Praia - O primeiro complexo turístico dedicado à lusofonia vai começar a ser construído em janeiro na ilha cabo-verdiana de Santiago com apostas fortes na divulgação cultural dos países de língua portuguesa e no turismo de saúde.

O empreendimento turístico de cinco estrelas "Lusofonia Cabo Verde Eco Resort - Cultura, Lazer, Saúde Spa" representa um investimento de global de 100 milhões de euros, cuja primeira fase prevê a construção de dois hotéis, uma academia de artes e um espaço multiusos, num investimento de 60 milhões de euros.

O hotel "Lusofonia", com 320 quartos, funcionará em regime de tudo incluindo, enquanto o "Lusofonia Diplomático", com 150 quartos, será vocacionado para o segmento de congressos, negócios e diplomacia económica.

O empreendimento, que ocupará uma área inicial de 30 hectares de terrenos situados entre a cidade da Praia e a Ribeira Grande de Santiago (Cidade Velha), tem como promotores os empresários cabo-verdiano Eugénio Inocêncio, o madeirense Pedro Ventura, o norte-americano Albert DeVaul e o indiano Bhikam Agarwal.

"O hotel vai ter uma componente cultural muito forte ligada à lusofonia e à Cidade Velha", disse à agência Lusa Eugénio Inocêncio, adiantando que estão previstos, numa zona designada de "Nha Club Mar e Natureza", "pequenos espaços dedicados a cada um dos países ou regiões da lusofonia".

De acordo com o empresário, serão espaços de 'merchandising' e de alojamento de artistas lusófonos, que pagarão um "preço simbólico".

Disse ainda que decorrem contactos para a instalação dentro do complexo turístico de uma empresa discográfica.

Serão ainda recuperadas as duas baías localizadas na zona e transformadas em praias e está em perspetiva a criação de um núcleo museológico de aeronáutica, aproveitando vestígios ainda visíveis de construções do primeiro hidro-porto de Cabo Verde, datado de 1927.

Associado aos dois hotéis, que serão geridos pela marca internacional Mélia, será construído um "spa", que traduz a aposta do empreendimento no turismo de saúde e será explorado pela empresa norte-americana Mount Sinai.

Numa segunda fase, está prevista a construção de um hospital de diagnóstico que estará ligado a um barco de cruzeiro e de saúde que fará o percurso Praia, Boavista, São Vicente, Dakar, Bissau ou ilhas Bijagós, diversas capitais da costa ocidental africana e São Tomé e Príncipe.

"Será um barco de diagnóstico de saúde, em cada um dos portos prestará serviços de saúde e terá protocolos com os hospitais de Cabo Verde e as pessoas que precisem de tratamento poderão ser tratadas aqui", adiantou o empresário.

Eugénio Inocêncio adiantou que o projeto está todo concluído, decorrendo a negociação dos detalhes finais com os financiadores e as empresas envolvidas no empreendimento, entre as quais se conta a portuguesa Tecnovia, que será responsável pela construção.

Eugénio Inocêncio estima um período de 18 meses para a construção dos hotéis, cujo projeto de arquitetura tem também assinatura de uma empresa portuguesa.

O empresário entende que um dos maiores desafios turísticos futuros é construção do destino "ilha de Santiago", considerando que tanto este projeto como vários outros previstos para a cidade da Praia nos próximos tempos "anunciam os primeiros passos para a construção" desse destino.

"No futuro [Santiago] será um dos principais destinos turísticos de Cabo Verde pela dimensão, pela história, pela diversidade da ilha e pela Cidade Velha, um dos diamantes da história e do turismo do futuro em Cabo Verde", sublinhou.

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