Apesar de não haver ainda rotas definidas, as avaliações do mercado começarão em breve, informou a TAAG, que pretende adquirir no próximo ano 11 aviões de médio curso e vários aviões de longo curso.

A companhia aérea angolana TAAG vai adquirir, em 2019, 11 novos aviões de médio curso, e um número ainda por determinar de Boeing 787, de longo curso, no quadro do programa de modernização da transportadora, disse hoje fonte da empresa.

Segundo Rui Carreira, presidente da Comissão Executiva da companhia aérea angolana, que a 20 deste mês, num decreto presidencial, passou a sociedade anónima, o processo de modernização passa pela “substituição da frota”, pelo que as novas aquisições, sobretudo para o médio curso, visam a conquista do mercado africano.

Apesar de não haver ainda rotas definidas, as avaliações do mercado começarão em breve, uma vez que há “bons indicadores”, sublinhou Rui Carreira, que não adiantou o valor financeiro em causa.

“Mas não queremos fazer com muita antecedência, porque o mercado é bastante volátil; cresce e retrai-se, pelo que, na devida altura, anunciaremos os novos destinos”, indicou, em declarações à agência noticiosa angolana Angop.

Em relação à frota de longo curso, lembrou que, na recente visita aos Estados Unidos, o Presidente angolano, João Lourenço, lançou os dados sobre aquilo que será a renovação da frota da TAAG.

Quarta-feira, em Nova Iorque, João Lourenço anunciou que as autoridades de Luanda estão a negociar um novo pacote para a aquisição de novos aviões da Boeing destinados à TAAG,

João Lourenço não adiantou o número de aparelhos, nem o valor financeiro em causa, indicando tratar-se de aviões destinados a operações de médio e longo cursos.

A compra de novos aviões, que deverá ser concretizada até 2020, vai permitir à TAAG concorrer em igualdade de circunstâncias com outras companhias do setor.

A decisão tem como pano de fundo a conclusão das obras de construção do novo aeroporto de Luanda, assim como a transformação da TAAG em sociedade anónima, decisão decretada por João Lourenço a 20 deste mês.

A atual frota da TAAG é composta por 13 aviões Boeing, três dos quais 777-300 ER, com mais de 290 lugares, e que foram recebidos entre 2014 e 2016.

A companhia conta também com cinco 777-200, de 235 lugares, e outros cinco 737-700, com capacidade para 120 passageiros, estes utilizados nas ligações domésticas e regionais.

Hoje, Rui Carreira indicou que a TAAG está a preparar-se para acolher as grandes iniciativas que dizem respeito ao lançamento do turismo em Angola.

Sobre o posicionamento da TAAG no mercado, o antigo diretor do Instituto Nacional de Aviação Civil (INAVIC) disse que esta é uma empresa viável, que sempre cumpriu a sua missão, voando atualmente para mais de 30 destinos.

Reconheceu, no entanto, que a TAAG ainda é uma empresa deficitária, que enfrenta problemas relacionados, essencialmente, com questões operacionais e de preço dos combustíveis, com custos muito elevados.

Neste momento a TAAG não tem lucros, fixando-se as receitas entre os 700 milhões a 800 milhões de dólares por ano (entre 598,3 milhões e 683,8 milhões de euros), um quadro que o novo Conselho de Administração, nomeado a 20 deste mês, pretende inverter.

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