeito às entradas de turistas no país, segue-se a ilha da Boavista, com 31,9%, e Santiago, com 12,6%.

Os hotéis continuam sendo os estabelecimentos mais procurados, representando 87,9% do total das entradas, contra as pensões com 4,1%, as residenciais com 3,4% e os aldeamentos turísticos com 2,6%.

O movimento de aviões nos aeroportos e aeródromos cabo-verdianos diminuiu 3% no segundo trimestre do ano, mas o número de passageiros aumentou na mesma proporção, face ao mesmo período de 2018.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) cabo-verdiano, no segundo trimestre do ano foram registadas nos aeroportos e aeródromos do país 7.721 operações de aviões, contra os 7.958 no período homólogo do ano passado, o que corresponde a redução de 3%.

Já o número de passageiros aumentou 3%, passando dos 592.506 no segundo trimestre de 2018, para 610.386 no segundo trimestre deste ano, de acordo com os dados do INE.

Relativamente às cargas transportadas, o instituto cabo-verdiano avançou que aumentaram 13,6% nos aeroportos e aeródromos, enquanto os correios tiveram aumentos de 8,4%, relativamente ao mesmo período de 2018.

No período em análise, o INE constatou ainda uma diminuição de 13,3% do número de navios movimentados nos portos cabo-verdianos, quando comparado com o período homólogo.

No segundo trimestre do ano, também o número de passageiros movimentados nos portos nacionais diminuiu (6,7%), mas as mercadorias movimentadas aumentaram (11,5%).

O INE registou ainda um aumento de 1,7% no número de passageiros transportados pelos autocarros nas cidades da Praia e no Mindelo, face ao período homólogo.

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