Moçambique vai defender o retorno à caça desportiva do hipopótamo durante a 69/a reunião do Comité Permanente da Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies de Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES), que se realiza na próxima semana em Genebra, Suíça.

Em 2012, esta organização decidiu suspender a comercialização dos troféus de hipopótamo depois de verificar que não havia clareza sobre as quantidades existentes desta espécie no país, o que dificultava a atribuição de quotas para a caça desportiva.

“Moçambique está a trabalhar com a União Europeia, Estados Unidos da América, secretariado da CITES para o reinício do comércio internacional dos troféus de caça desportiva do hipopótamo”, disse o diretor-geral da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), Bartolomeu Soto.

Falando hoje, em Maputo, na reunião com os parceiros de cooperação, Soto disse que o Governo está a colher conselhos e recomendações para o melhoramento do documento a ser submetido ao secretariado da CITES para aprovação.

A expectativa é o país voltar a comercializar o hipopótamo em 2018.

De acordo com Soto, Moçambique tem mais de sete mil hipopótamos, o que significa que podem ser abatidos 40 animais por ano sem se criar nenhum défice no ecossistema.

Num outro desenvolvimento, Soto disse que muitos são os desafios que são impostos à ANAC com vista a combater a caça ilegal e comércio ilícito de produtos de fauna e flora, ajuntando que neste âmbito Moçambique tem vindo a assinar acordos bilaterais para a proteção e conservação da biodiversidade.

A assinatura do memorando de entendimento com a República Socialista do Vietname (país de destino de produtos), em Agosto de 2017, para além de outros assinados com a África do Sul e Tanzânia (países de origem), são sinal inequívoco de combate a atividade ilícita que coloca em risco a sobrevivência de espécies faunísticas como o elefante, rinoceronte, leão, pangolim, entre outras.

Os memorandos clarificam, entre outras questões, a tarefa de cada país no combate à caça furtiva.

A  Assembleia da República (AR), o parlamento moçambicano, aprovou, este ano, as emendas à Lei da Conservação de 2014 que penaliza com até 16 anos de prisão aos mandantes dos crimes contra a fauna e flora selvagens em Moçambique.

“Estamos a trabalhar para responder às metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas que recomendam a necessidade de se intensificar o combate à caça furtiva e tráfico de espécies protegidas, incluindo a melhoria da capacidade das comunidades locais por forma a beneficiarem de fontes de sobrevivência sustentáveis”, disse Bartolomeu Soto.

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