“Não tenho dúvidas de que São Vicente vai ter suas ligações directas com Portugal”, declarou Ulisses Correia e Silva, confiante sobre a recuperação da Cabo Verde Airlines.

O primeiro-ministro de Cabo Verde declarou este sábado no Mindelo que “não tem dúvidas” de que São Vicente vai ter suas ligações directas com Lisboa (Portugal), através da Cabo Verde Airlines, mas que é preciso “tempo e convicção”.

“É só uma questão de deixar aquele doente [Cabo Verde Airlines] sair do coma, recuperar bem para ganhar força, como está a acontecer actualmente, é preciso tempo e convicção”, concretizou Ulisses Correia e Silva no acto de inauguração das obras de reabilitação e asfaltagem da estrada Mindelo-Baía das Gatas.

O primeiro-ministro apontou que está no governo para “encarar as coisas de frente”, mas lembrou que a sua equipa encontrou uma empresa, a ex-TACV, hoje Cabo Verde Airlines, “quase em estado vegetativo”, mas que conseguiu “recuperá-la, reestruturá-la e privatizá-la”.

“Hoje está a voar, a operacionalizar um conceito de ‘hub’, já com três aviões Boeing, com previsão de cinco até o final do ano, e não tenho dúvidas de que São Vicente vai ter suas ligações directas com Portugal”, concretizou.

Sobre a obra de reabilitação e asfaltagem da estrada Mindelo-Baía das Gatas, dirigindo-se àqueles que tinham “desconfiança, descrença ou menos certeza”, afirmou que hoje “podem ver que não foi só conversa”, pois está cumprida uma “obra importante”, não só pelo volume do investimento, mas por aquilo que deixa como valor, já que, precisou, Baía das Gatas é uma “referência de São Vicente” e o Governo quer fazer do sítio uma nova centralidade da ilha.

Contudo, continuou, não se trata de um “investimento isolado” e aproveitou para enumerar diversas obras em curso ou por iniciar em São Vicente.

Entre elas um “investimento forte” na requalificação de bairros em parceria com a câmara municipal, requalificação do centro histórico do Mindelo, modernização do Centro Nacional de Artes e Design, terminal de cruzeiros, que “vai arrancar em princípios do próximo ano”, Campus do Mar, e Zona Económica Especial de Economia Marítima, já foi aprovada em Conselho de Ministros, entre outras.

Por fim, Ulisses Correia e Silva deixou uma “mensagem de confiança”, até porque, assinalou, “as tentativas de dividir o país, de apenas reclamar nunca deram resultados” e que “o importante é confiar, acreditar e fazer parte do processo”.

“Queremos que os sanvicentinos apropriem-se do processo de desenvolvimento da ilha”, lançou, que tem “história e tradição, gente inteligente e trabalhadora”, e que  “podem contar” que do Governo vão encontrar “amizade, trabalho, esforço, iniciativa, inovação e investimento” para fazer as coisas acontecer e fazer a ilha “entrar na rota do desenvolvimento”.

“É com força, alto astral e positivismo que vamos operar a mudança que já está a acontecer”, sintetizou.

O presidente da Câmara Municipal de São Vicente, Augusto Neves, por seu lado, referiu que se trata de uma obra “há muito aguardada” e que “só aconteceu” porque “este Governo ouve São Vicente, quer ajudar a ilha e Cabo Verde”.

“Trabalhamos dia e noite e com seriedade para melhorar a qualidade de vida da população, mas tudo não pode ser feito de uma vez”, lançou o autarca, satisfeito, como disse, porque “as coisas começam a acontecer” e que é preciso “confiança em quem querer o melhor para as famílias” de São Vicente e de Cabo Verde.

A reabilitação e asfaltagem da estrada Mindelo-Baía das Gatas foi uma obra executada em 10 meses num investimento de 350 mil contos numa extensão total de estrada pavimentada de 12 quilómetros.

Logo após a inauguração, o primeiro-ministro procedeu ao lançamento da obra  de requalificação da orla marítima da estância turística da Baía das Gatas, avaliada em 150 mil contos, cujo objectivo é  desenvolver o local “no seu todo”, através da criação de áreas de serviços básicos, equipamentos públicos requalificados, com espaços destinados a visitantes e turistas, para que a praia possa constituir um lugar “atractivo, dinâmico e organizado”.

A British Airways não especificou a natureza dos problemas de segurança identificados. Companhia aérea inglesa suspendeu ligações ao Cairo durante uma semana.

A companhia aérea britânica British Airways anunciou a suspensão dos seus voos para a capital do Egito, Cairo, durante os próximos sete dias, alegando motivos de segurança.

“Estamos constantemente a rever as nossas disposições em matéria de segurança em todos os nossos aeroportos no mundo, e estamos a suspender os voos para o Cairo por sete dias como precaução para permitir uma avaliação mais aprofundada”, disse a companhia britânica num comunicado, citado pelas agências internacionais.

A British Airways não especificou a natureza dos problemas de segurança identificados.

“A segurança e a proteção dos nossos clientes e tripulações são sempre a nossa prioridade e nunca operaríamos um aparelho a menos que fosse seguro fazê-lo”, acrescentou a nota informativa da companhia, também citada pela comunicação social britânica.

Um porta-voz do aeroporto do Cairo disse à estação pública britânica BBC que o aeroporto ainda não tinha sido notificado pela British Airways sobre estas mudanças.

A BBC recordou que o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido atualizou na sexta-feira os conselhos aos cidadãos britânicos que desejem viajar para o Egito.

Entre os conselhos da diplomacia britânica constava o seguinte alerta: “Há um risco elevado de terrorismo contra a aviação. Medidas de segurança adicionais estão em vigor para voos que partem do Egito para o Reino Unido”.

As autoridades britânicas desaconselharam ainda todas as viagens de avião, à exceção de viagens indispensáveis, de e para a estância balnear de Sharm el-Sheikh, na Península do Sinai.

Cerca de 415.000 cidadãos britânicos viajaram para o Egito em 2018, segundo os serviços diplomáticos britânicos.

Cerca de 50 turistas de várias nacionalidades viajam a bordo do primeiro comboio de luxo do operador turístico sul-africano “Rovos Rail”, que partiu de Dar Es Salaam, na Tanzânia, dia 14 de julho, com destino a Angola, no âmbito de um safari de comboio transafricano denominado “Os dois oceanos”, ligando o Índico e o Atlântico.  No total são 18 dias a bordo do Rovos, O preço pago pelos turistas endinheirados foi de US$ 25 mil dólares para duas pessoas.

Com dez carruagens luxuosas, que acomodam turistas sul-africanos, norte-americanos, ingleses, suíços, holandeses, australianos e neozelandeses, o comboio vai entrar pela Zâmbia e atravessar a República Democrática do Congo, antes de chegar ao Luau, na fronteira de Angola, no próximo dia 26 deste mês.

Em declarações nesta quarta-feira à Angop, Rebeca Barreiros, coordenadora do escritório da Agência Benguela Turismo/Alive Travel, no Lobito, adiantou que os turistas embarcaram em Dar Es Salaam, acompanhados por mais 35 pessoas do staff da Rovos Rail, a principal companhia de caminhos-de-ferro de luxo em África.

Depois de entrar em Angola, o comboio segue do Luau, no Moxico, com destino ao Lobito, litoral da província de Benguela, percorrendo 1.334 quilómetros na linha do Caminho-de-Ferro de Benguela (CFB).

Segundo a técnica de turismo, estão previstas paragens ao longo da viagem, nomeadamente nas estações de passageiros do CFB no Luena, no Moxico, e na do Cuito, província do Bié, para os turistas pernoitarem no comboio.

A chegada à cidade do Lobito está prevista para 30 de Julho e os turistas passam apenas uma noite no Hotel Terminus, de quatro estrelas, seguindo posteriormente para Luanda, a capital angolana.

Rebeca Barreiros acrescentou que os turistas estrangeiros ainda visitam alguns locais turísticos como o barco Zaire, na Restinga, a Sé Catedral, a Paróquia Nossa Senhora do Pópulo e a Praia Morena, do Lobito a Benguela, incluindo a Catumbela.

Na viagem de regresso a Dar Es Salaam, a 2 de Agosto, o mesmo comboio levará um outro grupo de 55 turistas que chega a Angola, através do Aeroporto Internacional “4 de Fevereiro”, em Luanda, e que viajará por via aérea para o Lobito, dia 30 ou 31 de Julho, para embarcar na viagem ferroviária rumo à Tanzânia.

Por ser a primeira vez que este comboio turístico faz o trajeto do oceano Índico ao Atlântico, ligando quatro países – Tanzânia, Zâmbia, RDC e Angola, o programa desta viagem experimental foi baptizado por “Os dois oceanos”, como explica a técnica de turismo, optimista no sucesso desta “aventura”.

“Nas várias paragens que vamos fazendo ao longo da linha do Caminho-de-Ferro de Benguela, os turistas pernoitam dentro do comboio e no dia seguinte seguem viagem”, acentuou.

“É algo realmente diferente. Nunca visto em Angola. Podemos dizer que é um produto exclusivo dos sul-africanos”, exprimiu, sugerindo que seria uma mais-valia que, no futuro, Angola também explorasse um comboio turístico como este.

CFB preparado  

Abordado a este propósito, o presidente do Conselho de Administração do CFB, Luís Lopes Teixeira, garante que a empresa está a preparar-se afincadamente para que esta viagem de comboio só para turistas seja um sucesso.

“Para nós constitui orgulho. Em segundo lugar, dá-nos mais perspectivas, nomeadamente para o sector do turismo”, referiu Luís Teixeira, considerando que esta iniciativa do operador turístico sul-africano também contribui para o engrandecimento do nome do CFB.

São 13 dias que o comboio turístico sul-africano vai explorar as linhas costeiras de África, partindo da Tanzânia, atravessando a Zâmbia e RDC, antes de entrar em Angola. No total, são 18 dias até chegar ao Lobito, seu destino final.

Para embarcar a bordo do trem em estilo clássico da Rovos Rail os turistas gastaram, cada um, 20 mil dólares norte-americanos, ou US$ 25 mil dólares para duas pessoas.

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