O movimento de aviões nos aeroportos e aeródromos cabo-verdianos diminuiu 3% no segundo trimestre do ano, mas o número de passageiros aumentou na mesma proporção, face ao mesmo período de 2018.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) cabo-verdiano, no segundo trimestre do ano foram registadas nos aeroportos e aeródromos do país 7.721 operações de aviões, contra os 7.958 no período homólogo do ano passado, o que corresponde a redução de 3%.

Já o número de passageiros aumentou 3%, passando dos 592.506 no segundo trimestre de 2018, para 610.386 no segundo trimestre deste ano, de acordo com os dados do INE.

Relativamente às cargas transportadas, o instituto cabo-verdiano avançou que aumentaram 13,6% nos aeroportos e aeródromos, enquanto os correios tiveram aumentos de 8,4%, relativamente ao mesmo período de 2018.

No período em análise, o INE constatou ainda uma diminuição de 13,3% do número de navios movimentados nos portos cabo-verdianos, quando comparado com o período homólogo.

No segundo trimestre do ano, também o número de passageiros movimentados nos portos nacionais diminuiu (6,7%), mas as mercadorias movimentadas aumentaram (11,5%).

O INE registou ainda um aumento de 1,7% no número de passageiros transportados pelos autocarros nas cidades da Praia e no Mindelo, face ao período homólogo.

O ministro do Turismo de Cabo Verde fez estas considerações à imprensa após uma visita aos ilhéus e salientou que estes são reservas naturais integrais e, por isso, possuem limitações.

O ministro do Turismo, Transportes e da Economia Marítima, José Gonçalves, disse acreditar que o ecoturismo, um turismo “científico, responsável e de natureza” nos ilhéus Rombos, pode trazer receitas para os trabalhos das ONG ambientais.

O governante fez estas considerações à imprensa após uma visita aos ilhéus e salientou que estes são reservas naturais integrais e, por isso, possuem limitações.

“Temos ouvido sobretudo dos pescadores da Brava muitas queixas sobre o acesso aos ilhéus, que é algo que tem sido uma tradição desde os seus avós”, disse o ministro, acrescentando que a lei existe e é para cumprir.

Entretanto, ressaltou que o Governo encontra-se a procura de “um ponto de situação, um ponto intermédio” em que pode haver a convivência entre cuidar da natureza e do ambiente “de forma responsável” e alguma forma para os pescadores usufruírem dos frutos do mar naquela área.

Mas isto, enfatizou, está por definir, até porque, concretizou, o mesmo ainda não está “totalmente implementado”, mas que há “passos dados” como a classificação dos ilhéus como reserva natural integral.

“Falta ainda a delimitação do perímetro e um plano de gestão da zona”, concretizou.

Perante os factos presenciados nos ilhéus e as informações que possui sobre a importância da pesca no espaço, considerados os “maiores bancos de peixe” da ilha, o ministro adiantou que pode haver “alguma compatibilidade” entre a preservação e a faina dos pescadores.

Além disso, mesmo para o turismo disse creditar que não existe incompatibilidade em procurar algum tipo de turismo científico, que poderia trazer receitas para o trabalho do Projecto Vitó, tendo os técnicos sugerido, além dos trabalhos científicos, que sejam também guias conhecedores do meio ambiente.

“Este é um tipo de turismo de alto valor acrescentado e é neste sentido que o Governo quer procurar a melhor forma de cuidar do meio ambiente e, ao mesmo tempo, que as pessoas possam usufruir de uma forma responsável e trabalhar com todos que, “de boa vontade, estão a cuidar da “beleza natural” que são os ilhéus.

A administração da transportadora angolana TAAG confirmou uma eventual greve dos pilotos e assistentes de bordo da companhia, que reclamam da “perda do poder de compra dos salários”, mas considera ser ainda  “possível o consenso” entre as partes.

“Temos estado a conversar com os sindicatos dos pilotos, dos trabalhadores assistente de bordo e temos negociado; os encontros de concertação decorrem, todo tipo de reivindicação não deve inviabilizar a continuidade da empresa”, afirmou nesta terça-feira (20) o presidente da comissão executiva da operadora, Rui Carreira.

O administrador, que falava em Luanda, num encontro com a comunicação social, confirmou que pilotos e assistentes de bordo da TAAG pretendem paralisar durante dez dias, a partir de 05 de setembro.

“Houve oficialmente, sim, uma declaração de greve e acredito que vamos a um bom termo”, afirmou Rui Carreira, adiantando que a “perda real do poder de compra” nos salários consta das reivindicações.

Para o presidente executivo, em relação às preocupações dos pilotos, “muitas delas são legítimas, uma delas é perda real do poder de compra”, mas, observou, “isso afeta todos”, embora no caso dos pilotos “evocam sempre razões de segurança”.

“Temos que olhar para uma questão de estabilidade na dimensão de todos os profissionais da empresa, mas há muita vontade de dialogar entre as partes, tem havido muita razoabilidade nos argumentos e estou convicto que tudo vai acabar bem”, admitiu.

A TAAG é um das 195 empresas que o Governo angolano deve privatizar até 2022 no âmbito do Programa de Privatizações (ProPriv) apresentado, em Luanda, na semana passada.

A transportadora conta atualmente com 3.100 funcionários.

Segundo o presidente da transportadora estatal, a problemática de fraudes ao nível dos seus serviços tem sido acautelada com a implementação de sistemas de vigilância e de controlo dos ‘softwares’, assegurando que a “anterior impunidade acabou”.

“Tem estado a diminuir bastante o nível de fraude, nos casos de fraude detetados as pessoas são penalizadas. Se antigamente estava instalada uma impunidade, essa impunidade acabou”, garantiu.

O dirigente reconheceu não poder dizer “que a fraude já acabou”, mas assegurou: “Sempre que tivermos prova vamos atacar com os dispositivos legais ao nosso dispor para combater esse fenómeno negativo que corrói a empresa, não só do ponto de vista moral, mas também financeiro”.

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