Dezenas de pessoas protestaram junto ao escritório da companhia aérea TAP em Bissau devido ao atraso da chegada das suas malas. Os clientes da transportadora afirmam que o serviço que está a ser prestado “é horrível”.  A TAP diz que vai regularizar a situação.

A companhia aérea TAP garantiu nesta terça-feira (23) que a situação de atraso na entrega de bagagens para os passageiros que voam de Lisboa para Bissau, por falta de espaço, “ficará completamente resolvida hoje”.

“Devido ao elevado número de bagagens nos voos de Lisboa para Bissau, durante o período da Páscoa, algumas bagagens não puderam ser embarcadas, por falta de espaço, tendo ficado em Lisboa”, confirmou a porta-voz da transportadora, acrescentando que “a situação, que a TAP desde já lamenta, ficará completamente resolvida hoje; todas as bagagens ainda em falta serão transportadas no voo de hoje”.

Ddezenas de pessoas protestaram hoje junto ao escritório da TAP em Bissau devido ao atraso da chegada das suas malas, considerando que o serviço que está a ser prestado “é horrível”.

“Cheguei na terça-feira [da semana passada] e não recebi nenhuma das cinco malas. Viajei com um criança de três meses e outra de três anos. Aqui na TAP ninguém nos diz nada”, afirmou Solange Guissange. Revoltada, Solange Guissange disse que a companhia lhe deu 100 dólares, mas questionou o que faz com aquele dinheiro com duas crianças. “Não aceito isto”, lamentou.

Outra passageira, Tamará Cá, que também viajou pela TAP, mas na quinta-feira, com uma bebé, não recebeu nenhuma das cinco peças de bagagem, incluindo a que podia ter trazido consigo na cabine.

“Tinha direito a duas malas de 23 quilogramas e paguei mais duas”, disse, explicando que não recebeu nenhuma mala e uma delas trazia o único leite que a bebé pode beber e que não há em Bissau.

Carlos Tibúrcio, um português que trabalha há dezenas de anos na Guiné-Bissau e que viaja com frequência entre os dois países, disse que os “serviços estão horríveis” e que “as coisas não funcionam”.

“As informações da TAP são incorretas”, lamentou, salientando que chegou na terça-feira e que se vai embora na quinta-feira.

Outras duas passageiras, que foram de férias a Bissau, e que também chegaram na terça-feira, ainda não receberam as malas.

“Desde 16 abril que há pessoas que não têm mala e a única resposta que temos tido da TAP é que talvez no próximo voo”, disse Astrides Costa Pina, lamentando que as férias se tenham tornado num momento de ‘stress’.

Num alerta na página oficial da TAP na Internet, a companhia aérea adverte que há restrições de bagagem nos voos com destino a Bissau devido a “limitações de espaço” nos aviões, nomeadamente no período da Páscoa, entre 06 de abril e 21 de abril, no verão, entre 20 de junho e 15 de agosto, e no Natal, entre 11 de dezembro e 06 de janeiro de 2020.

No mesmo alerta, a TAP salienta que nas viagens com destino a Bissau não é permitido excesso de bagagem da franquia associada à tarifa, nem compra de peças de bagagem extra.

“Apenas serão aceites o número de bagagens indicadas no bilhete e cuja soma das três dimensões (altura, largura, comprimento) não ultrapasse os 158cm, com peso máximo de 23kg, em classe económica, e de 32kg, em classe executiva.

A limitação aplica-se a todos os bilhetes, independentemente do tipo de produto adquirido ou estatuto de Passageiro Frequente, com exceção dos bilhetes tap|discount, onde apenas será possível adicionar uma peça de bagagem”, sublinha.

Mas, apesar das restrições em vigor, a TAP continua a vender e a aceitar malas extras para os voos com destino a Bissau.

A transportadora aérea angolana TAAG foi retirada da “lista negra” de aviação da União Europeia, podendo voltar a voar sem restrições no espaço aéreo europeu, o que já não sucedia desde 2007, anunciou hoje (16) a Comissão Europeia.

Ao atualizar a sua “lista negra” de companhias aéreas impedidas de sobrevoar território comunitário europeu por motivos de segurança, a Comissão indica que “há notícias positivas para Angola, uma vez que a sua companhia nacional TAAG Angola Airlines, assim como a Heli Malongo, que operavam com restrições desde novembro de 2008, foram retiradas da lista”.

A decisão foi tomada com base na opinião unânime emitida pelos peritos de segurança dos Estados-membros que se reuniram entre 02 e 04 de abril em sede do Comité de Segurança Aérea, presidido pela Comissão Europeia com o apoio da Agência Europeia para a Segurança da Aviação (AESA), precisa o executivo comunitário.

A TAAG foi incluída na “lista negra” da UE em julho de 2007, tendo em finais de 2008 voltado a ser autorizada a voar para a Europa mas sob restrições operacionais, podendo apenas voar, numa primeira fase, para Portugal, e apenas com três aviões da sua frota “validados” por Bruxelas, tendo as restrições mudado ligeiramente ao longo das sucessivas atualizações da lista desde então.

Até à atualização de hoje, a TAAG continuava com restrições para parte da sua frota, só podendo voar no espaço aéreo europeu com os aparelhos Boeing B737-700, Boeing B777-200, e Boeing B777-300.

A lista de segurança aérea da UE, denominada “lista negra”, proíbe agora um total de 120 companhias aéreas de voarem para a União Europeia, sendo 114 transportadoras certificadas em 16 países devido à falta de fiscalização da segurança pelas autoridades nacionais da aviação, e as restantes seis devido a preocupações relativas às próprias companhias, entre as quais a venezuelana Avior Airlines.

Entre as companhias certificadas por 16 países permanecem as transportadoras angolanas com exceção da TAAG e Heli Malongo, bem como as de São Tomé e Príncipe, tendo hoje sido incluídas todas as companhias da Moldova com exceção de três (Air Moldova, Fly One e Aerotranscargo).

O aeroporto internacional de Lisboa ficou sem abastecimento de combustível às 12:00 (hora local), disse fonte oficial da ANA – Aeroportos de Lisboa, que já tinha admitido antes possíveis “disrupções de serviço”, resultante da greve dos motoristas de transportes de combustíveis. O aeroporto de Faro, no Algarve, está sem combustível desde a noite de segunda-feira.

A ANA já tinha informado desta possibilidade, à semelhança do que tinha acontecido na segunda-feira à noite no aeroporto de Faro, sul de Portugal, onde as reservas de emergência de combustível foram atingidas.

Contactada a Galp, que lidera o GOC, consórcio que abastece, nomeadamente, o aeroporto de Lisboa, fonte oficial disse que a petrolífera “não faz, para já, comentários”.

A ANA tinha admitido esta manhã que, “não tendo sido assegurados os serviços mínimos [na greve nacional dos motoristas de matérias perigosas], e em função do tempo necessário para a requisição civil ter efeitos práticos”, os aeroportos por si geridos podiam “ter disrupções de serviço ao nível operacional”, estando a gestora aeroportuária “a acompanhar a situação em permanência”.

A gestora aeroportuária disse ainda que “no aeroporto de Faro já foram atingidas as reservas de emergência, estando o fornecimento de combustível suspenso, pelas empresas petrolíferas, desde ontem [segunda-feira] à noite”.

Em causa está a greve nacional dos motoristas de matérias perigosas, que começou às 00:00 de segunda-feira, foi convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), por tempo indeterminado, para reivindicar o reconhecimento da categoria profissional específica, tendo sido impugnados os serviços mínimos definidos pelo Governo.

Em declarações ao início da manhã de hoje, Francisco São Bento, do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), disse que a estrutura sindical previa que ao início da tarde os aeroportos de Lisboa e Faro ficassem sem combustível.

Segundo os dados do sindicato, ao início da manhã cerca de 40% a 50% dos postos e abastecimento já estavam sem combustível.

Entretanto, a Prio disse que prevê que até ao final do dia de hoje quase metade dos seus postos esgotem os seus depósitos de gasóleo ou gasolina, e que o mesmo possa acontecer nos das restantes marcas na quinta-feira.

A Prio tem hoje cerca de 50 milhões de litros de combustível armazenados no seu parque de tanques em Aveiro, mas encontra-se impossibilitada de transportar este produto para os seus postos onde, como é prática corrente no setor, a capacidade de armazenamento do produto está limitada a poucos dias de vendas, refere a empresa que tem uma rede composta por cerca de 250 postos de abastecimento.

A portaria que efetiva a requisição civil dos motoristas de matérias perigosas em greve desde segunda-feira foi hoje publicada em Diário da República.

A portaria refere que, nos dias 16, 17 e 18 (entre hoje e quinta-feira), “os trabalhadores motoristas a requisitar devem corresponder aos que se disponibilizem para assegurar funções em serviços mínimos e, na sua ausência ou insuficiência, os que constem da escala de serviço”.

A requisição civil produz efeitos até ao dia 15 de maio.

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