A Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies de Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES) autorizou a retoma da caça desportiva do hipopótamo em Moçambique. A decisão foi anunciada durante a 69/a reunião da CITES, evento que teve lugar em Genebra, na Suíça.

A caça ao hipopótamo em Moçambique, bem como a exportação dos respectivos troféus, estava suspensa há mais de cinco anos.

Hungria, África do Sul, Zimbabwe, Malawi, entre outros, apoiaram o retorno de Moçambique à caça desportiva do hipopótamo.

Em 2012, a CITES decidiu suspender a comercialização dos troféus de hipopótamo depois de verificar que não havia clareza sobre as quantidades existentes desta espécie no país, o que dificultava a atribuição de quotas para a caça desportiva.

O governo moçambicano está insatisfeito com as receitas provenientes da atividade turística, dado o enorme e diversificado potencial de que o país dispõe.

A insatisfação foi manifestada hoje em Maputo, pelo primeiro-ministro de Moçambique, Carlos Agostinho do Rosário, na abertura da cerimónia de lançamento do primeiro fórum de turismo.

Atualmente, a atividade turística contribui em 2.5 porcento no Produto Interno Bruto (PIB) e emprega 61 mil trabalhadores em todo o país, universo que, na óptica de Carlos Agostinho do Rosário, constitui um desafio para mais desempenho dos intervenientes do setor.

Para fazer face ao cenário, o governante convidou, na ocasião, o setor privado e outros intervenientes da indústria turística, a envolverem-se com maior dinamismo na promoção do produto turístico moçambicano.

“Esta percentagem desafia a todos nós, uma vez que o país possui enorme potencial turístico, desde as belas praias e atrações costeiras, a fauna e flora distintas do ecossistema moçambicano e a rica história e cultura do nosso povo”, disse o primeiro-ministro.

A fonte disse igualmente que a indústria turística deve conceber pacotes mais atrativos para os cidadãos nacionais, por considerar que o turismo doméstico é vantajoso, pois, mantêm o exercício da atividade durante o ano, serve de vector de arrecadação de receitas e impulsiona a unidade nacional.

O executivo tem vindo a trabalhar no sentido de criar um ambiente mais favorável ao investimento, e por consequência das reformas, Moçambique subiu oito lugares no índice de competitividade de viagens e turismo. Passou da posição 130 em 2015, para 122 no ano em curso, num total de 141 países avaliados.

A necessidade de formar continuamente os profissionais que prestam serviços nos empreendimentos turísticos e estabelecimentos de restauração e bebidas, está, segundo o primeiro-ministro, entre as apostas do governo para a dinamização da indústria turística.

A gestão de destinos turísticos, com enfoque na requalificação da zona baixa da cidade de Maputo, é o tema central do primeiro Fórum de Turismo, que reúne na capital moçambicana dezenas de intervenientes da indústria turística.

O Fórum de Turismo, cuja primeira edição decorre hoje, na cidade de Maputo, é um espaço de debate, da iniciativa do Ministério da Cultura e Turismo, no âmbito dos trabalhos do governo, que visam tornar Moçambique num destino turístico de referência.

Moçambique recebeu cerca de 1,9 milhões de passageiros por via aérea, em voos internacionais e domésticos, no último ano, menos 90 mil que em 2015.

O movimento de passageiros nos aeroportos moçambicanos caiu 4,5% em 2016, de acordo com o relatório e contas da empresa pública Aeroportos de Moçambique, hoje divulgados.

Moçambique recebeu cerca de 1,9 milhões de passageiros por via aérea, em voos internacionais e domésticos, no último ano, menos 90 mil que em 2015.

A redução aconteceu no ano de “conjuntura económica” mais adversa em Moçambique, justifica o documento, período em que o transporte de carga e o número de voos também desceram em relação a 2015.

A carga transportada nos aeroportos moçambicanos caiu 14,2% para 12 mil toneladas, enquanto o número de voos desceu 10% para cerca de 61.259 voos.

Do lado positivo, o correio transportado subiu 35% para 467 toneladas e o número de sobrevoos ao país cresceu 7,8% para cerca de 33 mil.

A empresa registou um prejuízo de 106 milhões de euros em 2016, um agravamento de 155% relativamente ao ano anterior.

Os resultados foram “fortemente impactados pelas perdas cambiais líquidas não realizadas, decorrentes da acentuada depreciação” do metical, moeda moçambicana, refere o presidente do conselho de administração, Emanuel Chaves na mensagem de abertura do relatório.

A desvalorização explica que tenha havido um resultado operacional positivo de 1,5 milhões de euros, mas que o resultado financeiro tenha sido 95 milhões de euros negativo.

A evolução das contas vai depender da variação cambial da moeda moçambicana, realça o documento, sendo que o metical tem seguido uma tendência de valorização face ao dólar desde setembro de 2016.

Quatro aeroportos internacionais sob gestão

A Aeroportos de Moçambique tem sob sua gestão quatro aeroportos internacionais (Maputo, Beira, Nampula e Nacala) e ainda sete aeródromos (Pemba, Tete, Lichinga, Inhambane, Chimoio, Quelimane e Vilankulo) e outros oito aeródromos secundários (Angoche, Bilene, Inhaca, Lumbo, Mocímboa da Praia, Ponta do Ouro, Ulongué e Songo).

Os documentos hoje divulgados destacam ainda que “o desafio atual é a certificação dos aeroportos”, sendo que, em 2016, os aeroportos de Vilankulo, Pemba e Tete receberam um certificado de qualidade da Apcer – Associação Portuguesa de Certificação.

Destaque ainda para outras atividades realizadas no último ano, tais como, “o desenvolvimento de cidades aeroportuárias e projetos imobiliários nos aeroportos” e em redor e a instalação e conclusão do sistema ADS-B que permite melhorias de segurança em todo espaço aéreo.

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