A companhia aérea angolana TAAG encomendou em 2020 seis aeronaves à canadiana De Havilland, por US$ 140 milhões. A última unidade foi entregue este sábado. 

A TAAG-Linhas Aéreas de Angola recebeu, este sábado, a última aeronave do tipo Dash 8-400, do conjunto de seis compradas pelo Executivo angolano à fabricante canadiana De Havilland.

As seis aeronaves, adquiridas em 2020, no âmbito da modernização e reestruturação da companhia de bandeira angolana, têm um custo global de 140 milhões de dólares.

O pagamento das mesmas, modelo turbo hélice, de 74 lugares, dos quais 10 em classe executiva, durará sete anos (2026), com perspectiva de se prorrogar o prazo por mais cinco.

Em solo angolano, no Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, em Luanda, a sexta aeronave, baptizada com o nome “Dande”, recebeu o primeiro “duche” por dois jatos dos serviços de Protecção Civil e Bombeiros.

Na ocasião, o director  de operações de voos da TAAG, José Coelho, adiantou que esta aeronave vai permitir o reforço de frequências para as rotas de maior demanda.

“Com este aparelho, não abriremos novas rotas, numa primeira fase, mas vamos, sim, poder aumentar o número de frequências domésticas e regionais, no sentido de satisfazer a procura dos nossos clientes”, asseverou.

O director de operações fez saber ainda que a compra dessas aeronaves salvaguardou a componente  formação de quadros nacionais, pela fabricante, concretamente o treinamento de manuseio (pilotagem) e assistência técnica.

Por sua vez, o comandante da aeronave, Olívio Patrício, que conduziu o aparelho de Toronto (Canadá), com uma escala técnica em três países, assegurou ser segura, rápida e confortável para todos os seus ocupantes.

Sobre a aeronave

A aeronave Dash 8-400, a mais moderna na sua tipologia, é de fácil desdobramento em manobras, com baixos níveis de poluição e de consumo de combustível.

A mesma tem uma autonomia de voo de cerca de 6 horas, voando até dois mil e quinhentos metros de altitude, podendo atingir os 700 quilómetros por hora de velocidade.

O Dash 8-400 é uma aeronave económica e que reduz os custos operacionais em 30%, e tem flexibilidade comercial, pois é versátil, rápida adaptável a pistas curtas.

Actualmente, a frota TAAG é composta por 21 aeronaves, nomeadamente pelos modelos Dash 8-Q400 (seis aeronaves) e os Boeing 737-700 (sete aeronaves), 777- 200 (três aeronaves) e 777-300 (cinco aeronaves).

Escrito por: África 21 Digital

O grupo hoteleiro português Oásis inaugurou o seu quinto empreendimento turístico em Cabo Verde, com a presença do primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva. 

O grupo hoteleiro português Oásis inaugurou este sábado o Tarrafal Alfândega Suites , no Tarrafal de Santiago, o quinto empreendimento em Cabo Verde, e anunciou “para breve” a construção do segundo empreendimento neste município do interior de Santiago.

A informação foi avançada pelo presidente do Conselho de Administração (PCA) do Grupo Oásis, Agostinho Abade, durante a sua intervenção no acto da inauguração deste empreendimento turístico, numa cerimónia co-presidida pelo presidente da câmara, José dos Reis, e pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva.

Para o empresário português, este empreendimento turístico, situado na Baía do Tarrafal, e que alberga 20 suítes e um restaurante, vai completar e diversificar a oferta turística, criando um destino alternativo e autêntico e ainda complementar o destino tradicional de sol e praia.

Trata-se da reconversão do antigo edifício da Alfândega num investimento de mais de 165 mil contos, que “vai permitir iniciar um caminho de transformação na cidade do Tarrafal, um dos melhores destinos turísticos de Cabo Verde, valorizando o património cultural, local e nacional e estimulando a economia da região”.

“É importante realçar que este empreendimento preserva todos os detalhes arquitetónicos possíveis da traça original do edifício histórico, mantendo assim a sua identidade e sua importância na cultura e da história do Tarrafal”, destacou o empresário.

Na ocasião, anunciou para breve uma exposição fotográfica sobre o antigo edifício da alfândega e um “investimento maior” do grupo neste concelho santiaguense, referindo-se à construção do segundo hotel deste grupo hoteleiro português no Tarrafal.

Por sua vez, o chefe do Governo destacou o facto de este empreendimento estar construído num património, que foi valorizado, restaurado, recuperado e dada a função de utilidade económica, e ainda valoriza Tarrafal, sobretudo a nível da economia e criação de emprego.

“Nós devemos celebrar cada empreendimento e cada investimento que crie oportunidades de emprego”, congratulou-se, almejando que a expansão anunciada do grupo aconteça em breve, visando criar mais postos de trabalho.

Por tudo isso, acrescentou que este investimento do Grupo Oásis e os demais em curso, quer público e privado, vai ter o efeito arrastador relativamente aos outros investidores.

Por sua vez, o autarca tarrafalense afirmou que a inauguração de mais um empreendimento e investimento turístico vai acrescentar valor ao turismo e permitir a retomar do sector turístico no município que dirige.

E tendo em conta que, segundo ele, Tarrafal é o “pivot” impulsionador do turismo em toda a ilha de Santiago, disse não ter dúvidas de que o empreendimento turístico, ora inaugurado, vai arrastar outros investimentos no domínio do turismo.


Escrito por: África 21 Digital

O Presidente do Quénia, Uhuru Kenyatta, e o primeiro-ministro de Portugal, António Costa, presidiram nesta terça-feira (28) à assinatura de três acordos de cooperação bilateral, um deles prevendo a abertura em breve de ligações aéreas diretas entre os dois países.

Estes acordos foram assinados no final de uma breve cerimónia, em São Bento, pelos ministros dos Negócios de Estrangeiros de Portugal, João Gomes Cravinho, e do Quénia, Raychelle Omamo, depois de uma reunião entre António Costa e Uhuru Kenyatta.

Fonte diplomática adiantou à agência Lusa que o acordo de serviços aéreos entre os dois países terá ainda de ser ratificado pelos parlamentos dos dois países, mas no plano económico “constituirá um passo importante ao nível das relações comerciais, sobretudo no domínio do turismo”.

“Estamos certos de que contribuirá para a crescente internacionalização das empresas portuguesas num mercado importante como o do Quénia”, acrescentou.

Outro compromisso agora assinado entre os governos português e queniano visa a formalização de consultas regulares políticas entre os dois países para o tratamento de questões bilaterais e internacionais.

Na cerimónia, os governos de Lisboa e de Nairobi assinaram ainda um memorando que prevê que o Instituto Diplomático do Ministério dos Negócios Estrangeiros desenvolva programas de formação de quadros quenianos.

Antes da reunião de hoje em São Bento, que começou pelas 12:00 e durou cerca de uma hora, António Costa já se tinha encontrado com Uhuru Kenyatta na segunda-feira, durante a sessão de abertura da 2.ª Conferência dos Oceanos da Organização das Nações Unidas (ONU), coorganizada por Portugal e pelo Quénia, que decorre até sexta-feira na Altice Arena, em Lisboa.

Esta manhã, o Presidente queniano anunciou que convidou o chefe de Estado português, Marcelo Rebelo de Sousa, a visitar o Quénia “em momento apropriado” e manifestou o desejo de “trabalhar em conjunto” com Portugal para reintroduzir a língua portuguesa na região.

“Queria agradecer ao meu irmão, que aceitou, em momento apropriado, fazer igualmente uma visita ao Quénia”, afirmou o Presidente da República queniano, dizendo aguardar ansiosamente pelo reforço desta “grande parceria entre estes dois países”.

O chefe de Estado do Quénia sinalizou a vontade de continuar a trabalhar em conjunto sobre a língua portuguesa, já “falada por muitos no continente africano”.

“Temos de saber como podemos trabalhar em conjunto para reintroduzir essa língua na nossa parte do mundo”, apontou.

De acordo com fonte oficial de Belém, esta foi a primeira visita de um chefe de Estado do Quénia a Portugal e será também a primeira deslocação de um Presidente português ao Quénia.

Escrito por: África 21 Digital

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