Rio de Janeiro - O desfile das escolas de samba no sambódromo do Rio de Janeiro começa hoje (24) com as sete primeiras agremiações da Série A, também conhecida como Grupo de Acesso.

Com escolas tradicionais como a Unidos de Viradouro e a Estácio de Sá, o primeiro dia terá, entre seus enredos, homenagens a artistas consagrados como Beth Carvalho e Gonzaguinha e abordará o universo infantil.

A Acadêmicos do Sossego, de Niteroi, abre os desfiles às 22h. A escola vai homenagear a atriz Zezé Motta, chamada de Deusa de Ébano no enredo. Preconceito racial e luta por igualdade estão entre os temas que o desfile promete abordar.

Outra mulher ilustre da cultura brasileira será a homenageada pela Alegria da Zona Sul, que desfila às 22h45: a mangueirense Beth Carvalho. A comunidade dos morros Cantagalo e Pavão Pavãozinho contará a história da "madrinha do samba", destacando sua grande contribuição musical para o país.

A terceira escola da primeira noite é a Unidos de Viradouro, que vai levar para a avenida temas ligados à infância no enredo "...E todo menino é um rei". Com a referência à música de Nelson Rufino e Zé Luiz, o desfile marcado para 23h30 tratará de sonhos e direitos das crianças e também promete uma viagem por brincadeiras e guloseimas de festas infantis.

A Império da Tijuca começará seu desfile já no sábado, às 00h15, com um enredo sobre a história de São João Batista. O santo católico, que era primo de Jesus, também será abordado em seu sincretismo com Xangô, orixá das religiões de matriz africana.

Para a 1h em ponto está marcado o desfile da União do Parque Curicica, bairro da zona oeste do Rio. A escola vai propor um resgate de boas memórias no enredo "O importante é ser feliz e mais nada", com amores passados, sonhos de criança e músicas que embalaram gerações.

A penúltima escola, à 1h45, é a Estácio de Sá, que vai prestar homenagem a Gonzaguinha. "É! O Moleque Desceu o São Carlos, Pegou um Sonho e Partiu com a Estácio!" é o enredo, que faz referência a sucessos do cantor e compositor, passando por seu ativismo político e sua relação com o pai, Luiz Gonzaga.

O desfile termina com a escola de samba Acadêmicos de Santa Cruz, às 2h30. A literatura infantil de Ana Maria Machado, Monteiro Lobato e Ziraldo encontra Lewis Carrol e Hans Christian Andersen no enredo, que vai tratar da imaginação despertada pelos autores que escrevem para o público infantil.

No sábado, a programação do grupo de acesso continua. O Grupo Especial desfila domingo (26) e segunda-feira, também a partir das 22h. Confira a programação:

Sábado

22h Acadêmicos da Rocinha

22h45 Acadêmicos do Cubango

23h30 Inocentes de Belford Roxo

00h15 Império Serrano

1h Unidos de Padre Miguel

1h45 Renascer de Jacarepaguá

2h30 Unidos do Porto da Pedra

Grupo Especial

Domingo

22h Paraíso do Tuiuti

23h25 Grande Rio

00h50 Imperatriz Leopoldinense

2h10 Vila Isabel

3h40 Salgueiro

4h50 Beija-flor

Segunda-feira

22h União da Ilha

23h25 São Clemente

00h50 Mocidade

2h15 Unidos da Tijuca

3h40 Portela

4h50 Mangueira

Praia - A companhia aérea Binter, das Ilhas Canárias (Espanha),  já transportou mais de 25 mil passageiros desde novembro, altura em que iniciou as operações domésticas em Cabo Verde.

A informação foi avançada à imprensa pela companhia, no dia em que também anunciou o início das ligações à ilha da Boavista, a partir de 03 de março, a que se junta às de Santiago, Sal e São Vicente.

No comunicado, a Binter informou que a operação em Cabo Verde tem-se revelado "bem sólida", com um índice de pontualidade superior a 90% e uma regularidade de 98%, informa a agência Lusa.

Relativamente às ligações à ilha da Boavista, serão realizados cinco vezes por semana com voos diretos a partir da Praia e via Sal. Os voos são realizados num avião ATR e a empresa informou que no final deste mês vai receber o seu segundo aparelho com matrícula cabo-verdiana.

A Binter está a operar em Cabo Verde desde 12 de novembro do ano passado, na rota Santiago - São Vicente - Sal, dois anos depois de a empresa se ter instalado no país.

O objetivo da companhia aérea é expandir as suas ligações em Cabo Verde, prevendo ter "em breve" viagens à ilha do Fogo e "mais tarde" às outras ilhas. Em dezembro, o vice-presidente da empresa, Rodolfo Nunez, disse que a Binter está disposta a integrar capital público ou privado cabo-verdiano, garantindo que a companhia só vai tentar conservar a maioria do capital.

Brasília - A Associação Brasileira de Pilotos da Aviação Civil (Abrapac) voltou a alertar as autoridades sobre o crescente risco de balões provocarem uma tragédia aérea de grandes proporções.

Há tempos, entidades de classe e especialistas em segurança de voo vêm chamando a atenção para a necessidade de aperfeiçoar a fiscalização e punir os baloeiros que colocarem em risco a vida de outras pessoas.

Em carta enviada para autoridades federais e estaduais nesta segunda-feira (20), a associação afirma que, só no último fim de semana, mais de dez balões ameaçaram a segurança de aviões prestes a pousar no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos.

Concessionária do aeroporto, a empresa Investimentos e Participações em Infraestrutura S/A (Invepar) contabilizou 159 ocorrências relacionadas à aproximação de balões durante os anos de 2015 e 2016. Além disso, os sete casos registrados em janeiro deste ano superam a soma (5) das queixas do mesmo mês de 2015 (2) e de 2016 (3). Historicamente, a presença de balões aumenta nos meses de junho, julho e agosto, devido às festas juninas.

Trechos de conversas entre pilotos e controladores de voo gravadas no último sábado (18) e divulgados pelo site Tráfego Aéreo  revelam a dificuldade dos profissionais em solo para orientar a aproximação de vários aviões à medida que os comandantes relatavam a presença de balões nas rotas de voo.

A certa altura, o piloto do voo 4961 da Azul informa que avistou quatro balões. Após alguns minutos, outro comandante diz já ter contado mais de dez balões nas proximidades. Um controlador de voo reage, comentando que "tá difícil hoje". Em inglês, um piloto informa que, além dos balões, há em sua rota original uma "[espécie de banner de] propaganda comercial". Com medo de colidir, o piloto do voo 57 da Air Europa fez um desvio emergencial enquanto iniciava os procedimentos para aterrissagem, voando a quase 430 quilômetros por hora. Ao reportar a manobra, o comandante questiona em tom apreensivo se o controlador que tinha lhe orientado a descer até 7 mil pés (mais de dois mil metros de altitude) tinha conhecimento prévio da situação e que "isso é muito perigoso".

Segundo a Associação Brasileira de Pilotos, mais de 300 ocorrências envolvendo a proximidade de balões foram relatadas às autoridades aeroportuárias do país ao longo de 2016. O site  do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) registra que, desde o começo deste ano, pilotos e controladores de voo já reportaram 18 ocorrências com balões nas cidades de Belo Horizonte (MG); Guarulhos (SP); Campinas (SP); São José dos Pinhais; Bragança Paulista (SP); Pirassununga (SP); Curitiba (PR); Ilhéus (BA); Florianópolis (SC) e Rio de Janeiro (RJ).

Na capital catarinense, em 1º de janeiro, o piloto do voo 3996 da TAM foi obrigado a fazer um pouso de precaução ao avistar muito próximo um balão munido de material explosivo e cangalha. Felizmente, ninguém se feriu. Em outras duas ocasiões, uma no Rio de Janeiro, no primeiro dia do ano, e outra em Curitiba, em 15 de janeiro, os comandantes tiveram que desviar dos artefatos. Segundo um desses pilotos, a manobra foi necessária para evitar a colisão com um "balão que estava no curso da aproximação do aeroporto, em altitude compatível com a trajetória da aeronave".

Na carta enviada às autoridades públicas, a Abrapac reforça a urgência de que sejam estabelecidos procedimentos oficiais orientando controladores de voo e pilotos sobre como agir em caso de perigo iminente. "Estamos nos aproximando rapidamente de termos uma grande aeronave, brasileira ou estrangeira, derrubada em área urbana, com potenciais centenas de vítimas fatais a bordo e em terra", alerta a entidade.

A associação também pede a criação de delegacias de polícia especializadas no combate à prática de soltar balões – crime previsto tanto no artigo 61 do Código Penal, que estabelece pena de reclusão por até cinco anos para quem "expor a perigo embarcação ou aeronave, própria ou alheia, ou praticar qualquer ato tendente a impedir ou dificultar navegação marítima, fluvial ou aérea", quanto na Lei 9.605 ,que prevê de um a três anos de detenção ou multa para quem "fabricar, vender, transportar ou soltar balões que possam provocar incêndios nas florestas e demais formas de vegetação, em áreas urbanas ou qualquer tipo de assentamento humano".

Uma instrução normativa do Comando da Aeronáutica estabelece que balões livres não tripulados não podem ser soltos sem a devida aprovação prévia do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea). O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) disponibilizou um manual que orienta as forças de segurança pública na fiscalização de balões não tripulados. O órgão enfatiza que a soltura de balões, mesmo que sem fogos, representa um perigo para a aviação, já que não há como prever para onde o mesmo será levado pelo vento, podendo interferir nas rotas de voo, e não sendo visíveis nem aos controladores, por meio de equipamentos, nem aos pilotos. "É importante ressaltar que a colisão em voo de uma aeronave com um balão que pode pesar centenas de quilos poderá ter efeitos catastróficos", alerta o centro.

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