A companhia aérea Cabo Verde Airlines vai passar a voar duas vezes por semana para Luanda, a partir do mês de Dezembro, podendo partir da capital angolana para outros destinos, disse o vice-primeiro-ministro e ministro das Finanças de Cabo Verde, Olavo Correia.

Ao falar, quinta-feira, na capital angolana sobre “Transferência  de competências para os municípios e gestão da transição”, o governante cabo-verdiano, que não precisou o tipo de aparelho a operar, sublinhou que a intenção é viabilizar o fluxo migratório nos dois sentidos.

Acrescentou que a medida visa igualmente facilitar o intercâmbio cultural entre cabo-verdianos e angolanos, assim como reforçar as relações entre os dois povos, como reflexo da vontade dos dois governos, que em Abril deste ano assinaram um acordo no domínio da aviação.

“(….) Esta nova ligação entre Cabo Verde e Angola procura reforçar a presença da companhia no mercado africano, como parte da estratégia em fazer da Ilha do Sal um Hub (plataforma giratória)”, referiu o governante, anunciando o voo inaugural para o dia 9 de Dezembro.

Segundo Olavo Correia, a ligação entre a capital angolana e a Ilha do Sal, em Cabo Verde, será feita duas vezes por semana, partindo o primeiro voo da capital cabo-verdiana às 22H35, com previsão de chegada a Luanda às 6H00 locais do dia seguinte (10).

Atualmente, a companhia privada, operada por um grupo islandês, tem, entre outros destinos, Dakar (Senegal), Lisboa (Portugal), Paris (França), Milão e Roma (Itália), Whashington (EUA), Fortaleza, Recife, Salvador e Porto Alegre (Brasil).

Enquanto isso, a TAAG-SA, Linhas Aéreas de Angola, retomou, em abril deste ano, a ligação entre Luanda e a Ilha do Sal, com dois voos semanais (Boeing 737 – 700 NG, com capacidade para 120 passageiros), após um interregno iniciado em 2016, com vista a racionalização de custos.

A procura turística do Reino Unido pelas ilhas de Cabo Verde aumentou 10% no primeiro trimestre de 2019, face ao ano anterior, acima da média do crescimento do setor do turismo no país africano.

De acordo com o último relatório estatístico do Banco de Cabo Verde, citando dados atualizados do Instituto Nacional de Estatística (INE), globalmente, o país registou 1.357.216 dormidas por turistas estrangeiros no primeiro trimestre de 2019.

Esse registo compara com as 1.302.924 dormidas registadas no primeiro trimestre de 2018, traduzindo-se assim num crescimento global de 4,2%.

Do total de dormidas no primeiro trimestre deste ano, quase 30% correspondem a turistas do Reino Unido.

Segundo o mesmo relatório, a procura britânica por unidades hoteleiras cabo-verdianas traduziu-se em 397.933 dormidas de janeiro a março deste ano, um aumento de 10% em termos homólogos e um valor acima de qualquer um dos quatro trimestres de 2018.

Portugal surge no quinto lugar nos países de origem de turistas, com 54.818 dormidas, um aumento homólogo de 5,6%.

Bélgica e Holanda são apresentadas, em conjunto, como a segunda principal origem de turistas para Cabo Verde, com 183.499 dormidas no primeiro trimestre, seguidos da Alemanha (154.101) e da França (140.938).

Segundo os mesmos dados, no total de 2018, os turistas estrangeiros garantiram 4.935.891 dormidas nas unidades hoteleiras de Cabo Verde, um crescimento de quase meio milhão de dormidas face a 2017.

A ilha do Sal foi a mais procurada pelos turistas estrangeiros, com 738.651 dormidas no primeiro período (-5,7%), seguida da ilha da Boa Vista, com 519.140 (+24,2%).

No primeiro trimestre, a taxa de ocupação nas unidades hoteleiras de Cabo Verde foi de 60%, com uma estadia média de 5,8 noites.

No total, os hotéis de Cabo Verde registaram 1.403.555 dormidas, o que se traduz num total de 46.339 estadias por parte de turistas nacionais.

A companhia aérea Cabo Verde Airlines (CVA) anunciou uma “parceria estratégica” com as empresas Lease-Fly e Newtour para os voos domésticos entre ilhas naquele arquipélago, garantindo assim a conectividade ao ‘hub’ internacional na ilha do Sal.

Em comunicado, a CVA refere que a parceria irá garantir, a partir de 13 de agosto, a conectividade ao ‘hub’ na ilha do Sal – de onde a transportadora aérea opera grande parte dos voos internacionais -, de e a partir das ilhas de Santiago, São Vicente e Fogo, com recurso a aviões ATR42-300.

A parceria envolve a Lease-Fly, uma empresa registada em Portugal e com bases operacionais em Espanha e França, sendo um “operador especializado no transporte aéreo regional e executivo”.

Esta empresa vai disponibilizar os ATR42-300 em regime de locação, o primeiro dos quais, conforme noticiado anteriormente pela Lusa, chegou ao aeroporto da Praia a 30 de julho.

“Num futuro próximo, a Lease-Fly pretende obter o seu próprio certificado de operador em Cabo Verde e em parceria com a Cabo Verde Airlines operar e incentivar a conectividade inter-ilhas e ao ‘hub’ na ilha do Sal”, refere a CVA.

A Newtour, segundo o comunicado, é um dos maiores grupos no sector do turismo a operar em Portugal, em áreas como a hotelaria ou a distribuição, “contanto com mais de 30 anos de experiência no mercado cabo-verdiano”.

“A Cabo Verde Airlines, e respetivos parceiros, irão explorar as rotas de alta densidade numa operação conjunta. Os aviões serão pintados de acordo com o atual ‘branding’ da companhia cabo-verdiana”, esclarece a CVA.

O comunicado acrescenta que o modelo de operação terá voos bi-diários – no período da manhã e da noite – ao ‘hub’ do Sal, para garantir também as ligações internacionais da CVA.

“A conexão inter-ilhas, ancorada no programa ‘Stopover’ que permite ficar em Cabo Verde até sete dias sem encargos adicionais, tem agora condições de sustentabilidade para ser assumida pela Cabo Verde Airlines e os seus parceiros na hotelaria, restauração e na animação turística correspondendo à demanda do mercado interno e contribuindo para o crescimento da indústria de turismo no arquipélago”, concluiu o comunicado.

Em março, o Estado de Cabo Verde vendeu 51% da companhia aérea nacional TACV por 1,3 milhões de euros à Lofleidir Cabo Verde, uma empresa detida em 70% pela Loftleidir Icelandic EHF e em 30% por empresários islandeses com experiência no setor da aviação.

Para o Governo cabo-verdiano, a alternativa à privatização seria a sua liquidação, a qual custaria mais de 181 milhões de euros.

Em entrevista anterior à Lusa, o presidente e diretor executivo da CVA, Jens Bjarnason, explicou que a companhia está nesta altura “concentrada” na implementação do conceito do ‘hub’ internacional no Sal, tendo já então avançado que a operação doméstica ficaria a cargo de uma “parceria do consórcio que inclui a CVA, Leasefly e uma empresa de distribuição”.

Atualmente, as ligações aéreas entre ilhas são asseguradas apenas pela companhia Binter, mas o Governo cabo-verdiano tem insistido que o mercado está aberto a novas operadoras.

A Lusa noticiou anteriormente que a CVA transportou 40.857 passageiros entre março e maio, logo após a venda da posição maioritária do Estado cabo-verdiano, um aumento homólogo de 30%, e prevê alargar as ligações internacionais a Luanda e Washington.

Os números avançados por Jens Bjarnason comparam com os 31.421 passageiros transportados nos mesmos três meses de 2018, acrescentou.

“O desempenho da Cabo Verde Airlines, até agora, está de acordo com o plano de negócios desenvolvido antes da compra da participação”, notou Jens Bjarnason.

A frota atual da CVA é composta por três Boeing 757-200, com a companhia aérea cabo-verdiana a garantir ligações do arquipélago para Dakar, Lisboa, Paris, Milão, Roma, Boston, Fortaleza, Recife e Salvador.

Entretanto, a CVA prevê reforçar a frota com dois Boeing 757-200 adicionais, a partir de novembro, garantiu Jens Bjarnason, bem como alargar as ligações internacionais da companhia, até final do ano, a Luanda, Washington, Lagos e Porto Alegre.

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