A Passion Air irá usar três aeronaves de 78 lugares da Bombardier nos seus voos domésticos no Gana.

A companhia aérea ganesa Passion Air adquiriu, em regime de leasing, três aeronaves Bombardier Q400, informou a Bombardier em comunicado. Os aviões, que já estavam em operação com outras companhias, têm cada um 78 lugares, e serão utilizados em rotas domésticas no Gana.

“A Bombardier já comercializou 3500 aviões novos para voos regionais, e continuamos muito ativos no mercado das aeronaves usadas”, afirmou o vice-presidente da Bombardier Commercial Aircraft, David Speirs, no comunicado.

“A nossa penetração no mercado africano continua a intensificar-se e estamos contentes por ter ter a Passion Air como a primeira companhia de voos comerciais a operar um avião regional da Bombardier na República do Gana”, acrescentou Jean-Paul Boutibou, vice-presidente da Bombardier para a área comercial em África e no Médio Oriente.

O mesmo responsável notou que “África é a região de maior crescimento no mundo, e aeronaves regionais como o Q400 irão ter um papel fulcral em ajudar a avançar o crescimento económico de África”.

Contra a tendência de recuo do turismo estrangeiro em Portugal, as dormidas de brasileiros nos hotéis portugueses cresceram em junho. Estados Unidos e Canadá também estão em alta.

O turismo brasileiro em Portugal encerrou a primeira metade deste ano com um crescimento de quase 12% em comparação com o ano passado. De janeiro a junho houve 1,06 milhões de dormidas de turistas brasileiros nos hotéis portugueses, mais 11,7% do que em igual período de 2017, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE).

O Brasil foi o terceiro mercado emissor de turistas estrangeiros para Portugal que mais cresceu no primeiro semestre, atrás dos Estados Unidos (18,7%) e do Canadá (12% de crescimento nas dormidas nos hotéis portugueses), de acordo com o INE.

Considerando somente o mês de junho, os turistas brasileiros foram responsáveis por 207 mil dormidas na hotelaria lusa, mais 6,9% do que em junho do ano passado. Foi também o terceiro maior registo entre os turistas estrangeiros, apenas atrás do crescimento da procura dos Estados Unidos (15,9%) e do Canadá (14,9%).

Desde o início do ano a procura brasileira nos hotéis portugueses oscilou entre um mínimo de 133 mil dormidas em março e um máximo de quase 228 mil dormidas em maio, indicam os dados publicados pelo INE.

Em junho o mercado internacional que mais alimentou os hotéis portugueses foi o Reino Unido (que gerou 1 milhão de dormidas), seguido da Alemanha (539 mil), França (412 mil), Espanha (314 mil), Irlanda (233 mil), Holanda (218 mil) e Brasil (207 mil dormidas).

Em junho o mercado português sentiu um decréscimo de 5,1% nas dormidas totais de turistas estrangeiros, enquanto as dormidas de cidadãos portugueses subiram 3,4%. No acumulado do primeiro semestre as dormidas dos estrangeiros recuaram 0,7% e as dos portugueses cresceram 3,9%.

Os números do INE mostram que as receitas dos hotéis portugueses em junho subiram 7,5% em termos homólogos, para 377 milhões de euros, enquanto no total do primeiro semestre avançaram 8,9%, para 1510 milhões de euros.

Estudantes da Escola Superior de Hotelaria e Turismo de Angola manifestaram-se preocupados com a falta de infraestruturas adequadas para o curso e a inexistência de estágios internos, recebendo garantias do Governo de que vai tomar “medidas práticas”.

As preocupações foram apresentadas, segunda-feira (13), às ministras angolanas do Turismo, Ângela Bragança, e do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Maria do Rosário Sambo, durante uma visita que fizeram às instalações da instituição em Kilamba, arredores de Luanda.

Segundo os estudantes, em cinco anos, a qualidade das infraestruturas da instituição, vocacionada para formação nas áreas da hotelaria e turismo, “são impróprias para a respetiva formação e os estágios não existem”, sublinhando ainda que o estabelecimento necessita de um “hotel-escola”.

A ministra do Turismo manifestou-se solidária com os estudantes, garantindo que irá criar mecanismos, em conjunto com o Ministério do Ensino Superior, para melhorar e acudir às preocupações apresentadas.

“Tal como podemos constatar por intermédio da interação com os estudantes, há dificuldades nas infraestruturas. São precisas condições para a realização do trabalho prático e laboratórios onde os estudantes possam ter contacto com as ações práticas”, disse Ângela Bragança, salientando ainda a inexistência de uma biblioteca.

“Há ainda uma ação em torno do estudo dos currículos, uma ação que deverá igualmente ser conjunta, de modo a que as duas valências, quer a da formação básica quer a da hotelaria e turismo, sejam devidamente equacionadas”, acrescentou.

Já a ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Maria do Rosário Sambo, considerou “legítimas” as preocupações dos estudantes, tendo apontado “medidas práticas” para inverter a situação.

“As medidas práticas para inverter esta situação são precisamente aquelas que têm a ver com a criação de maiores oportunidades de estágios, como locais privilegiados para que a formação desses estudantes não seja meramente teórica”, adiantou.

“Todas as unidades que existem e que estão ligadas ao turismo no seu todo, e desde que a Universidade Agostinho Neto [UAN] apresente propostas, no quadro da sua autonomia, devem criar condições para que a formação dos estudantes possa ser melhorada”, assegurou.

Para responder às preocupações dos estudantes, a reitora em exercício da UAN, Antonieta Baptista, prometeu apoiar os alunos com 15 livros sobre gestão de turismo, bem como instalar naquele estabelecimento uma biblioteca virtual.

“Estive já a concertar com a direção e vamos tentar conseguir, pelo menos, o ‘software’ de apoio aos laboratórios virtuais. Também vamos ajudar a direção da instituição a conseguir alguns contratos, ainda que a nível não muito alto, de estágios em algumas unidades”, apontou.

Quanto à biblioteca, Antonieta Baptista assumiu a sua inexistência, garantindo que os 15 livros em causa serão oferecidos à escola.

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