Praia - O primeiro-ministro de Cabo Verde, Ulisses Correia e Silva, admitiu a possibilidade de fecho da companhia aérea de bandeira (TACV), mas garantiu que o executivo está a fazer tudo para que tal não aconteça.

"Estamos a fazer tudo para que a companhia não seja encerrada, porque o quadro clínico é complicado", disse, segunda-feira, Ulisses Correia de Silva, que não descartou o cenário de encerramento dos Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV), informa a agência Lusa.

Ulisses Correia e Silva falava aos jornalistas, na cidade da Praia, à margem do lançamento oficial dos voos inter-ilhas da companhia aérea das Canárias 'Binter' em Cabo Verde.

Questionado pelos jornalistas sobre se a TACV corre o risco de fechar portas, Ulisses Correia e Silva insistiu: "Estamos a fazer tudo para que não feche, para que continue a voar nos céus de Cabo Verde e para que tenha um bom parceiro estratégico". "Estamos a trabalhar nisso com o Banco Mundial", acrescentou.

A companhia aérea cabo-verdiana enfrenta problemas financeiros e de tesouraria e o Governo está a trabalhar num plano de reestruturação com vista à sua privatização.

O plano deverá incluir cortes nas despesas de funcionamento da empresa e despedimento de trabalhadores, embora o executivo não tenha ainda avançado quantos.

"Estamos a criar as condições para a sua reestruturação e depois para a sua privatização. Essencialmente estamos à procura de uma solução para a privatização do negócio internacional", disse Ulisses Correia e Silva.

Questionado sobre se já há propostas para a compra da companhia aérea e sobre se a 'Binter' poderá ser um dos interessados, o primeiro-ministro cabo-verdiano adiantou que todas as possibilidades estão em aberto.

O início das operações da 'Binter', que desde sábado já voa entre as ilhas cabo-verdianas de Santiago, São Vicente e Sal, foi assinalado oficialmente hoje com uma cerimónia de batismo de um dos dois aviões da companhia que vão assegurar a rota.

Na cerimónia participaram, além do primeiro-ministro, vários ministros cabo-verdianos, bem como uma comitiva das Canárias liderada pelo presidente do Governo, Fernando Clavija, que está em Cabo Verde para a cimeira entre as duas regiões, que decorre na terça-feira.

Rio de Janeiro - Em quatro anos, a passagem de navios de cruzeiro pelos portos brasileiros registra queda de 54%.

De acordo com os dados da Associação Brasileira de Cruzeiros Marítimos (Clia Abremar Brasil), nesta temporada, serão sete navios sendo que, em 2012, esse número chegou a 15, o que representa uma queda de 54%, informa o portal G1.

As embarcações navegarão por 13 destinos no Brasil, e por outros 13 locais em países da América do Sul: Argentina; Chile; Uruguai e Port Stanley (nas Ilhas Malvinas). Os roteiros terão duração mínima de três noites e máxima de vinte noites.

Segundo a Abremar, os altos custos dos portos brasileiros estão entre os motivos da queda no número de navios de cruzeiro no Brasil. A busca do ganho de competitividade para que o Brasil atraia os armadores é uma das frentes de trabalho da Associação.

Lisboa - O acionista da TAP David Neeleman, controlador da brasileira Azul, afirmou, quinta-feira (10), que a falta de espaço no aeroporto de Lisboa condiciona o crescimento da transportadora aérea portuguesa e sugeriu ao Governo a transferência dos voos das 'low cost' para o Montijo, na margem sul do rio Tejo.

"Temos de fortalecer o nosso 'hub' [base de operações] de Lisboa. Estou um pouco frustrado com o aeroporto que não está a abrir mais espaço. Nós estamos a crescer mais rápido do que o aeroporto e isso é muito importante para o país", disse o empresário aos jornalistas, após uma intervenção na Web Summit, em Lisboa, citado pela agência Lusa.

David Neeleman sublinhou que quer abrir mais rotas, "voltar para Toronto e para Montreal (Canadá)", chegar a mais cidades secundárias nos Estados Unidos, no nordeste do Brasil e em África, mas o aeroporto tem de crescer também.

"Não podemos crescer se nos dizem que está limitado, temos de abrir outro aeroporto. O Montijo está lá, não podemos esperar três anos para que isso aconteça, as 'low cost' [companhias aéreas de baixo custo] podem ir para lá e nós ficamos aqui [no aeroporto Humberto Delgado], mas tem de acontecer mais rápido do que está a ser feito", afirmou, salientando que, atualmente, a maior preocupação da TAP é que o aeroporto não cresça ao mesmo ritmo que a companhia aérea.

O também dono da transportadora aérea brasileira Azul afirmou que já falou sobre o tema [juntamente com o seu parceiro português, o 'patrão' da transportadora rodoviária Barraqueiro, Humberto Pedrosa] com o ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, e mostrou-se disponível para "trabalhar junto" numa solução.

Lembrou ainda que "o país precisa de desenvolvimento económico através do turismo, que representa 10 a 15% do PIB [Produto Interno Bruto]", salientando que há muito mais americanos a vir para Portugal agora.

"Sabemos que eles gastam mais dinheiro do que alguém que vem na Ryanair pagando 39 euros. (...) Não nos podem dizer que não podem crescer porque não há mais espaço, temos de trabalhar rápido para resolver essa situação" porque "a TAP está preparada para crescer de novo".

Antes, David Neeleman participou como orador na Web Summit, abordando o tema 'Low fares vs. low cost' (tarifas baixas vs. companhias de baixo custo) e a sua experiência no mundo da aviação, destacando que "os aeroportos têm de ser mais eficientes" e não devem ter custos demasiado altos.

"São um motor económico que tem de ser estimulado", salientou.

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