A vice-Ministra da Terra, Ambiente e Desenvolvimento Rural, Celmira da Silva, defende um turismo baseado na biodiversidade por jogar papel de relevo na sustentabilidade económica das áreas de conservação.

A vice-ministra disse que, presentemente, as áreas de conservação contribuem apenas com 1.500 camas, contra o desafio de atingir um crescimento de cinco vezes mais até 2024, altura em que termina a implementação do plano estratégico da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC).

“O turismo baseado na biodiversidade constitui um objectivo a ser incansavelmente seguido, pois permitirá lançar as áreas de conservação rumo a sua sustentabilidade económica”, afirmou Celmira da Silva.

A governante discursava hoje, no distrito de Boane, província de Maputo, na abertura da VI reunião nacional da ANAC, a sua primeira actividade pública desde que tomou posse, esta semana, como vice-ministra do pelouro.

Segundo, a vice-ministra, o tipo de turismo em referência também proporciona uma diversidade de empregos e é um veículo de educação demonstrando os impactos negativos que as actividades insustentáveis do Homem podem causar nos habitats.

Disse que na região austral da África o turismo baseado na natureza já compete de igual para igual com outras actividades económicas, sendo capaz de ter um rendimento similar ao da agricultura, pecuária e pescas combinadas.

Para Celmira da Silva, a observação de espécies icónicas marinhas tais como as baleias já se posiciona como uma das maiores fontes de atracção turística no mundo inteiro.

A vice-ministra referia-se claramente ao facto de a área oferecer uma vantagem comparativa a Moçambique por possuir três áreas de conservação marinha, nomeadamente os parques nacional das Quirimbas e do Arquipélago do Bazaruto, e a Reserva Marinha Parcial da Ponta do Ouro.

Ela elogiou os progressos na conservação da biodiversidade em Moçambique. “Fizemos a maior translocação de animais de sempre, introduzindo 3.308 animais de várias espécies no Parque Nacional do Zinave, Reserva Especial do Maputo e Coutada 9”.

Particular referência, segundo a vice-ministra, vai para o Parque Nacional da Gorongosa e Reserva Nacional de Marromeu que forneceram mais de 1.000 pivas e 800 búfalos, respectivamente. “Isto é encorajador. Mostra quão nos demarcamos de realidades menos boas do passado recente e estamos a construir uma auto-suficiência nacional nos estoques de fauna bravia”.

Ela assegurou que a ANAC está cada vez mais forte e a cumprir com as suas atribuições, tendo a realização dos planos de trabalho crescido em dez por cento de 2014 até a data, e, por outro lado, as receitas a crescerem a uma taxa de sete por cento.

Apelou para que todos não se deixem cair nas malhas da corrupção.

“Dou-vos um grande apelo caros colegas: não adiram a atividades ilícitas, distanciem-se da corrupção, pois ela é responsável pelo fracasso. O funcionário da ANAC deve ser disciplinado, correto e exemplar principalmente no que diz respeito a utilização da fauna e flora e na gestão do meio ambiente em que vive”, sublinhou.

A VI reunião nacional da ANAC tem a duração de dois dias.

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