As companhias aéreas angolana TAAG e portuguesa TAP preparam-se para aumentar as frequências de voos semanais entre Luanda e Lisboa, com base num acordo sobre transporte aéreo, que é assinado nesta terça-feira pelos governos dos dois países.

O novo acordo, assinado por ocasião da visita de dois dias que o primeiro-ministro português, António Costa realiza a Angola, substitui outro assinado em Lisboa, a 14 de outubro de 2010, e que estabeleceu a realização de 14 voos semanais.

Há oito anos as partes acordaram “o transporte de passageiros, carga e correio para quaisquer pontos de Angola e Portugal”.

Na óptica de António Costa, o novo acordo aéreo é um sinal que existe vontade em aumentar o trânsito entre os dois países, elevando-o a mais frequências semanais.

Linha de crédito

O primeiro-ministro português, que falava em Luanda, segunda-feira, num encontro com empresários do seu país que trabalham em Angola, anunciou o aumento da linha de crédito de apoio às exportações de 1.000 milhões de euros para 1.500 milhões.

Esta linha de crédito ampliada é um sinal muito importante da vontade dos dois países continuarem a estreitar as relações económicas, segundo o chefe do governo português.

“Creio que não há nenhum outro país, em qualquer continente, como Angola, com quem temos uma relação tão intensa, assente essencialmente nos laços individuais que se foram estabelecendo”, disse.

No quadro bilateral, António Costa acredita num futuro auspicioso, tendo feito referência ao processo de reforma em curso em Angola e destacado a aprovação das novas leis da concorrência e do investimento privado.

Esse ambiente de negócios tem que ser continuamente melhorado, afirmou perante mais de 150 empresários portugueses.

O primeiro-ministro não deixou de fazer menção ao facto de em menos de um mês haver “uma visita do primeiro-ministro português a Angola e do Presidente de Angola a Portugal. É uma excelente oportunidade para trabalhar, aprofundar e melhorar esse ambiente de negócios”.

O ministro cabo-verdiano do Turismo, José Gonçalves, está no Brasil para a 4ª edição do fórum mundial da ICAO.

O ministro do Turismo Transportes e Economia Marítima, José Gonçalves, desloca-se hoje a Fortaleza (Brasil) para participar no IVº Fórum Mundial da Organização Internacional da Aviação Civil (ICAO).

Entre os principais objectivos deste fórum, de acordo com um comunicado do Governo, destaca-se o desenvolvimento das soluções práticas para os desafios da evolução da aviação, com particular ênfase nas infraestruturas, investimentos e inovação.

Segundo a mesma fonte, José Gonçalves irá debater o tema: “Criação de redes – enquadramento para transporte aéreo integrado e planeamento urbano”, ao lado do vice-ministro dos Transportes da Malásia, Dato’ Kamarudin Jaffar, do ministro da Aviação do Gana, Joseph Kofi Adda, e outros altos representantes presentes no fórum.

Ainda de acordo com o comunicado, José Gonçalves vai aproveitar a oportunidade para apresentar os avanços conseguidos por Cabo Verde a nível da aviação civil, bem como abordar sobre a Conferência dos Ministros Africanos do Turismo e Transportes Aéreos em África, promovida pela OMT e ICAO, a realizar-se no próximo ano na ilha do Sal.

No âmbito da sua missão ao Brasil, a nível bilateral, o ministro terá ainda encontros particulares com a secretária-geral da ICAO, Fang Liu, com o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil do Brasil, Valter Casimiro, e ainda com o CEO da Agência dos Transportes do Canadá, Scott Streiner.

O IV. º Fórum Mundial de Aviação da ICAO, que acontece pela primeira vez fora de Montreal, no Canadá, pretende criar um “ambiente propício” para maximizar os benefícios do sector da aviação, com vista ao desenvolvimento dos Estados-Membros e explorar formas de mobilizar recursos financeiros a longo prazo, tendo como prioridade a implementação de padrões e políticas globais da aviação civil internacional.

Com o tema “Promovendo investimentos para o desenvolvimento da aviação”, o IV º Fórum Mundial de Aviação da ICAO reúne todos os países membros da ICAO, altos responsáveis da aviação civil, dos transportes aéreos e infraestruturas, bem como representantes das finanças, da economia e do turismo.

O evento visa também estabelecer um quadro de coordenação e uma parceria multilateral referentes aos transportes e desenvolvimento urbano, para além de melhorar a conectividade equilibrada e enfrentar os desafios para o crescimento do transporte aéreo na região da América Latina e Caribe.

O Governo angolano pretende avançar em 2019 com o Polo de Desenvolvimento Turístico da Baía do Okavango, partilhado com outros quatro países da região, interrompido há vários anos por falta de verbas.

O anúncio foi feito em Menongue, capital da província angolana do Cuando Cubango, pelo secretário-geral do Ministério da Hotelaria e Turismo, António da Silva, na apresentação do novo corpo diretivo do Polo de Desenvolvimento Turístico da Bacia do Okavango.

O projeto, criado por decreto presidencia, prevê a exploração entre Angola, Botswana, Namíbia, Zâmbia e Zimbabwé, daquele espaço localizado na confluência dos rios Cubango e Cuito, no município de Dirico, a cerca de 600 quilómetros de Menongue, na fronteira entre Angola e a Namíbia.

O projeto transfronteiriço ocupa uma área de 287.000 quilómetros quadrados, dos quais 87.000 pertencem ao território angolano da província do Cuando Cubango, que abrangem as áreas de conservação e as reservas de Luiana e Mavinga, a Coutada Pública do Luiana, de Longa Mavinga, Luengue e Mucusse.

Segundo o responsável, Angola já procedeu ao levantamento topográfico, estudos dos recursos hídricos, faunísticos e florestais, históricos e sobre os usos e costumes locais, restando a construção de estradas, sistemas de água potável e energia elétrica, edifícios administrativos e alojamentos, entre outras infraestruturas.

António da Silva, citado pelo Jornal de Angola, referiu que a vizinha Namíbia está bastante adiantada no projeto, dando conta da existência de hotéis, que começaram já a receber turistas.

Na sua intervenção, o diretor-geral do Polo de Desenvolvimento Turístico da Bacia do Okavango, Francisco Moisés Nele, disse que a Namíbia já construiu importantes infraestruturas hoteleiras, o que está a permitir já a atividade turística.

Além da revitalização do Polo de Desenvolvimento da Bacia do Okavango, o Ministério da Hotelaria e Turismo angolano prevê o mesmo para um outro idêntico em Calandula, província de Malange, e para Cabo Ledo, província de Luanda.

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