Moçambique recebeu cerca de 1,9 milhões de passageiros por via aérea, em voos internacionais e domésticos, no último ano, menos 90 mil que em 2015.

O movimento de passageiros nos aeroportos moçambicanos caiu 4,5% em 2016, de acordo com o relatório e contas da empresa pública Aeroportos de Moçambique, hoje divulgados.

Moçambique recebeu cerca de 1,9 milhões de passageiros por via aérea, em voos internacionais e domésticos, no último ano, menos 90 mil que em 2015.

A redução aconteceu no ano de “conjuntura económica” mais adversa em Moçambique, justifica o documento, período em que o transporte de carga e o número de voos também desceram em relação a 2015.

A carga transportada nos aeroportos moçambicanos caiu 14,2% para 12 mil toneladas, enquanto o número de voos desceu 10% para cerca de 61.259 voos.

Do lado positivo, o correio transportado subiu 35% para 467 toneladas e o número de sobrevoos ao país cresceu 7,8% para cerca de 33 mil.

A empresa registou um prejuízo de 106 milhões de euros em 2016, um agravamento de 155% relativamente ao ano anterior.

Os resultados foram “fortemente impactados pelas perdas cambiais líquidas não realizadas, decorrentes da acentuada depreciação” do metical, moeda moçambicana, refere o presidente do conselho de administração, Emanuel Chaves na mensagem de abertura do relatório.

A desvalorização explica que tenha havido um resultado operacional positivo de 1,5 milhões de euros, mas que o resultado financeiro tenha sido 95 milhões de euros negativo.

A evolução das contas vai depender da variação cambial da moeda moçambicana, realça o documento, sendo que o metical tem seguido uma tendência de valorização face ao dólar desde setembro de 2016.

Quatro aeroportos internacionais sob gestão

A Aeroportos de Moçambique tem sob sua gestão quatro aeroportos internacionais (Maputo, Beira, Nampula e Nacala) e ainda sete aeródromos (Pemba, Tete, Lichinga, Inhambane, Chimoio, Quelimane e Vilankulo) e outros oito aeródromos secundários (Angoche, Bilene, Inhaca, Lumbo, Mocímboa da Praia, Ponta do Ouro, Ulongué e Songo).

Os documentos hoje divulgados destacam ainda que “o desafio atual é a certificação dos aeroportos”, sendo que, em 2016, os aeroportos de Vilankulo, Pemba e Tete receberam um certificado de qualidade da Apcer – Associação Portuguesa de Certificação.

Destaque ainda para outras atividades realizadas no último ano, tais como, “o desenvolvimento de cidades aeroportuárias e projetos imobiliários nos aeroportos” e em redor e a instalação e conclusão do sistema ADS-B que permite melhorias de segurança em todo espaço aéreo.

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