Cabo Verde e o estado federado alemão de Schleswig-Holstein (norte) vão cooperar em áreas como o turismo e a energia, disse o Presidente cabo-verdiano, que termina hoje (6) uma visita à Alemanha.

Um memorando de entendimento, que pretende estreitar a colaboração em setores como o das energias renováveis ou da investigação oceanográfica, foi o resultado de um encontro que o chefe de Estado cabo-verdiano manteve, no sábado, na cidade de Kiel, com o Ministro Presidente do Estado de Schleswig-Holstein, Daniel Günther.

“Estou satisfeito por termos chegado a um acordo com o governo do estado de Schleswig-Holstein de um memorando de entendimento para uma cooperação que implica o estado, empresas, universidades, para diversas áreas: turismo, energias renováveis, produção de água, formação de quadros, investigação oceanográfica, pescas, economia azul, tudo o que tenha a ver sobretudo com o mar e a economia do mar”, revelou Jorge Carlos Fonseca, em declarações à agência Lusa.

“Agora temos de trabalhar para ver que tipo de modelos de cooperação é que vamos encontrar para articular os estados, na Alemanha, as instituições universitárias, de investigação e o empresariado alemão privado”, acrescentou.

A última visita de um chefe de Estado de Cabo Verde à Alemanha foi precisamente há dez anos. Jorge Carlos Fonseca explicou que as relações entre os dois países começaram “desde a independência”, intensificando-se no final da década de 1970.

“A cooperação com a Alemanha ajudou-nos a passar de País Menos Avançado a País de Rendimento Médio, mas com essa progressão perdeu-se o acesso a fundos de apoio”, explicou.

O Presidente da República frisou que a visita de quatro dias, que termina hoje, teve como objetivo “elevar o diálogo político”, tentando aproveitar “as oportunidades de cooperação com a Alemanha, no quadro de uma nova agenda alemã para a África, procurando investimento direto.”

“Neste momento, a Alemanha representa o segundo mercado turístico para Cabo Verde, depois do Reino Unido. Queremos intensificar a presença de turistas alemães e de empresas ligadas ao turismo alemão em Cabo Verde”, acrescentou Jorge Carlos Fonseca.

De acordo com dados da embaixada da República de Cabo Verde em Berlim, a comunidade é formada por 1.100 a 1.200 pessoas registadas. A maioria vive nas cidades de Hamburgo, Bremen, Bremerhaven e Kiel.

Jorge Carlos Fonseca elogiou os cabo-verdianos no estrangeiro, revelando que são as comunidades no exterior que, simbolicamente, “fazem engrandecer a alma” do povo.

“Somos um povo pequeno, espalhado pelos quatro cantos do mundo, os nossos emigrantes ajudam a divulgar o país”, acrescentou.

“O trabalho que estamos a tentar fazer é mobilizar as comunidades para ajudar os poderes públicos na mobilização de recursos financeiros, sobretudo para projetos de desenvolvimento de Cabo Verde. Para isso estamos a aprovar, por exemplo, um estatuto do investidor emigrante, isto é, favorecer potenciais condições para que as poupanças dos emigrantes sejam utilizadas, não como remessas, mas para projetos concretos de desenvolvimento em parcerias com o estado, em sociedades, em empresas, porque há muitos cabo-verdianos bem-sucedidos”, realçou o Presidente da República de Cabo Verde.

Jorge Carlos Fonseca termina hoje uma visita de quatro dias à Alemanha, durante a qual teve vários encontros, entre eles com o homólogo, Frank-Walter Steinmeier, e com o presidente do ‘Bundestag’ (parlamento), Wolfgang Schäuble.

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