Praia - A companhia aérea Binter, das Ilhas Canárias (Espanha), pretende abrir capital a investidores, privados e públicos, de Cabo Verde, país insular onde começou a operar no tráfego aéreo inter-ilhas em novembro.

Após reunião realizada nesta terça-feira, na Praia, o vice-presidente da companhia regional classificou como "muito satisfatório" o investimento no arquipélago, informa a agência Inforpress.

Rodolfo Nunez disse que o projeto está aberto à participação, sem limite, do capital social cabo-verdiano, tendo como limite a conservação da maioria no capital, desde que foque pelo menos em 51 por cento do investimento.

A Binter CV conta atualmente com 14 voos diários, ligando Praia a São Vicente e Sal, com uma taxa de ocupação média de 40 por cento, tendo em duas semanas transportado mais de dois mil passageiros. Para este final de ano, a empresa prevê ocupação na ordem dos 80 por cento. Desde o início de Dezembro a Binter transportou cerca de 8 mil passageiros.

Para o primeiro trimestre de 2017, a transportadora prevê colocar em operação uma terceira aeronave, visando ligar todas as ilhas dotadas de aeroportos, num total de mais de 30 voos diários.

Atualmente, a Binter opera com dois aparelhos nas ligações entre Praia, Sal e São Vicente e entre Praia, capital de Cabo Verde, e as ilhas Canárias.

Luanda - O consulado-geral de Portugal em Luanda emitiu este ano mais de 55 mil vistos em passaportes, um aumento de cerca de 10 por cento face a 2015, apesar da crise que se vive em Angola, informa a agência Lusa.

Segundo dados do consulado, deram entrada em Luanda, entre 01 de janeiro e 10 de dezembro, um total de 63.304 pedidos de visto, um aumento de 12% em termos homólogos, tendo sido atribuídos 55.378 (entre Espaço Schengen e apenas para território nacional português).

Trata-se um aumento de quase 5.000 vistos atribuídos num ano (+9,8%), com Luanda a voltar a apresentar, em 2016, o maior movimento na rede consular portuguesa, contando atualmente com 45 trabalhadores, entre funcionários do Estado português e de uma empresa de prestação de serviços.

"Como o comprovam os números, a crise não veio alterar a tendência crescente dos pedidos de visto Schengen no consulado-geral de Portugal em Luanda. Apesar das dificuldades que se vivem no país, o constante aumento dos pedidos de vistos vem comprovar que Portugal não é um mero destino turístico para os angolanos, cujo fluxo varia ao sabor das crises", afirmou, em declarações à Lusa, a cônsul-geral, Alexandra Bilreiro.

De acordo com a diplomata, os angolanos continuam a viajar para Portugal "para turismo, mas sobretudo visitar familiares, fazer negócios, ou também por motivos de saúde".

"Muitos têm familiares a viver, estudar ou trabalhar em Portugal, o que lhe permite algumas poupanças no alojamento, e Portugal permanece um destino relativamente barato, comparado com outros destinos europeus ou outros destinos de férias", refere a cônsul em Luanda.

Acrescenta que as campanhas promocionais de algumas companhias aéreas "também tem contribuído para este fluxo", embora as rotas escolhidas por vezes não sejam as diretas, "por motivos financeiros".

Angola vive desde finais de 2014 uma profunda crise financeira, económica e cambial, decorrente da quebra para metade nas receitas com a exportação de petróleo.

Na componente cambial, a falta de divisas aos balcões dos bancos comerciais tem vindo a dificultar as viagens ao estrangeiros, mas a situação, aparentemente, não tem condicionado os pedidos de visto para Portugal, que todos os anos batem novos recordes, com picos no Natal e no verão.

"Nota-se igualmente a variação dos pedidos em função da disponibilidade de divisas [euros] na banca comercial", explica Alexandra Bilreiro, citada pela Lusa, dando conta que os "carimbos comprovam que efetivamente [quem pede vistos] viajam".

Além do consulado-geral, em Luanda funciona ainda, desde julho deste ano, um Centro de Vistos, assegurado por uma empresa externa, com cerca de 40 trabalhadores, que trata especificamente dos pedidos de vistos.

"Permitiu um ligeiro aumento do número de atendimento dos requerentes de visto, mas sobretudo permitiu melhorar substancialmente a qualidade do atendimento do utente", reconhece Alexandra Bilreiro.

Segundo a cônsul, o prazo de devolução do passaporte "é sensivelmente o mesmo" de 2015, e a proximidade deste centro às instalações do consulado - poucos metros - é "também uma mais-valia", ao permitir aos utentes "deslocarem-se facilmente de um para outro, seja para solicitar informações, entregar documentos, ou saber qual o estado do seu processo de pedido de visto".

Praia - A possibilidade de supressão de vistos para cidadãos europeus do espaço Schengen está a ser objeto de análise  pelas autoridades governamentais de Cabo Verde. O assunto foi debatido, na última sexta-feira (16), na cidade da Praia, durante encontro do primeiro-ministro, Ulisses Correia da Silva, com o presidente da República, Jorge Carlos Fonseca.

Durante o encontro de mais de uma hora, foram analisados, entre outros assuntos, a possibilidade de "Cabo Verde estender as suas fronteiras para algo semelhante ao espaço Schengen", confirmou o primeiro-ministro, em declarações à imprensa, no final da audiência.

"É uma construção que vai exigir negociações para garantir com que Cabo Verde possa aproveitar toda a dinâmica de desenvolvimento do turismo neste momento e quebrar , de certa forma, um obstáculo psicológico que é as fronteiras", sublinhou o primeiro-ministro, citado pela agência Inforpress.

Segundo o primeiro ministro, são estudos que vão ser feitos para depois se poder tomar uma decisão em definitivo.

"Temos uma parceria de mobilidade com a União Europeia (UE) que, seguramente, será objecto de negociação e de desenvolvimento que poderá eventualmente encaminhar para a mobilidade completa dos cidadãos cabo-verdianos para o espaço europeu que, de certa forma, já existe para determinadas categorias e segmentos devidamente estabelecidos", recordou o Chefe do Governo.

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