As transportadoras aéreas TAP e TAAG anunciaram sete novos voos na rota Luanda-Lisboa durante o mês de agosto, depois de ter sido prorrogada, no sábado, a situação de calamidade pública até 08 de setembro.

Angola mantém as suas fronteiras fechadas desde 20 de março, mas tem autorizado a realização de voos de carga e de repatriamento.

Segundo informações disponibilizadas pelo Consulado de Portugal em Angola vai ser operado um voo TAP na rota Luanda-Lisboa, dia 14 de agosto, às 22:45.

Estão também previstos seis voos da transportadora angolana TAAG na mesma rota, nos dias 11, 13, 18, 20, 25 e 27, todos às 11:30.

As reservas, informações e eventuais alterações de bilhetes devem ser encaminhadas, para a TAP ou TAAG, adianta o Consulado.

De acordo com as novas regras da situação de calamidade pública, angolanos ou estrangeiros residentes que regressem a Angola, terão de realizar um teste até 72 horas antes do embarque, com resultado negativo, e poderão cumprir quarentena domiciliar, desde que assinem um termo de responsabilidade e comprovem ter condições para a observância de distanciamento físico.

Os estrangeiros não residentes, também portadores de teste pré-embarque negativo, terão de cumprir quarentena institucional.

A violação da quarentena domiciliar é passível de responsabilização criminal e sancionada com multa entre  os 150 e 200 mil kwanzas (219 a 292 euros)

As entradas e saídas de território angolano estão sujeitas a controlo sanitário das autoridades competentes e preveem as seguintes situações especiais: regresso a Angola de cidadãos nacionais e estrangeiros residentes, viagens de cidadãos estrangeiros para os respetivos países, viagens oficiais, entrada e saída de carga, mercadoria e encomendas postais, ajuda humanitária, emergências médicas, escalas técnicas, entrada e saída de pessoal diplomático e consular, entrada de especialistas estrangeiros para cumprimento de tarefas específicas, transladação de cadáveres, desde que a causa de morte não seja covid-19.

Angola bateu no domingo um recorde diário com 100 novas infeções, somando já 1.672 casos, dos quais 75 óbitos.

Escrito por: África 21 Digital

As cinco grandes cidades turísticas italianas – Roma, Florença, Milão, Turim e Veneza – concentram um terço das entradas de turismo no país.

As grandes cidades turísticas italianas perderam este ano, devido à pandemia, 34 milhões de visitantes, o que representa uma quebra nas receitas de 7.600 milhões de euros, segundo um estudo realizado pela associação de comerciantes Confersercenti.

A associação, que representa cerca de 360.000 pequenas e médias empresas italianas, detalhou que dos 7.600 milhões de euros que se perderam por falta de turistas, 4.900 milhões correspondem a perdas no setor de alojamento, restaurantes, negócios e serviços.

As cinco grandes cidades turísticas italianas – Roma, Florença, Milão, Turim e Veneza – concentram um terço das entradas de turismo no país.

Os responsáveis pelo estudo indicam que se trata de estimativas conservadoras, mas que podem até ser otimistas se não houver uma recuperação do fluxo de viajantes até ao final do ano.

O estudo refere que, entre estas cidades, a pior situação é a de Veneza, um dos destinos mais procurados em todo o mundo, mas que espera uma diminuição de 13,2 milhões de turistas, totalizando 3.000 milhões de euros em receitas perdidas.

Segue-se Roma, onde as previsões apontam para uma redução de 9,9 milhões de turistas e 2.300 milhões de euros a menos em receitas, e Florença, onde se esperam cinco milhões a menos de turistas e uma redução de 1.200 milhões de receitas.

A redução dos turistas estrangeiros não pode ser compensada pelo turismo nacional, uma vez que os italianos preferem complexos turísticos e localidades costeiras.

O estudo refere ainda que existe uma alta percentagem de pessoas a trabalhar em casa, tendo sido calculado que a ausência de funcionários nos locais de trabalho está a causar uma perda de cerca de 250 milhões de euros por mês nas despesas de hospedagem e restauração.

Até ao final do ano, os efeitos do teletrabalho, deverão resultar numa perda de 1.760 milhões de euros nessas cinco cidades.

“O turismo está a pagar um preço muito alto pela pandemia de covid-19. Um duro golpe que é sentido especialmente nas grandes cidades turísticas. É uma situação de gravidade excecional que requer medidas extraordinárias”, explicou Patrizia De Luise, presidente da Confesercenti, citada pela agência Efe.

A associação já pediu ao Governo italiano que criasse zonas francas nos centros históricos dos municípios de interesse cultural com um alto fluxo turístico, que são os mais afetados pela crise provocada pela pandemia, e ajudasse as empresas que operam nestas áreas.

A Itália permite a entrada de turistas da União Europeia, embora tenha prorrogado a obrigatoriedade de manter duas semanas de quarentena aos cidadãos da Bulgária e Roménia, para evitar a propagação do novo coronavírus.

Além disso, retirou da lista de países extracomunitários os cidadãos da Argélia, embora, para entrarem em Itália, tenham também de respeitar a quarentena preventiva, tal como as autoridades de Roma impuseram a todos os países fora do Espaço Schengen.

A Itália prorrogou o estado de emergência até 15 de outubro para poder continuar a aplicar as medidas de contenção do novo coronavírus.

Maioria dos países que reabriram depende deste setor para sua economia. Até final de maio, a pandemia tinha causado perdas de US$ 320 bilhões em receita, três vezes mais que durante a crise econômica global de 2008-2009.

Em todo o mundo, o setor do turismo está reabrindo com uma redução das restrições de viagem relacionadas à Covid-19.

De acordo com uma nova análise da Organização Mundial de Turismo, OMT, cerca de 40% de todos os destinos mundiais já flexibilizaram as medidas de controle do turismo internacional.

A agência da ONU tem acompanhado as respostas globais à pandemia desde o início da crise. Em 15 de maio, apenas 3% dos destinos haviam aberto suas portas a turistas estrangeiros. Dois meses mais tarde, em 19 de julho, este número pulou para 22%.

A OMT diz que os dados “confirmam a tendência de adaptação lenta, mas contínua, e uma retomada responsável da economia internacional do turismo.”
Ao mesmo tempo, dos 87 destinos que facilitaram as restrições, apenas quatro suspenderam completamente os obstáculos. Os outros mantiveram algumas medidas, como o fechamento parcial de fronteiras.

Os novos dados da OMT mostram que 115 destinos, 53% de todos os locais analisados, continuam mantendo suas portas completamente fechadas.
Segundo a agência, dessa forma, o turismo global pode ganhar a confiança das pessoas, o que é essencial para se adaptar à nova realidade mundial.

Em comunicado, o secretário-geral da OMT, Zurab Pololikashvili, disse que “o reinício do turismo pode ocorrer de forma responsável e de maneira a salvaguardar a saúde pública e, ao mesmo tempo, apoiar as empresas e os meios de subsistência.”

Pololikashvili acredita que, “à medida que a atividade turística recomeça, a cooperação internacional é de grande importância.”

Diferenças

De acordo com a agência, é mais provável que destinos com maior dependência do turismo facilitem as restrições de viagem.
Dos 87 locais que tomaram essa decisão, no último mês, 20 são Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento, Sids. Muitos dependem do turismo como um pilar central do emprego, crescimento econômico e desenvolvimento.

O relatório também mostra que cerca de metade de todos os destinos que facilitaram as restrições estão na Europa.

Os 115 destinos que continuam fechados não alteraram sua situação há mais de 12 semanas.

Segundo a agência, o impacto da Covid-19 tem dimensões históricas, tanto em termos de chegadas de turistas como receitas perdidas.
Até final de maio, a pandemia tinha causado perdas de US$ 320 bilhões em receita, três vezes mais do que durante a crise econômica global de 2008-2009.

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