A administração da companhia aérea estatal cabo-verdiana (TACV) informou que está em curso a reprogramação dos desembolsos das indemnizações aos trabalhadores dispensados no âmbito da reestruturação da empresa e assegurou estar a cumprir as condições acordadas.

“Neste momento está a decorrer uma reprogramação dos desembolsos que vai permitir dar continuidade ao processo” adiantou a administração, em comunicado, depois de um dos sindicatos representante dos trabalhadores ter acusado, na sexta-feira, a empresa de falhar o prazo para o pagamento das referidas indemnizações.

Em conferencia de imprensa, o Sindicato de Indústria, Transportes, Telecomunicações, Hotelaria e Turismo (SITHUR) afirmou que os prazos para o pagamento das indemnizações terminaram a 10 e 14 de junho, considerou o atraso injustificado e exigiu o pagamento imediato das indemnizações sob pena de recorrer a tribunal.

O sindicato questionou também o paradeiro do empréstimo de 13,5 milhões de euros que o Governo disser ter contraído para indemnizar os trabalhadores.

“Os objetivos do ‘retrenchment’ (redução de custos) serão cumpridos e não há motivos para a SITHUR querer insistir em transmitir sinais negativos, que em nada abonam todo o esforço feito até o momento”, prossegue a empresa.

No comunicado, o conselho de administração da TACV sustentou que “está a ser feito um trabalho notável e sério” no âmbito do redimensionamento da companhia aérea pública cabo-verdiana, adiantando que “a longa negociação e as condições acordadas com o SITHUR estão a ser cumpridas”.

“Trata-se de um processo complexo, mas que está a ser gerido com o rigor necessário”, acrescentou.

A administração da empresa disse ainda que o valor do empréstimo está a ser usado para “indemnizar os trabalhadores, mas também para assegurar as condições necessárias para a mudança de base e para garantir a formação dos recursos humanos que permita manter e converter a tripulação para poder operar aviões jato”.

“Os compromissos assumidos com os trabalhadores são para cumprir e a companhia reitera o fiel cumprimento do memorando de entendimento e o foco em alcançar os objetivos traçados”, reforçou.

A companhia aérea cabo-verdiana TACV está em processo de reestruturação, tendo o Governo assinado com o grupo islandês Icelandair um contrato de gestão para preparar a empresa para a privatização, surgindo o grupo como o mais forte parceiro para a operação.

O processo deverá implicar o despedimento de mais de 200 trabalhadores e o Governo anunciou ter contraído, junto do BNI Europa, um empréstimo comercial de 13,5 milhões de euros para o pagamento das indemnizações.

Anunciou igualmente estar a negociar com o Banco Mundial a disponibilização de fundos, que deveriam estar disponíveis no primeiro trimestre, para liquidar este financiamento.

Com um passivo acumulado de mais de 100 milhões de euros, a companhia, que mudou a sua base operacional da capital cabo-verdiana para a ilha do Sal, assegura agora apenas as ligações internacionais depois de ter sido cedido à Binter Cabo Verde o mercado doméstico.

A Comissão Europeia proibiu 13 companhias de transporte aéreo com sede em Angola de voar para aeroportos da União Europeia, por não respeitarem normas de segurança, com exceção da transportadora TAAG, mas esta com limitações.

De acordo com a listagem da Comissão Europeia,  a companhia de bandeira TAAG integra a lista das transportadoras sujeitas a restrições operacionais, apenas podendo voar  com a frota de Boeing 737-700, 777-200, 777-300 e 777-300ER.

Já na lista das companhias que não podem voar, com aviões próprios – podem fretar aeronaves certificadas de outras companhias -, no espaço europeu está a Sonair, transportadora aérea do grupo petrolífero estatal angolano Sonangol, bem como as privadas Mavewa, Helimalongo, Heliang, Gira Globo, Fly540, Diexim, Angola Air Services, Air26, Air Nave, Air Jet, Air Guicango e Aerojet.

À exceção da Sonair, trata-se, no entanto, de companhias aéreas que operam exclusivamente ligações aéreas dentro de Angola.

Em maio último foi anunciada, em Luanda, a constituição do consórcio público-privado para lançar a Air Connection Express, que pretendia garantir voos domésticos em Angola e que juntava, além da TAAG, precisamente a Airjet, Air26, Diexim, Mavewa e Air Guicango – que integram a lista negra da Comissão Europeia -, juntamente com a Bestfly e a SJL, algumas destas com relações a membros do Governo angolano.

A construtora canadiana Bombardier chegou mesmo a anunciar a 06 de maio que iria fornecer, por 198 milhões de dólares (165 milhões de euros), seis aviões Q400 para a Air Connection Express, conforme contrato assinado em Luanda, na presença do ministro dos Transportes de Angola, Augusto Tomás.

Contudo, já este mês, o Presidente angolano, João Lourenço, anunciava que a parceria não iria avançar, sem adiantar mais pormenores: “Não vai adiante, não vai sair, não vai acontecer, por se tratar de uma companhia fictícia”.

A lista negra das companhias de aviação proibidas de operar na União Europeia foi atualizada a 14 de junho, com a exclusão das transportadoras registadas na Indonésia, entrando ainda em vigor um sistema de alerta para aviões perigosos no espaço europeu.

Segundo a Comissão Europeia, são agora 119 as companhias aéreas interditas na União Europeia.

Um total de 114 transportadoras, certificadas em 15 países, está na lista negra por falta de fiscalização de segurança por parte das autoridades nacionais competentes.

As restantes cinco estão banidas devido a preocupações com a segurança das próprias companhias.

Segundo Rogério Soulé, a ilha de São Vicente recebe atualmente cerca de 48 mil turistas de cruzeiros por ano, mas com o terminal poderá acolher cerca de 75 mil turistas de cruzeiros.

O terminal de cruzeiros de São Vicente, que se estima que esteja pronto em dois anos, deverá aumentar a capacidade da ilha para 75 mil turistas de cruzeiros por ano, conforme previsões avançadas sexta-feira pela empresa que administra os portos cabo-verdianos.

As previsões foram avançadas por Rogério Soulé, engenheiro e diretor técnico da ENAPOR, que apresentou o projeto do terminal de cruzeiros da ilha de São Vicente, durante a assinatura de um donativo de 10 milhões de euros do Fundo Holandês ORIO para a construção da infraestrutura.

Segundo Rogério Soulé, a ilha de São Vicente recebe atualmente cerca de 48 mil turistas de cruzeiros por ano, mas com o terminal, prevê-se que em 2025, cinco anos após a construção, a ilha poderá acolher cerca de 75 mil turistas de cruzeiros.

Dez anos depois, em 2035, o técnico da ENAPOR disse que a ilha de São Vicente poderá receber 200 mil turistas de cruzeiros.

O terminal de cruzeiros, que se estima esteja pronto dentro de dois anos, terá 400 metros de cumprimento e 13 de largura, num projeto que terá ainda outros serviços, como um cais para iates de luxo, gare de acolhimento de turistas e parque de estacionamento para táxis e autocarros.

Com o projeto, toda a orla marítima do Porto Grande do Mindelo também vai receber obras de requalificação, com o objetivo de atrair os turistas e criar oportunidades de negócios em São Vicente e na ilha vizinha de Santo Antão, prosseguiu Rogério Soulé.

O terminal de cruzeiros de São Vicente, orçado em 29 milhões de euros, será financiado pelos fundos OFID, da OPEC, e ORIO, da Holanda, e pelo Governo cabo-verdiano, que vai ainda disponibilizar mais cerca de três milhões de euros.

A assinatura do donativo de 10 milhões de euros do Fundo ORIO foi feita pelo ministro das Finanças cabo-verdiano, Olavo Correia, e pelo embaixador da Holanda em Cabo Verde, Theo Peters, acreditado em Dacar, Senegal.

Theo Peters considerou que Cabo Verde tem ainda muito para oferecer além do turismo de sol e praia, pelo que foi por isso que a Holanda cofinanciou a construção do terminal, para o país poder diversificar o turismo.

O diplomata holandês disse que o financiamento não contempla apenas a construção do terminal de cruzeiros, mas também formação e desenvolvimento de atividades para tornar a cidade do Mindelo um destino cada vez mais atrativo.

O ministro das Finanças, Olavo Correia, disse que se trata de um “donativo importante”, que cria assim as condições para o arranque das obras.

Considerando que, com a infraestrutura Cabo Verde e Mindelo vão “abrir uma porta ao mundo”, o ministro disse que o “grande desafio” será a gestão do terminal, fazendo com que produza resultados para a ilha e para todo o país.

“O modelo de Governo/negócio é essencial para viabilizarmos esta infraestrutura”, sustentou o governante, indicando que o donativo vai permitir arrancar com a primeira fase do terminal, mas que o executivo espera voltar a contar com apoio da Holanda na segunda fase do projeto.

“São Vicente pode ser uma grande porta de turismo de cruzeiros, com grande impacto na economia da ilha e do país”, prosseguiu o também vice-primeiro-ministro de Cabo Verde, alertando que outra “grande responsabilidade” é o respeito pelos prazos e pelos custos da obra.

O ministro das Finanças anunciou esta semana que também já conseguiu financiamento de 15 milhões de euros do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) para a construção do Porto da ilha do Maio.

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