Praia - Os aeroportos cabo-verdianos de São Vicente e da Boavista vão receber no próximo ano equipamentos de apoio à aproximação que permitam aterragens em condições de fraca visibilidade como as verificadas esta semana com a bruma seca.

O ministro da Economia de Cabo Verde, José Gonçalves, disse, quinta-feira (29), em conferência de imprensa, no Mindelo, ilha de São Vicente, que a aquisição e instalação dos equipamentos está em fase avançada, devendo o processo estar concluindo durante o primeiro trimestre do próximo ano, informa a agência Lusa.

"A solução está numa fase de simulação e logo depois há uma fase de voos experimentais para testar o equipamento por via satélite", disse José Gonçalves, assegurando que "no próximo ano, não será por razões de bruma seca que deixará de haver voos para São Vicente e Boavista".

A bruma seca, que desde o fim de semana envolve o arquipélago cabo-verdiano, levou ao cancelamento de vários voos domésticos e internacionais com destino a estas duas ilhas, as mais afetadas por os aeroportos não disporem de equipamento de apoio a aterragens com condições de fraca visibilidade.

Centenas de turistas, incluindo muitos portugueses, ficaram estes dias retidos nas ilhas de Santiago e do Sal, não conseguindo viajar para São Vicente e para a Boavista, enquanto outros não conseguiram sair destas ilhas por os aeroportos estarem encerrados.

Hoje as condições de visibilidade melhoraram e foram retomados os voos domésticos, mas segundo o Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica a situação deverá agravar-se nos próximos dias.

Praia - Centenas de passageiros da operadora Thompson e de outras companhias estrangeiras com destino a Boavista e outras ilhas do arquipélago de Cabo Verde estão retidos na ilha do Sal, devido à bruma seca que se faz sentir desde sábado no arquipélago.

A par dos passageiros provenientes da Inglaterra nos voos da Thompson com destino à ilha da Boavista, estão também retidos no Sal turistas desembarcados em voos do ARC Flay e da TAP, enquanto as ligações domésticas para as ilhas de São Vicente, São Nicolau, Boavista, Fogo e Maio, com excepção de voos para a cidade da Praia, capital do país,  estão cancelados, informa a agência Inforpress.

Informações do Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INMG) apontam para intensificação da bruma seca resultante da geração de poeiras na Costa Ocidental africana.

Segundo Pimenta Lima, meteorologista e diretor de informação do INMG,  pode haver uma ligeira melhoria esta quarta-feira que, entretanto, poderá piorar a partir do dia 29, com consequências para Cabo Verde nos dias 30 e 31.

"Hoje, contamos com uma ligeira melhoria, mas não muito significativa, já que o vento está bastante fraco, e com isto dificulta o transporte das poeiras na nossa região", explicou.

Canberra - O Governo australiano está a desaconselhar viagens de cidadãos nacionais para as províncias angolanas de Cabinda, Lunda Norte e Lunda Sul, devido ao "alto risco" de agitação civil e violência, alertando ainda para a presença do vírus Zika, informa a agência Lusa.

O boletim regular do Departamento de Negócios Estrangeiros e Comércio do Governo australiano emitido nesta quarta-feira (25), de aconselhamento aos cidadãos nacionais que viajam para o exterior, alerta para a "esporádica" transmissão do vírus Zika em Angola.

O Ministério da Saúde angolano já admitiu anteriormente ter detetado em território nacional dois casos de vírus Zika nos últimos dois meses, tendo em curso um plano para analisar a situação e estabelecer medidas de contenção.

Em geral, os cidadãos australianos que queiram viajar para Angola são aconselhados a manter um "alto nível de alerta" e de medidas de prevenção, em termos de riscos para a saúde, nomeadamente picadas de mosquito (além do Zika, também malária e febre-amarela).

No caso das províncias da Lunda Norte e Sul, bem como do enclave de Cabinda, os cidadãos australianos são aconselhados a "pensar seriamente" se devem manter a viagem "devido ao alto nível de risco", de "agitação civil e violência", depois de "relatos de incidentes violentos contra estrangeiros".

Em Luanda, a mesma informação assinala o "risco de raptos" de cidadãos estrangeiros para obtenção de resgates e alerta para o risco que as minas e outros engenhos explosivos ainda representam fora dos grandes centros urbanos.

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