O ministro do Turismo de Cabo Verde fez estas considerações à imprensa após uma visita aos ilhéus e salientou que estes são reservas naturais integrais e, por isso, possuem limitações.

O ministro do Turismo, Transportes e da Economia Marítima, José Gonçalves, disse acreditar que o ecoturismo, um turismo “científico, responsável e de natureza” nos ilhéus Rombos, pode trazer receitas para os trabalhos das ONG ambientais.

O governante fez estas considerações à imprensa após uma visita aos ilhéus e salientou que estes são reservas naturais integrais e, por isso, possuem limitações.

“Temos ouvido sobretudo dos pescadores da Brava muitas queixas sobre o acesso aos ilhéus, que é algo que tem sido uma tradição desde os seus avós”, disse o ministro, acrescentando que a lei existe e é para cumprir.

Entretanto, ressaltou que o Governo encontra-se a procura de “um ponto de situação, um ponto intermédio” em que pode haver a convivência entre cuidar da natureza e do ambiente “de forma responsável” e alguma forma para os pescadores usufruírem dos frutos do mar naquela área.

Mas isto, enfatizou, está por definir, até porque, concretizou, o mesmo ainda não está “totalmente implementado”, mas que há “passos dados” como a classificação dos ilhéus como reserva natural integral.

“Falta ainda a delimitação do perímetro e um plano de gestão da zona”, concretizou.

Perante os factos presenciados nos ilhéus e as informações que possui sobre a importância da pesca no espaço, considerados os “maiores bancos de peixe” da ilha, o ministro adiantou que pode haver “alguma compatibilidade” entre a preservação e a faina dos pescadores.

Além disso, mesmo para o turismo disse creditar que não existe incompatibilidade em procurar algum tipo de turismo científico, que poderia trazer receitas para o trabalho do Projecto Vitó, tendo os técnicos sugerido, além dos trabalhos científicos, que sejam também guias conhecedores do meio ambiente.

“Este é um tipo de turismo de alto valor acrescentado e é neste sentido que o Governo quer procurar a melhor forma de cuidar do meio ambiente e, ao mesmo tempo, que as pessoas possam usufruir de uma forma responsável e trabalhar com todos que, “de boa vontade, estão a cuidar da “beleza natural” que são os ilhéus.

A administração da transportadora angolana TAAG confirmou uma eventual greve dos pilotos e assistentes de bordo da companhia, que reclamam da “perda do poder de compra dos salários”, mas considera ser ainda  “possível o consenso” entre as partes.

“Temos estado a conversar com os sindicatos dos pilotos, dos trabalhadores assistente de bordo e temos negociado; os encontros de concertação decorrem, todo tipo de reivindicação não deve inviabilizar a continuidade da empresa”, afirmou nesta terça-feira (20) o presidente da comissão executiva da operadora, Rui Carreira.

O administrador, que falava em Luanda, num encontro com a comunicação social, confirmou que pilotos e assistentes de bordo da TAAG pretendem paralisar durante dez dias, a partir de 05 de setembro.

“Houve oficialmente, sim, uma declaração de greve e acredito que vamos a um bom termo”, afirmou Rui Carreira, adiantando que a “perda real do poder de compra” nos salários consta das reivindicações.

Para o presidente executivo, em relação às preocupações dos pilotos, “muitas delas são legítimas, uma delas é perda real do poder de compra”, mas, observou, “isso afeta todos”, embora no caso dos pilotos “evocam sempre razões de segurança”.

“Temos que olhar para uma questão de estabilidade na dimensão de todos os profissionais da empresa, mas há muita vontade de dialogar entre as partes, tem havido muita razoabilidade nos argumentos e estou convicto que tudo vai acabar bem”, admitiu.

A TAAG é um das 195 empresas que o Governo angolano deve privatizar até 2022 no âmbito do Programa de Privatizações (ProPriv) apresentado, em Luanda, na semana passada.

A transportadora conta atualmente com 3.100 funcionários.

Segundo o presidente da transportadora estatal, a problemática de fraudes ao nível dos seus serviços tem sido acautelada com a implementação de sistemas de vigilância e de controlo dos ‘softwares’, assegurando que a “anterior impunidade acabou”.

“Tem estado a diminuir bastante o nível de fraude, nos casos de fraude detetados as pessoas são penalizadas. Se antigamente estava instalada uma impunidade, essa impunidade acabou”, garantiu.

O dirigente reconheceu não poder dizer “que a fraude já acabou”, mas assegurou: “Sempre que tivermos prova vamos atacar com os dispositivos legais ao nosso dispor para combater esse fenómeno negativo que corrói a empresa, não só do ponto de vista moral, mas também financeiro”.

A transportadora aérea Cabo Verde Airlines (CVA) anunciou o reforço das ligações a Lisboa, a partir da Praia, iniciando-se a 30 de agosto com a entrada ao serviço de um Boeing 737-300.

Em comunicado, a transportadora aérea aponta a ligação a Portugal “como parte integrante da estratégia da companhia”, passando a ter voos, nos dois sentidos (Praia-Lisboa-Praia), à segunda, quarta e sexta-feira, que se somam aos quatro semanais que já partem da ilha do Sal.

A empresa sublinha que todos os voos de Lisboa para a Praia têm ligação à ilha do Sal, onde a companhia está a implementar o ‘hub’ internacional, com ligação a outros destinos operados pela CVA a partir do Sal. Essas ligações domésticas próprias estrearam-se nesta terça-feira (13), asseguradas por uma aeronave da portuguesa Lease-Fly.

Segundo a CVA, o Boeing 737-300  “começará a operar a rota Praia-Lisboa-Praia a partir do dia 30 de agosto”.

“A Cabo Verde Airlines reforça, assim, a ligação entre Portugal e Cabo Verde, como parte integrante da estratégia da companhia”, lê-se no comunicado.

A frota atual da CVA é composta por três Boeing 757-200, com a companhia aérea cabo-verdiana a garantir ligações do arquipélago para Dakar, Lisboa, Paris, Milão, Roma, Boston, Fortaleza, Recife e Salvador.

Entretanto, a CVA anunciou anteriormente que pretendia reforçar a frota com dois Boeing 757-200 adicionais, a partir de novembro, bem como alargar as ligações internacionais da companhia, até final do ano, a Luanda, Washington, Lagos e Porto Alegre.

A companhia aérea anunciou, em 05 de agosto, uma “parceria estratégica” com as portuguesas Lease-Fly e Newtour para os voos domésticos entre ilhas naquele arquipélago e garantindo assim a conectividade ao ‘hub’ internacional na ilha do Sal.

O objetivo é ligar o ‘hub’ às ilhas de Santiago (Praia), São Vicente e Fogo, com recurso a aviões ATR42-300, através de voos bidiários.

A parceria envolve a Lease-Fly, uma empresa registada em Portugal e com bases operacionais em Espanha e França, sendo um “operador especializado no transporte aéreo regional e executivo”.

Em março, o Estado de Cabo Verde vendeu 51% da companhia aérea nacional TACV por 1,3 milhões de euros à Lofleidir Cabo Verde, uma empresa detida em 70% pela Loftleidir Icelandic EHF e em 30% por empresários islandeses com experiência no setor da aviação.

Para o Governo cabo-verdiano, a alternativa à privatização seria a sua liquidação, a qual custaria mais de 181 milhões de euros.

Em entrevista anterior à Lusa, o presidente e diretor executivo da CVA, Jens Bjarnason, explicou que a companhia está nesta altura “concentrada” na implementação do conceito do ‘hub’ internacional no Sal.

Atualmente, as ligações aéreas entre ilhas são asseguradas apenas pela companhia espanhola Binter, das Ilhas Canárias, mas o Governo cabo-verdiano tem insistido que o mercado está aberto a novas operadoras.

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