A transportadora aérea angolana TAAG vai negociar o fornecimento de novas aeronaves a partir de 2020 com a Boeing e a Bombardier, no âmbito do processo de renovação da frota.

O Presidente angolano, João Lourenço, aprovou este mês o plano de reestruturação e modernização da frota daquela transportadora aérea estatal, autorizando o ministro dos Transportes a “celebrar contratos de compra e venda de aeronaves com as empresas Boeing e Bombardier”.

O despacho autoriza ainda o ministro dos Transportes a “desencadear os instrumentos para estruturar e montar a operação de financiamento para a aquisição das aeronaves” e a “negociar o refinanciamento de duas aeronaves Boeing 777-300 ER”, adquiridas pela TAAG nos últimos anos.

A medida é justificada pelo Presidente angolano com a “transformação e modernização” da TAAG – Linhas Aéreas de Angola SA, que “é um elemento fundamental para a consolidação da política do poder executivo para o setor da aviação civil angolana”, e face à “importância da renovação da frota” da companhia de bandeira de Angola para a “dinamização da sua política empresarial e concretização dos seus objetivos estratégicos”.

Os ministros das Finanças e dos Transportes, em conjunto com a administração da TAAG, são igualmente autorizados “a proceder ao início da negociação com os diferentes financiadores disponíveis” para esta operação de compra dos novos aviões – em quantidade não especificada no documento -, bem como a concluírem as “diferentes fases dos processo de cobertura de financiamento do fornecimento das aeronaves para os anos 2020 e seguintes”.

Uma informação anterior da administração da TAAG apontava para o objetivo de aquisição, a partir deste ano, de 11 aviões de médio curso, no âmbito do programa de modernização da companhia, além de aeronaves de última geração do tipo Boeing 787, para as rotas de longo curso.

A decisão tem também como pano de fundo a conclusão das obras de construção do novo aeroporto de Luanda.

A atual frota da TAAG é composta por 13 aviões Boeing, três dos quais 777-300 ER, com mais de 290 lugares e que foram recebidos entre 2014 e 2016. A companhia conta ainda com cinco 777-200, de 235 lugares, e outros cinco 737-700, com capacidade para 120 passageiros, estes utilizados nas ligações domésticas e regionais.

A privatização parcial da transportadora aérea estatal angolana TAAG prevê a venda de até 10% do capital social a outras companhias aéreas, nacionais ou estrangeiras, segundo o novo estatuto da empresa.

O capital social da TAAG está avaliado em 700.000 milhões de kwanzas (cerca de 2.000 milhões de euros), representado por 2.000 milhões de ações ordinárias.

“Serão obrigatoriamente da titularidade do Estado ou de outras entidades pertencentes ao setor público as ações representativas de, pelo menos, 51% do capital social em cada momento existente”, lê-se no estatuto da companhia aérea de bandeira angolana.

Define igualmente que “a transmissão e a oneração de ações pertencentes ao Estado ou a qualquer entidade do setor público fica sempre dependente da autorização do titular do poder executivo [Presidente da República]” e que a administração da TAAG deve recusar a venda de participações caso coloque em causa a revogação da licença de exploração de transporte aéreo da sociedade.

Não é ainda permitido ultrapassar o limite de 10% de ações subscritas exclusivamente por trabalhadores e reformados do setor dos transportes, e 10% de ações “por uma ou várias companhias aéreas estrangeiras” como “parceiras tecnológicas”.

Está ainda previsto um limite de 2% de ações a subscrever por “qualquer entidade privada nacional, e pública ou privada estrangeira”.

Segundo Alexandrina Mané, uma das responsáveis da Associação de Produtores e Promotores de Arte (APPA), “a estabilidade política é vital neste momento” e o país necessidade de “ter mais turistas”.

Os artesãos da Guiné-Bissau pediram hoje estabilidade política para que o país possa receber turistas que comprem as peças “inigualáveis e inconfundíveis” que são criadas pelos guineenses.

Segundo Alexandrina Mané, uma das responsáveis da Associação de Produtores e Promotores de Arte (APPA), “a estabilidade política é vital neste momento” e o país necessidade de “ter mais turistas”.

A dirigente da associação, que representa 222 artesãos, acredita que a partir da legalização da APPA, o ano passado, a associação “tem pernas para andar” no sentido de dinamizar um setor que a própria diretora-geral do Artesanato, Catarina Taborda, admite ter “um potencial enorme” para o Produto Interno Bruto (PIB) na Guiné-Bissau.

“A Guiné é um país pequenino, mas se trabalhar bem o turismo, o artesanato entra, encaixa-se perfeitamente, e o país e os artesões ganham”, referiu Mané, piscando o olho às companhias áreas que operam na Guiné-Bissau, sobre o que devia ser o seu papel na promoção do artesanato guineense.

Por causa das restrições das bagagens, os turistas preferem cada vez mais comprar peças leves para evitar excesso de carga, defendeu Alexandrina Mané, que fala em prejuízos enormes para os artesões, que, disse, têm nos objetos maiores a “parte do leão do seu negócio”.

Alexandrina Mané e Catarina Taborda são as duas caras visíveis do trabalho da afirmação local e promoção além-fronteiras do artesanato da Guiné-Bissau.

As duas mulheres têm a particularidade de serem ex-emigrantes na Europa e só recentemente terem regressado ao país. Sonham ver o artesanato a ser comprado mais pelos guineenses e ainda a afirmar-se nos mercados internacionais com o rótulo oficial: Made in Guiné-Bissau.

Enquanto Alexandrina Mané tenta juntar os artesões, levar a Câmara Municipal de Bissau a entregar em definitivo à AMPA a feira onde atualmente se compra o artesanato na capital guineense e criar no local um museu, Catarina Taborda trata do lado legal do setor.

A diretora-geral, em funções desde julho último, já conseguiu fazer aprovar uma legislação sobre o setor – que aguarda pela promulgação do Presidente guineense – e já levou o artesanato do país a três feiras internacionais (Brasil, Canárias e Cabo Verde).

Ainda neste mês de janeiro, conta estar na Fitur (Feira Internacional do Turismo) em Espanha. Contando com a APPA, a luta de Catarina Taborda passa agora pela criação de uma carteira profissional para os artesões guineenses.

Mas, antes Catarina Taborda, quer recensear todos os artesões da Guiné-Bissau “para saber onde estão, quem é que são e o que fazem”, já que, defendeu, existe um certo equívoco dos empregadores que pensam que só é artesão quem esculpe objetos em madeira.

A diretora-geral do Artesanato quer mudar aquela perceção e fazer com que o artesanato passe a contribuir para o PIB da Guiné-Bissau a partir de um trabalho de sustentabilidade que fará com que quem lá trabalhe tenha rendimentos suficientes ao ponto de construir, por exemplo, a sua própria casa, observou.

Alexandrina Mané vê “um outro senão”.

Os artesões mais velhos estão a desaparecer sem transmitir os seus conhecimentos aos mais novos, o que, disse, ser um perigo que a associação tenta inverter, incentivando cada vez mais os jovens a gostarem do setor, nomeadamente as raparigas.

A diretora-geral do Artesanato enaltece o facto de algumas escolas da Guiné-Bissau estarem já a ministrar cursos ensinando técnicas artesanais.

Portugal é um dos principais destinos do artesanato feito na Guiné-Bissau, disse Catarina Taborda, embora, na maioria dos casos, sem certificação oficial.

A decisão de aterrar o avião da TAP que fazia um voo Lisboa-Luanda na cidade congolesa de Ponta Negra, no último sábado (12), devido à saída de Luanda do voo onde viajava o Presidente angolano, João Lourenço, com destino ao Dubai, “coube inteiramente ao comandante” daquela companhia portuguesa, dizem as autoridades angolanas.

Uma fonte ligada ao Ministério dos Transportes angolano disse, nesta segunda-feira (14), que a medida “não se justificava em absoluto, à luz dos procedimentos locais”.

Segundo a fonte, “quando o atual Presidente da República viaja o espaço aéreo angolano fica fechado apenas durante 15 minutos, período durante o qual o avião da TAP poderia ter dado uma volta e regressado ao Aeroporto 4 de Fevereiro ( aeroporto internacional de Luanda), para aterrar normalmente”.

Em vez disso, explicou, “o comandante do voo resolveu viajar durante 45 minutos até Ponta Negra, onde permaneceu durante cerca de duas horas”.

“Assim, contados o percurso de ida e volta entre Luanda e aquela cidade congolesa, bem como o tempo de espera nesta última, o voo em questão só aterrou na capital angolana muito depois da meia-noite, quando, pelo horário, deveria tê-lo feito às 21h05 locais”, referiu.

A fonte do Ministério dos Transportes disse à Angop que a Torre de Controlo do Aeroporto 4 de Fevereiro manteve-se sempre em contato com o comandante do avião, a quem informou que o seu tempo de espera no ar seria apenas de 15 minutos.

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