O  acesso ao financiamento do Programa Rota das Aldeias Rurais, na ilha de Santo Antão, estará aberto a partir desta segunda-feira (05). Um montante equivalente a 60 por cento (%) do financiamento previsto já está na conta da Associação dos Municípios de Santo Antão (AMSA).

Orlando Delgado , presidente da AMSA,  disse que “os requisitos exigidos vão ter que ser cumpridos” por parte dos beneficiários para que possam ter acesso aos fundos disponibilizados pelo Governo através do Fundo do Turismo, tendo em conta que são recursos públicos e, por isso, sujeito ao crivo do Tribunal de Contas.

“Os projetos que já tiverem reunidas todas as condições exigidas vão arrancando e as que ainda não tiverem essas condições vão ter de as criar para poderem ter acessos aos fundos” disse Orlando Delgado, explicando que nenhum projeto ficará condicionado à espera de um arranque simultâneo.

“É uma satisfação ter este projeto a arrancar porque já esperamos muito e já se sentia alguma incerteza” disse Emília Bandeira, operadora do concelho da Ribeira Grande, que foi adiantando trabalho e já só espera o financiamento para a conclusão do seu projeto.

Satisfeito estava também o operador Jorge do Rosário que, em declarações aos jornalistas, referiu-se ao tempo de espera para a implementação do projeto mas considera que o anúncio feito na reunião de hoje “traz uma grande satisfação a todos os beneficiários” e faz com que saiam “muito animados”.

O foco do projecto é o Turismo Rural Sustentável que procura reunir a exploração da riqueza  da ilha com objetivos fixados para a geração de emprego, rendimentos e a capacitação social no imediato, curto, médio e longo prazo de trinta e seis novos empreendimentos na produção regional.

Rota das Aldeias Rurais é um projecto/programa vocacionado tanto para aumento da produção que amplia a margem de Santo Antão na constituição do PIB cabo-verdiano quanto a geração de rendimentos económicos e sociais que garantam a sustentabilidade do investimento proposto.

Um dos resultados demarcados configura o de se alcançar entre 150 e 200 empregos a curto e médio prazo, com a finalidade de “travar” a desertificação da ilha, de pessoas a procurarem outras paragens nacionais ou indo mesmo para o exterior à procura de emprego, rendimentos e sustentação da vida.

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