O ministro José Gonçalves participa esta semana numa das mais importantes feiras europeias de turismo, na 38ª edição da Fitur, em Madrid.

O ministro do Turismo e Transportes de Cabo Verde, José Gonçalves, estará em Madrid de 17 a 21 deste mês, para representar Cabo Verde, ao mais nível, na 38ª edição da Feira Internacional do Turismo (FITUR) e no INVESTUR.

De acordo com o Governo, a FITUR recebe este ano, um número recorde de participantes que vão apresentar projectos de turismo em África e potenciais investidores e parceiros interessados em desenvolver negócios no continente.

O governante cabo-verdiano, segundo uma nota de imprensa, vai ainda participar na 9ª edição do Fórum de Negócios de Turismo e Investimentos em África (INVESTUR) que acontece durante a feira, que este ano reúne cerca de 10 mil empresas.

O INVESTUR, que é promovido pela Organização Mundial do Turismo (OMT), a FITUR e a Casa África, tem como principal objectivo a promoção do desenvolvimento sustentável em África, possibilitando encontros sobre oportunidades de investimentos e de negócios no continente africano.

Encontros bilaterais em agenda

O ministro José Gonçalves vai aproveitar a sua presença na feira para realizar encontros bilaterais e ministeriais com as delegações governamentais africanas e autoridades madrilenas.

Antes de partir para Madrid, José Gonçalves integra a delegação governamental cabo-verdiana que participa na V reunião bilateral entre o Governo de Cabo Verde e o Governo Regional das Canárias, que terá lugar na segunda-feira, em Las Palmas.

À margem deste encontro, em Las Palmas, o ministro do Turismo e Transportes e que responde também pela pasta da Economia Marítima, manterá encontros de trabalho com o vice-presidente do Governo e conselheiro das Obras Públicas e Transportes, Pablo Rodrigues Valido, e com o conselheiro da Economia, Indústria, Comércio e Conhecimento, Pedro Ortega Rodríguez.

Igualmente agendados estão encontros com o vice conselheiro da Economia e Assuntos Económicos, Ildefonso Socorro Quevedo, e com o conselheiro do Turismo, Cultura e Desporto.

A isenção de vistos de entrada em Cabo Verde para cidadãos da União Europeia e do Reino Unido, por um período de até 30 dias, só vai acontecer em maio próximo, a pedido dos operadores turísticos.

Conforme uma nota divulgada pelo Ministério da Administração Interna, a decisão foi tomada porque os operadores turísticos aconselharam o Governo para que esta medida coincida com a nova a época turística que se iniciará nessa altura.

Na altura de aprovação do decreto, no ano passado, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Fernando Elísio Freire, garantiu que a isenção iria entrar em vigor no dia 1. de janeiro de 2018, indicando que seria ainda criada uma plataforma informática para permitir o registo prévio dos visitantes que se deslocarem a Cabo Verde.

A plataforma na Internet foi aprovada por portaria conjunta dos membros do Governo responsáveis pela Administração Interna e pelas Relações Exteriores, mas caberá à Direção de Estrangeiros e Fronteiras (DEF) a concessão dos vistos.

A proposta de lei foi levada ao Parlamento e aprovada em votação final global em outubro do ano passado, estipulando que a isenção devia entrar em vigor a 01 de janeiro de 2018.

Este é o segundo adiamento deste projeto já que a medida foi anunciada em abril do ano passado pelo primeiro-ministro, Ulisses Correia e Silva, para vigorar a partir de mês seguinte do mesmo ano.

A medida suscitou polémica e a oposição de vários quadrantes por não prever a reciprocidade de isenção de vistos para a entrada de cidadãos cabo-verdianos na União Europeia e pela potencial perda de receitas que irá representar para o país.

O consultor para a área do turismo, Vitor Fidalgo, foi dos primeiros a criticar a medida anunciada pelo Governo, defendendo que “seria bom para Cabo Verde que essa proposta de lei não avançasse”.

Numa entrevista ao jornal “Expresso das Ilhas”, o especialista, que participou na concepção e materialização de alguns projetos turísticos no arquipélago, disse que “o Governo está a ver esta problemática de forma errada”.

“Já não estamos nos anos 80, onde o número de estrangeiros que entravam em Cabo Verde andava à volta de 20 mil, 30 mil. Era uma coisa marginal e o turismo não estava na ordem do dia da agenda económica do Governo, ou seja, não fazia parte das preocupações fundamentais”, argumentou.

A seu ver, a partir dos anos 1990, com mudanças fundamentais de vários paradigmas, nomeadamente no domínio económico, o turismo começou a merecer a atenção e tornou-se mesmo no setor que oferecia melhores perspectivas de crescimento.  Acrescentou que, a partir de 2000, claramente, ele se transformou-se no motor da economia nacional.

“Em 2016, recebemos 598 mil turistas estrangeiros [números do Banco de Cabo Verde e do INE (Instituto Nacional de Estatística)], portanto, já não estamos a falar da simples passagem de estrangeiros. É uma questão económica. São pessoas que vêm para passar 5, 7 ou 10 dias, numa certa localidade”, enfatizou.

Também o antigo primeiro-ministro, José Maria Neves, criticou esta medida, realçando que, desde o início das negociações para a Parceria Especial entre Cabo Verde e União Europeia, “ficou muito claro, desde a hora zero, que a parceria só faria sentido se Cabo Verde estivesse devidamente ancorado na CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental)”.

Aliás, a importância geoestratégica de Cabo Verde passa pela sua inserção ativa na região oeste-africana e esta é a pedra basilar do nosso relacionamento com a Europa e o Mundo”, frisou.

É com base nestas explicações que José Maria Neves entende como “uma medida absurda” esta decisão do Governo. “Nem os europeus, eventualmente apanhados de surpresa, entenderão esta medida”, disse o ex-chefe de Governo cabo-verdiano.

Cabo Verde tem recebido, nos últimos anos, uma média de 500 a 600 mil turistas por ano, mas o país quer chegar a um milhão até 2021.

Reino Unido, Alemanha, Bélgica, Holanda e Portugal são os principais países emissores de turistas para o arquipélago cabo-verdiano, onde o turismo já é o principal setor da economia do país, responsável por 20 porcento do Produto Interno Bruto (PIB).

O presidente da Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro (Riotur), Marcelo Alves, apresentou a programação da cidade do Rio de Janeiro para o carnaval de 2018 e disse que os blocos não oficiais serão notificados pela prefeitura. “Queremos, sim, rigor”, diz Alves.

A programação oficial prevê 600 desfiles de 464 blocos de rua, que deverão respeitar o tempo máximo de seis horas de cortejo e terminar antes das 22h. Sobre blocos não oficiais, Alves disse que haverá rigor na fiscalização e chamou os grupos de “ilegais”.

“Isso para nós é um problema sério. Queremos, sim, rigor”, afirmou. “A gente não gera estrutura, a gente não gera logística para que aquele bloco e os foliões tenham segurança. Então, sou radicalmente contra. A manifestação pode acontecer, mas tem que ser legal”, acrescentou.

O presidente da Riotur pediu que os blocos ainda não cadastrados enviem informações à prefeitura e explicou que “rigor é fazer com que pelo menos os responsáveis pelos blocos sejam notificados”.

Sobre a possibilidade de a Guarda Municipal reprimir esses blocos, Alves disse que não haverá repressão aos grupos. “Repressão, eu não digo, mas vai ser notificado. Cada vez mais, através do nosso projeto que foi apresentado, Rio Mais Legal, não permitiremos nada que for ilegal. A dimensão do carnaval da cidade não permite”.

Megablocos

Este ano, blocos de rua que reúnem mais de 200 mil pessoas, os chamados megablocos, não poderão desfilar pela orla de Copacabana, Ipanema e Leblon, apenas no centro da cidade. A restrição, no entanto, não inclui blocos tradicionais dos bairros da zona sul, como o Simpatia é Quase Amor e a Banda de Ipanema, que reúnem multidões na Orla de Ipanema.

Na Barra da Tijuca, a prefeitura vai retirar grandes blocos da Praia do Pepê, por considerar que os desfiles de 2017 causaram problemas na região. Esses blocos serão transferidos para o centro da cidade ou para a Arena Carnaval Rio 2018, construída no Parque dos Atletas pelos patrocinadores do carnaval do Rio.

A arena é uma aposta da prefeitura para movimentar mais o carnaval na Barra da Tijuca e aumentar a ocupação dos hotéis do bairro. O espaço terá lotação de 40 mil pessoas, com entrada franca. No palco, haverá apresentações de blocos famosos como o Cordão da Bola Preta e o Bangalafumenga, além de escolas de samba e cantores.

Um palco focado em atrações infantis e para famílias será montado no Boulevard Olímpico e terá apresentações de blocos como o Gigantes da Lira, que reúne crianças todos os anos em Laranjeiras, na zona sul. Outros 16 palcos serão montados em diferentes pontos da cidade e terão bailes populares.

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