Os Estados Unidos interditaram, sexta-feira (21), os voos das companhias aéreas norte-americanas na zona onde o Irão abateu um aparelho não tripulado (drone), uma decisão que foi também anunciada de seguida por várias companhias aéreas internacionais.

Além das companhias dos Estados Unidos, a holandesa KLM, a alemã Lufthansa, a britânica British Airways, a australiana Qantas, e a Etihad de Abu Dabi foram as companhias que já tomaram a mesma decisão.

De acordo com a Administração Aeronáutica Federal dos Estados Unidos o espaço aéreo do Irão assim como a zona entre o Golfo Pérsico e o Estreito de Ormuz ficam interditadas às ligações norte-americanas, “até nova ordem”.

A restrição é justificada pelo organismo que se refere ao “aumento das atividades militares e da tensão política na região”, que representa um risco para as operações da aviação civil norte-americana.

Fonte da Administração da Aviação Civil dos Estados Unidos acrescenta que se pode vir a verificar um erro de “identificação” dos aviões civis na região, referindo-se diretamente ao abate do aparelho militar não tripulado pelo Irão.

Teerão diz ter recolhido os destroços que provam que o drone é norte-americano, mas o presidente dos Estados Unidos qualificou de “grande erro” o derrube do aparelho.

A Casa Branca escusou-se a fazer mais comentários sobre o incidente.

Depois do anúncio da instituição que regula a aviação civil norte-americana, a KLM anunciou que os voos da companhia holandesa vão evitar sobrevoar o Estreito de Ormuz “por motivos de segurança”: na sequência do derrube do avião não tripulado.

Um especialista aeronáutico holandês, Joris Melkert, disse à estação de televisão NOS que “se outras companhias seguirem as medidas da KLM” vão sentir-se consequência nas ligações entre a Europa e a Ásia porque vai ser preciso escolher uma “rota diferente que vai tornar o trajeto mais longo” obrigando os aparelhos a usarem mais combustível.

Nas últimas horas outras companhias internacionais anunciaram também que vão evitar a rota sobre a zona de Ormuz.

A companhia alemã Lufthansa disse que vai suprimir os voos com rota sobre Ormuz e Golfo Pérsico, mas que vai manter as ligações com a capital do Irão.

A empresa Etihad, de Abu Dabi, informou que depois do incidente vai aplicar um “plano de contingência” que prevê evitar o espaço aéreo iraniano no Golfo Pérsico e Ormuz.

A australiana Qantas anunciou também que vai definir novas rotas para não sobrevoar a mesma zona assim como a British Airways que vai tomar as mesmas medidas.

A companhia aérea angolana TAAG anunciou a aquisição de seis aviões Dash 8-400 ao construtor aeronáutico canadiano De Havilland Aircraft, durante o 53.º Salão Internacional de Paris, que decorreu esta semana na capital francesa.

Num comunicado, a TAAG adianta que a compra das aeronaves à De Havilland Aircraft ocorre no quadro do projeto de renovação de frota, indicando que as negociações foram concluídas à margem da exposição pelo ministro dos Transportes angolano, Ricardo de Abreu.

O documento, que não adianta o valor da compra nem quando chegarão os aparelhos a Angola, acrescenta que a transação ocorre quando se conclui a transição do programa de aeronaves Dash 8/Q Series da Bombardier para a De Havilland.

A frota da TAAG é constituída por 13 aviões Boeing, três dos quais 777-300 ER, com mais de 290 lugares, recebidos entre 2014 e 2016.

A companhia conta ainda com cinco 777-200, de 235 lugares, e outros cinco 737-700, com capacidade para 120 passageiros, estes utilizados nas ligações domésticas e regionais.

A TAAG prevê modernizar a frota adquirindo, este ano, 11 aviões de médio curso, anunciou em setembro de 2018 o presidente da Comissão Executiva, Rui Carreira.

O turismo brasileiro em Portugal voltou a crescer em abril, com 223 mil dormidas, valor que fica 10,2% acima do verificado no mesmo mês do ano passado e que se traduz no registo mais elevado de turistas do Brasil em Portugal desde o início de 2019, segundo o INE – Instituto Nacional de Estatística.

O crescimento de abril contribuiu para que o total de dormidas de brasileiros em Portugal no primeiro quadrimestre do ano tenha crescido 8,2% em comparação com o mesmo período do ano passado. Globalmente, o turismo estrangeiro em Portugal cresceu 7,1% em abril e 2,7% no total dos primeiros quatro meses do ano.

No período até abril o Brasil foi o quinto maior emissor de turistas estrangeiros para Portugal, apenas atrás do Reino Unido (que gerou 793 mil dormidas), Alemanha (535 mil dormidas), Espanha (476 mil dormidas) e França (430 mil).

Segundo o INE, o setor do alojamento turístico em Portugal registou 2,3 milhões de hóspedes e 5,8 milhões de dormidas em abril de 2019, correspondendo a variações de 9,1% e 9,5%, respetivamente (4,2% e 0,7% em março, pela mesma ordem).

De acordo com a mesma fonte, as dormidas de portugueses cresceram 16% (+5,1% em março) e as de não residentes aumentaram 7,1% (-0,9% no mês anterior), neste último caso refletindo sobretudo a variação de turistas oriundos de Espanha.

Em abril de 2019, a estada média (2,57 noites) cresceu 0,4% (5,1% nos residentes e -1,1% nos não residentes). A taxa líquida de ocupação-cama (48,7%) aumentou 1,9 p.p. em abril (-1,4 p.p. em março).

As receitas dos hotéis portugueses aceleraram, tendo no total apresentado um crescimento de 9,6% (3,7% em março) e atingido 331,5 milhões de euros.

O INE nota que “estes resultados foram influenciados pelo efeito do período de férias associado à Páscoa, que este ano ocorreu em meados de abril, enquanto no ano anterior teve influência repartida entre março e abril”.

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