A transportadora aérea angolana TAAG foi retirada da “lista negra” de aviação da União Europeia, podendo voltar a voar sem restrições no espaço aéreo europeu, o que já não sucedia desde 2007, anunciou hoje (16) a Comissão Europeia.

Ao atualizar a sua “lista negra” de companhias aéreas impedidas de sobrevoar território comunitário europeu por motivos de segurança, a Comissão indica que “há notícias positivas para Angola, uma vez que a sua companhia nacional TAAG Angola Airlines, assim como a Heli Malongo, que operavam com restrições desde novembro de 2008, foram retiradas da lista”.

A decisão foi tomada com base na opinião unânime emitida pelos peritos de segurança dos Estados-membros que se reuniram entre 02 e 04 de abril em sede do Comité de Segurança Aérea, presidido pela Comissão Europeia com o apoio da Agência Europeia para a Segurança da Aviação (AESA), precisa o executivo comunitário.

A TAAG foi incluída na “lista negra” da UE em julho de 2007, tendo em finais de 2008 voltado a ser autorizada a voar para a Europa mas sob restrições operacionais, podendo apenas voar, numa primeira fase, para Portugal, e apenas com três aviões da sua frota “validados” por Bruxelas, tendo as restrições mudado ligeiramente ao longo das sucessivas atualizações da lista desde então.

Até à atualização de hoje, a TAAG continuava com restrições para parte da sua frota, só podendo voar no espaço aéreo europeu com os aparelhos Boeing B737-700, Boeing B777-200, e Boeing B777-300.

A lista de segurança aérea da UE, denominada “lista negra”, proíbe agora um total de 120 companhias aéreas de voarem para a União Europeia, sendo 114 transportadoras certificadas em 16 países devido à falta de fiscalização da segurança pelas autoridades nacionais da aviação, e as restantes seis devido a preocupações relativas às próprias companhias, entre as quais a venezuelana Avior Airlines.

Entre as companhias certificadas por 16 países permanecem as transportadoras angolanas com exceção da TAAG e Heli Malongo, bem como as de São Tomé e Príncipe, tendo hoje sido incluídas todas as companhias da Moldova com exceção de três (Air Moldova, Fly One e Aerotranscargo).

O aeroporto internacional de Lisboa ficou sem abastecimento de combustível às 12:00 (hora local), disse fonte oficial da ANA – Aeroportos de Lisboa, que já tinha admitido antes possíveis “disrupções de serviço”, resultante da greve dos motoristas de transportes de combustíveis. O aeroporto de Faro, no Algarve, está sem combustível desde a noite de segunda-feira.

A ANA já tinha informado desta possibilidade, à semelhança do que tinha acontecido na segunda-feira à noite no aeroporto de Faro, sul de Portugal, onde as reservas de emergência de combustível foram atingidas.

Contactada a Galp, que lidera o GOC, consórcio que abastece, nomeadamente, o aeroporto de Lisboa, fonte oficial disse que a petrolífera “não faz, para já, comentários”.

A ANA tinha admitido esta manhã que, “não tendo sido assegurados os serviços mínimos [na greve nacional dos motoristas de matérias perigosas], e em função do tempo necessário para a requisição civil ter efeitos práticos”, os aeroportos por si geridos podiam “ter disrupções de serviço ao nível operacional”, estando a gestora aeroportuária “a acompanhar a situação em permanência”.

A gestora aeroportuária disse ainda que “no aeroporto de Faro já foram atingidas as reservas de emergência, estando o fornecimento de combustível suspenso, pelas empresas petrolíferas, desde ontem [segunda-feira] à noite”.

Em causa está a greve nacional dos motoristas de matérias perigosas, que começou às 00:00 de segunda-feira, foi convocada pelo Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), por tempo indeterminado, para reivindicar o reconhecimento da categoria profissional específica, tendo sido impugnados os serviços mínimos definidos pelo Governo.

Em declarações ao início da manhã de hoje, Francisco São Bento, do Sindicato Nacional de Motoristas de Matérias Perigosas (SNMMP), disse que a estrutura sindical previa que ao início da tarde os aeroportos de Lisboa e Faro ficassem sem combustível.

Segundo os dados do sindicato, ao início da manhã cerca de 40% a 50% dos postos e abastecimento já estavam sem combustível.

Entretanto, a Prio disse que prevê que até ao final do dia de hoje quase metade dos seus postos esgotem os seus depósitos de gasóleo ou gasolina, e que o mesmo possa acontecer nos das restantes marcas na quinta-feira.

A Prio tem hoje cerca de 50 milhões de litros de combustível armazenados no seu parque de tanques em Aveiro, mas encontra-se impossibilitada de transportar este produto para os seus postos onde, como é prática corrente no setor, a capacidade de armazenamento do produto está limitada a poucos dias de vendas, refere a empresa que tem uma rede composta por cerca de 250 postos de abastecimento.

A portaria que efetiva a requisição civil dos motoristas de matérias perigosas em greve desde segunda-feira foi hoje publicada em Diário da República.

A portaria refere que, nos dias 16, 17 e 18 (entre hoje e quinta-feira), “os trabalhadores motoristas a requisitar devem corresponder aos que se disponibilizem para assegurar funções em serviços mínimos e, na sua ausência ou insuficiência, os que constem da escala de serviço”.

A requisição civil produz efeitos até ao dia 15 de maio.

Os voos diretos entre Angola e Cabo Verde foram suspensos em 2016 devido à falta de rendibilidade do destino.

A companhia aérea angolana TAAG vai retomar, três anos depois, as ligações aéreas entre Angola e Cabo Verde, com o primeiro voo a ser marcado para 26 deste mês, via São Tomé e Príncipe, anunciou hoje a transportadora.

A informação consta num comunicado divulgado pela delegação da TAAG em São Tomé e Príncipe, a que a agência Lusa teve hoje acesso.

Porém, contactados pela Lusa em Luanda, os serviços de reserva da companhia aérea na capital angolana indicaram que nem as datas dos voos nem as respetivas tarifas estão disponíveis na rede informática da TAAG, tendo fonte garantido que, assim que houver novidades, a transportadora dará conta publicamente dessa informação.

No comunicado da delegação da TAAG, em São Tomé, é referido que, entre 26 deste mês e 26 do próximo mês outubro, no quadro do reajustamento do novo Programa de Verão da companhia, o voo terá duas ligações semanais para a ilha do Sal – sai de Luanda à sexta-feira e ao domingo e regressa ao sábados e segunda-feira, respetivamente.

À sexta-feira e ao domingo, e tendo em conta as horas locais, o voo da TAAG parte de Luanda às 21:50 e chega a São Tomé às 23:50, deixando a capital são-tomense às 00:40, com destino ao Sal, onde aterrará às 05:55.

Em sentido inverso, e sempre em horas locais, ao sábado e à segunda-feira, o aparelho sai do Sal às 07:25 locais, chegando a São Tomé às 12:30, de onde parte para Luanda às 13:30, para aterrar na capital angolana às 15:20.

Os voos diretos entre Angola e Cabo Verde foram suspensos em 2016 devido à falta de rendibilidade do destino.

Inicialmente – disse à agência Lusa o ministro angolano dos Transportes, Ricardo de Abreu -, a ilha do Sal serviria de escala nos voos da TAAG para Havana (Cuba), mas acabou por se optar pela ligação via São Tomé.

Em novembro de 2018, os ministros dos Transportes de Angola e de Cabo Verde assinaram, na cidade da Praia, um memorando de entendimento, nos domínios dos transportes aéreos e marítimos, para “definir e consolidar a cooperação nestes setores estratégicos para os dois países”, prevendo a retoma das ligações aéreas entre os dois países, provavelmente através de um sistema de “code-share” com a TACV Internacional.

A 28 de março último, em declarações à Lusa, os operadores turísticos cabo-verdianos mostraram-se “confiantes no impacto” do retomar da ligação aérea entre Angola e Cabo Verde, considerando que constituirá “o primeiro passo” para a dinamização do turismo entre os dois países.

Na ocasião, o presidente da Associação de Agências de Viagens e Turismo de Cabo Verde (AAVTCV), Mário Sanches, salientou que uma das pretensões da instituição é promover o turismo entre cidadãos de países africanos.

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