O Governo britânico recomendou aos seus cidadãos para terem “muito cuidado” se viajarem para a Guiné-Bissau devido à “instabilidade política” no país, onde a segunda volta das Presidenciais está marcada para o próximo dia 29.

“Embora a situação de segurança actual seja calma, deve ficar atento aos desenvolvimentos locais e evitar áreas sensíveis, como as instalações militares, e quaisquer manifestações”, lê-se no alerta publicado pelo Governo do Reino Unido no seu site.

No texto do alerta é recordado o “aumento da agitação civil, as manifestações de rua e grandes reuniões públicas” que antecederam a primeira volta das Presidenciais, a 24 de Novembro.

As reuniões públicas “devem ser evitadas” e, “em caso de agitação política, devem ser seguidas as indicações das autoridades locais”, prossegue o comunicado.

Ainda em relação à Guiné-Bissau, o Governo do Reino Unido recorda que se trata de um país com risco de transmissão do vírus zika.

“Os ataques terroristas na Guiné-Bissau não podem ser excluídos. Os ataques podem ser indiscriminados”, refere o executivo, que recomenda uma especial atenção em locais visitados por estrangeiros.

No dia 29 de Dezembro, mais de 760.000 guineenses vão escolher o próximo Presidente da Guiné-Bissau, com dois candidatos nesta corrida: Domingos Simões Pereira e Umaro Sissoco Embaló.

A Cabo Verde Airlines aumentou para quase 200.000 passageiros transportados nos primeiros oito meses, após o processo de privatização que levou à venda de 51% do capital social da antiga TACV a investidores islandeses. A empresa começa a voar nesta quarta-feira (11) para Porto Alegre, capital estadual do Rio Grande do Sul, no Brasil.

Os números foram avançados hoje (10) à agência Lusa por fonte oficial da companhia aérea cabo-verdiana e traduzem-se num crescimento de 85,4% do total de passageiros transportados, face ao mesmo período de 2018.

Entre março e outubro de 2018, a então Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV) transportou 107.027 passageiros, enquanto que em igual período deste ano, a agora Cabo Verde Airlines registou 198.457 passageiros.

Em março de 2019, o Estado de Cabo Verde vendeu 51% da TACV por 1,3 milhões de euros à Lofleidir Cabo Verde, uma empresa detida em 70% pela Loftleidir Icelandic EHF e em 30% por empresários islandeses com experiência no setor da aviação. Foi ainda prevista a venda de 10% da companhia a trabalhadores e emigrantes e os 39% restantes por outros investidores.

Para o Governo cabo-verdiano, a alternativa à privatização seria a sua liquidação, a qual custaria mais de 181 milhões de euros.

Segundo o primeiro-ministro cabo-verdiano, em entrevista à Lusa em julho passado, o conceito encontrado, e que prevê o denominado ‘hub’ do Sal, “cria viabilidade” para a companhia, que antes da privatização, disse ainda, representava um “buraco mensal”, para o Estado, de três milhões de euros.

“Você não conhece nenhum país do mundo com 500.000 habitantes e um PIB ‘per capita’ de 4.000 dólares com um Boeing [situação anterior da TACV]. Não tem escala, dimensão e rendimento. O grande problema da TACV era o mercado. O ‘hub’ [do Sal] vem criar mercado, é um mercado de milhões, no Brasil, na Europa, na América e em África”, apontou Ulisses Correia e Silva.

A frota atual da companhia é composta por três Boeing 757-200, garantindo ligações do arquipélago para Dacar, Lisboa, Paris, Milão, Roma, Boston, Fortaleza, Recife e Salvador, com a Cabo Verde Airlines a prever reforçar a frota em breve com dois Boeing 757-200 adicionais.

De acordo com a administração, a companhia perspetiva viajar para Luanda (Angola), bem como outros destinos na África Ocidental, para outras cidades de Portugal, incluindo o Porto, e para Toronto (Canadá).

A estratégia da companhia passa pela instalação, em curso, do ‘hub’ aéreo no aeroporto internacional Amílcar Cabral, Espargos, na ilha do Sal, fazendo a interligação entre voos da África, Europa, Estados Unidos e Brasil.

Depois dos voos para Washington, lançados no domingo, e para Lagos (Nigéria), cinco vezes por semana, iniciados na segunda-feira, na quarta-feira arranca a ligação a Porto Alegre (Brasil), duas vezes por semana.

A Lusa noticiou anteriormente que a Cabo Verde Airlines prevê faturar quase 82 milhões de euros este ano, valor que espera quintuplicar até 2023, para 422 milhões de euros, segundo as projeções da companhia aérea, conforme informação institucional preparada no âmbito da venda de 7,65% do capital social aos emigrantes, que está em curso.

De acordo com os mesmos dados, a administração da CVA prevê faturar mais de 9.015 milhões de escudos (81,9 milhões de euros) em 2019, valor que deverá subir para 23.473 milhões de escudos (213,2 milhões de euros) em 2020 e para mais de 46.450 milhões de escudos (422 milhões de euros) em 2023.

A previsão da companhia para o EBIDTA (resultado líquido de impostos e que serve para aferir a competitividade e eficiência de uma empresa) ainda é negativo para 2019, em 3.485 milhões de escudos (31,6 milhões de euros). Contudo, a partir de 2020, a previsão é que chegue a valores positivos, começando em 914 milhões de escudos (8,3 milhões de euros) e até 3.491 milhões de escudos (31,7 milhões de euros), em 2023.

Depois de Washington, na segunda-feira a CVA inaugura voos para Lagos (Nigéria), cinco vezes por semana, e na quarta-feira para Porto Alegre (Brasil), duas vezes por semana.

O ministro do Turismo e Transportes de Cabo Verde, José Gonçalves, afirmou que a inauguração hoje dos voos da Cabo Verde Airlines (CVA) para Washington marca o arranque “de forma estruturante” do ‘hub’ aéreo na ilha do Sal.

“Hoje começa de forma estruturante o ‘hub’ aéreo, porque vamos para além daquilo que tem sido o nosso mercado tradicional, que era Boston e Providence, a Costa Leste, agora vamos para Washington. E este voo marca a partida para o hub aéreo”, salientou o ministro, que falava no aeroporto internacional Amílcar Cabral, na ilha do Sal, no batismo dos voos da Cabo Verde Airlines para Washington, nos Estados Unidos.

O governante frisou ainda que o país está a iniciar “uma nova etapa”, após mais de 30 anos com voos regulares da então companhia aérea pública Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV) para os EUA, mais concretamente para Boston.

“Inicia-se uma nova era na relação de Cabo Verde com os Estados Unidos”, completou José Gonçalves, que sublinhou o facto de um dos passageiros do voo inaugural ser o embaixador dos Estados Unidos em Cabo Verde, John Jefferson Daigle.

“Cabo Verde está muito bem posicionado. Temos as condições estabelecidas em termos de infraestruturas no país, com quatro aeroportos certificados, dois dos quais o último ponto de partida para os Estados Unidos, um quadro regulador sólido e bem reconhecido internacionalmente, e a nossa companhia que goza de certificação para viajar diretamente para os Estados Unidos”, enfatizou o titular da pasta do Turismo e Transportes de Cabo Verde.

O ministro e o embaixador foram dois dos 35 passageiros do voo inaugural da Cabo Verde Airlines para Washington, que contou igualmente com outras entidades governamentais e empresários cabo-verdianos.

Para o presidente executivo da CVA, Jens Bjarnason, o voo do Sal para Washington, que será realizado três vezes por semana, enquadra-se na estratégia de fazer de Cabo Verde um ‘hub’, ligando América do Sul, Europa, África e América do Norte.

“Hoje é um ponto de partida para dar às pessoas a oportunidade de viajar de forma mais conveniente e mais depressa entre África Ocidental e os Estados Unidos”, frisou Bjarnason, para quem esta é uma oportunidade de viagem para os cabo-verdianos, mas também para os africanos e norte-americanos explorarem Cabo Verde.

“Este é um desafio, pelo que precisamos de todos para trabalhar juntos, as autoridades, o aeroporto, a aviação, para que todos possam fazer parte de uma equipa que vai fazer isto acontecer”, prosseguiu o presidente da CVA.

Depois de Washington, na segunda-feira a CVA inaugura voos para Lagos (Nigéria), cinco vezes por semana, e na quarta-feira para Porto Alegre (Brasil), duas vezes por semana.

Jens Bjarnason avançou que, depois de um adiamento, a CVA ainda continua com planos para viajar para Luanda (Angola), bem como outros destinos na África Ocidental.

Apesar de destacar a “grande conexão” com Lisboa, o presidente disse ainda que a CVA também está a analisar a possibilidade de operar a partir de outras cidades de Portugal, incluindo o Porto.

Mais tarde, acrescentou que a companhia aérea pretende viajar para Toronto, no Canadá.

Em março, o Estado de Cabo Verde vendeu 51% da TACV por 1,3 milhões de euros à Lofleidir Cabo Verde, uma empresa detida em 70% pela Loftleidir Icelandic EHF e em 30% por empresários islandeses com experiência no setor da aviação.

A TACV assegurava voos domésticos, que foram abandonados no âmbito do processo de privatização, passando as ligações aéreas entre ilhas a serem asseguradas apenas pela companhia Binter, que mudou de nome para Transportes Interilhas de Cabo Verde (TICV).

A companhia aérea, agora com o nome de Cabo Verde Airlines, retomou os voos domésticos, entre ilhas, através de uma parceria com as portuguesas Lease-Fly e Newtour, garantindo assim a conectividade ao ‘hub’ na ilha do Sal, de onde opera grande parte dos voos internacionais.

A frota atual da CVA é composta por três Boeing 757-200, com a companhia aérea a garantir ligações do arquipélago para Dakar, Lisboa, Paris, Milão, Roma, Boston, Fortaleza, Recife e Salvador.

A CVA prevê reforçar a frota em breve com dois Boeing 757-200.

Os restantes 49% do capital social da antiga TACV está a ser vendido aos trabalhadores e aos emigrantes cabo-verdianos (10%) e aos investidores institucionais (39%), num processo de privatização que o Governo prevê concluir até final do ano.

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