Os operadores e guias turísticas da ilha de Santo Antão, no arquipélago de Cabo Verde, enfatizam a necessidade de os municípios desta ilha procederem à recuperação dos caminhos vicinais que formam o itinerário turístico, os quais, a seu ver, estão em “péssimas condições”.

Em estado “mais preocupante”, segundo alguns guias turísticos, estão os caminhos Alto Mira/Vascona/Ferradouro (Porto Novo), Cova/Paul e Pico da Cruz/Janela, cuja situação está a constituir perigo para os turistas que procuram Santo Antão para caminhadas (trekking).

“Mais uma vez, apelamos aos municípios no sentido de olharem para os caminhos pedestres, que precisam ser recuperados o mais depressa possível”,avançou o porta-voz dos guias, Rui Correia, que explicou que, além de obras de recuperação, é necessário ainda cortar as acácias e trepadeiras que estão a invadir esses percursos, impedindo a circulação dos turistas.

Os operadores turísticos, através da Associação do Turismo de Santo Antão, já por várias vezes, chamaram atenção para a necessidade de se proceder a obras de recuperarão da extensa rede de caminhos vicinais existente em Santo Antão, que constitui “um dos principais ativos” desta ilha.

Conforme a direção da Associação do Turismo de Santo Antão, a recuperação e manutenção permanente dos caminhos pedestres constitui uma das preocupações desta organização, que já se disponibilizou a ser “parceira” das câmaras municipais.

A preocupação dos guias e operadores turísticos surge numa altura em que  Santo Antão está em plena época alta do turismo, marcada pela presença de  grupos de turistas provenientes, sobretudo, da Norte da Europa que procuram a ilha para a prática do trekking, o principal produto turístico local.

No município Porto Novo, a edilidade tem previsto, a partir de Janeiro, e o longo de 2019, investimentos à volta de oito mil contos na recuperação, requalificação e sinalética dos caminhos vicinais locais.

Os operadores turísticos  sugeriram já à Associação dos Municípios de Santo Antão (AMSA) que procure junto do Governo o reconhecimento da rede dos caminhos vicinais existente neste ilha como património cultural e histórico, desta região.

Os operadores têm estado a defender a preservação desses percursos e sua classificação como património da ilha, dada a sua importância histórica, mas também pelo impacto económico que esses itinerários turísticos têm para Santo Antão.

Desde os anos 90, com o início da prática de trekking em Santo Antão, os caminhos pedestres, construídos durante a era colonial para ligar as comunidades, passaram a ser “um grande ativo” desta ilha do ponto de vista económico, no entender de alguns operadores.

A AMSA, que diz ter “em preparação” um programa de recuperação e sinalização dos caminhos vicinais em Santo Antão, promete sensibilizar o Governo para que esses percursos sejam valorizados e classificados como património cultural e histórico desta ilha.

Segundo o presidente da AMSA, Orlando Delgado, Santo Antão tem “a maior rede de caminhos vicinais de Cabo Verde”, defendendo, por isso, a necessidade de os municípios e toda a classe empresarial desta ilha trabalharem no sentido de uma maior valorização dessas acessibilidades.

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