Estudantes da Escola Superior de Hotelaria e Turismo de Angola manifestaram-se preocupados com a falta de infraestruturas adequadas para o curso e a inexistência de estágios internos, recebendo garantias do Governo de que vai tomar “medidas práticas”.

As preocupações foram apresentadas, segunda-feira (13), às ministras angolanas do Turismo, Ângela Bragança, e do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Maria do Rosário Sambo, durante uma visita que fizeram às instalações da instituição em Kilamba, arredores de Luanda.

Segundo os estudantes, em cinco anos, a qualidade das infraestruturas da instituição, vocacionada para formação nas áreas da hotelaria e turismo, “são impróprias para a respetiva formação e os estágios não existem”, sublinhando ainda que o estabelecimento necessita de um “hotel-escola”.

A ministra do Turismo manifestou-se solidária com os estudantes, garantindo que irá criar mecanismos, em conjunto com o Ministério do Ensino Superior, para melhorar e acudir às preocupações apresentadas.

“Tal como podemos constatar por intermédio da interação com os estudantes, há dificuldades nas infraestruturas. São precisas condições para a realização do trabalho prático e laboratórios onde os estudantes possam ter contacto com as ações práticas”, disse Ângela Bragança, salientando ainda a inexistência de uma biblioteca.

“Há ainda uma ação em torno do estudo dos currículos, uma ação que deverá igualmente ser conjunta, de modo a que as duas valências, quer a da formação básica quer a da hotelaria e turismo, sejam devidamente equacionadas”, acrescentou.

Já a ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Maria do Rosário Sambo, considerou “legítimas” as preocupações dos estudantes, tendo apontado “medidas práticas” para inverter a situação.

“As medidas práticas para inverter esta situação são precisamente aquelas que têm a ver com a criação de maiores oportunidades de estágios, como locais privilegiados para que a formação desses estudantes não seja meramente teórica”, adiantou.

“Todas as unidades que existem e que estão ligadas ao turismo no seu todo, e desde que a Universidade Agostinho Neto [UAN] apresente propostas, no quadro da sua autonomia, devem criar condições para que a formação dos estudantes possa ser melhorada”, assegurou.

Para responder às preocupações dos estudantes, a reitora em exercício da UAN, Antonieta Baptista, prometeu apoiar os alunos com 15 livros sobre gestão de turismo, bem como instalar naquele estabelecimento uma biblioteca virtual.

“Estive já a concertar com a direção e vamos tentar conseguir, pelo menos, o ‘software’ de apoio aos laboratórios virtuais. Também vamos ajudar a direção da instituição a conseguir alguns contratos, ainda que a nível não muito alto, de estágios em algumas unidades”, apontou.

Quanto à biblioteca, Antonieta Baptista assumiu a sua inexistência, garantindo que os 15 livros em causa serão oferecidos à escola.

As taxas de artigos de uso pessoal dos viajantes que chegam a Angola passaram, desde quinta-feira, a ser desagravadas, com a entrada em vigor de uma nova Pauta Aduaneira, segundo responsáveis da Administração Geral Tributária (AGT).

Entre os artigos cujas taxas foram desgravadas figuram os perfumes, de 94 para 43 porcento, o cabelo humano de 83 para 23 porcento, e as as roupas, que passaram para 23 porcento contra os anteriores 43 porcento, precisou Dinis Mário da Silva, delegado da AGT no Terminal de Passageiros do Aeroporto Internacional 4 de Fevereiro, em Luanda.

Dinis Mário da Silva disse, em conferência de imprensa, que outra vantagem para os viajantes  relaciona-se com “os bens enviados como encomendas postais, que são tratados, nesta nova pauta, como  bens de uso pessoal, ao contrário da antiga pauta”.

Em termos de isenções, indicou, as novidades estão também nos equipamentos que vão para reparação, como telemóveis, tablets, televisores e outros aparelhos, cujos proprietários levam para o estrangeiro para reparação.

“Estes bens agora não são cobrados, ao contrário da antiga pauta que obrigava os passageiros a pagar uma taxa”, referiu.

O delegado esclareceu igualmente que, na atual pauta aduaneira, é permitido que o viajante   transporte, sem declarar, alguns bens, como três telemóveis, dois litros de vinho, três frascos de perfumes, 400 cigarros, 500 gramas de charutos e um tablet.

A edição deste ano do “Lisboa na Rua” vai celebrar os 70 anos do Hot Clube, com música jazz ao ar livre, mas também haverá concertos de música clássica, cinema, dança e teatro.

A iniciativa da Empresa de Gestão de Equipamentos e Animação Cultural (EGEAC), da Câmara Municipal de Lisboa, traz uma programação diversificada e de entrada gratuita, sempre em espaços públicos ao ar livre, a partir de dia 23 de agosto.

Este ano, o festival coincide com os 70 anos do Hot Clube de Portugal (HCP), um dos mais antigos clubes de jazz em atividade na Europa.

Para assinalar a efeméride, o “Lisboa na Rua” vai promover quatro concertos aos sábados, ao final da tarde, em quatro grandes jardins da cidade.

Os concertos ao ar livre não se esgotam no jazz, e o “Lisboa na Rua” vai fazer regressar o Coro e a Orquestra Gulbenkian ao Vale do Silêncio, a 08 de setembro, para ouvir bandas sonoras de filmes, votadas pelo público, como é o caso de “2001: Odisseia no Espaço”, “O Clube dos Poetas Mortos” ou “West Side Story”.

Outro dos destaques, entre os dias 28 de agosto e 02 de setembro, é o ilusionismo, com o Festival Internacional de Magia de Rua que vai levar a diversos locais da cidade 15 mágicos, de nove países, para apresentarem “alguns dos melhores números da Arte Mágica”, segundo a EGEAC.

No Palácio Pimenta do Museu de Lisboa, a encenadora e realizadora brasileira Christiane Jatahy, a Artista na Cidade de 2018, junta-se ao “Lisboa na Rua” para apresentar um projeto sobre refugiados e migrantes, contado na primeira pessoa, intitulado “Moving People”.

A meio de setembro regressam as propostas habituais, que já “conquistaram públicos fiéis”, como as sessões de cinema ao ar livre do CineCidade, a arte sonora do “Lisboa Soa”, que nesta edição tem a água como elemento comum, e as noites “Sou do Fado”, este ano na praça do Município.

O público é também convidado a “Dançar a Cidade” e da descobrir Lisboa através do olhar arquitetónico da Open House Lisboa, acrescenta a autarquia.

O “Lisboa na Rua” termina no dia 30 de setembro – coincidindo com a data do fim da Expo’98, há 20 anos – com o concerto “Venham mais Vinte”, da Orquestra Metropolitana de Lisboa e Mário Laginha, especialmente concebido para esta ocasião, que terá lugar, a partir das 19:00 (hora local), na Altice Arena.

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