Praia - A Autoridade Turística Central (ATC), em parceria com a Organização Internacional do Turismo (OIT), promove em Setembro, na Cidade da Praia, capital de Cabo Verde, uma conferência internacional para debater e analisar a questão da segurança no setor turístico.

A informação foi avançada, terça-feira (02), pelo presidente da Autoridade Turística Central (ATC), Gil Évora, à margem da cerimónia de entrega de crachás a 50 guias turísticos da ilha de Santiago, tendo realçado que nos dias de hoje, é necessário dar uma maior atenção à questão da segurança.

Tendo em conta que a ideia é ter um turismo de qualidade, afiançou que a ATC vai abrir em Setembro delegações nas ilhas do Sal e da Boa Vista de modo que os operadores turísticos possam prestar um serviço de qualidade, já que 60 por cento (%) da demanda do país a nível turístico provem dessas duas ilhas.

Segundo indicou, nessa primeira fase foram capacitados 300 guias turísticos das ilhas de Santiago, São Vicente, Santo Antão, Sal, Boa Vista e Fogo, e numa segunda fase vai abranger 120 sendo que grande parte da ilha da Boa Vista, uma vez que há uma maior procura.

Para além da vertente linguística, disse que esses profissionais receberam formação sobre a história, geografia, meio ambiente e sistema político cabo-verdiano, sendo que este último é um dos temas muito solicitado pelos turistas.

"Estamos confiantes que a partir deste momento a nossa oferta turística estará mais valorizada e teremos a certeza de que os turistas que visitarem Cabo Verde terão informações qualitativas prestadas pelos guias", explicou salientando que a ideia passa também por capacitar os próprios prestadores de serviços turísticos.

Para o presidente da Autoridade Turística Central, os guias turísticos e os taxistas são duas classes muito importante e fundamental para o sector, uma vez que são as categorias que mais coabitam com os turistas.

"A partir de 01 de Setembro ninguém poderá exercer a profissão de guia turístico sem estar cadastrado e devidamente credenciado com o crachá", afirmou sublinhando que foram contemplados ainda pessoas que receberam formação através de outras entidades sendo que a ideia é terminar o ano com cerca 600 guias turísticos totalmente formados e capacitados.

Rio de Janeiro - A Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro vai mobilizar 13.917 homens por dia durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. O esquema contará com um reforço de 3.503 militares que serão somados aos 10.414 policiais que vão atuar no policiamento ostensivo. A PM também vai usar 3.029 viaturas para o deslocamento e três balões com câmeras de alta resolução que vão auxiliar no policiamento.

Os balões vão ficar a cerca de 1 quilômetro de altura e contarão com um sistema de transmissão e geração de imagens em tempo real e alta definição para as estruturas que compõem o Sistema Integrado de Comando e Controle, reunindo várias forças de segurança e defesa.

Com alcance de até 2 quilômetros, os balões serão colocados na Quinta da Boa Vista, na zona norte, no Jockey Club Brasileiro, na Lagoa, na zona sul, e no Riocentro, nas proximidades do Parque Olímpico, que vai funcionar 24 horas por dia.

As unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) receberão um reforço de 634 policiais. Durante a Rio 2016, a PM suspendeu férias e licenças especiais dos militares. O reforço no patrulhamento terminará no dia 30 de setembro, após as Paralimpíadas.

De acordo com o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Edison Duarte, as responsabilidades dos Jogos Olímpicos são compartilhadas e foram definidas ao longo de 2015, resultando no Plano Integrado de Segurança e Ordenamento Urbano. O documento apresenta a matriz de atribuições dos órgãos envolvidos na segurança e defesa.

"Nossa responsabilidade é fazer o policiamento no perímetro externo imediato das instalações. O planejamento e a integração entre as agências vêm sendo aplicado nos eventos-teste", destacou Duarte.

A PM vai atuar no entorno dos locais de competições. O Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (Gepe) vai atuar no interior do Maracanã e no Estádio Olímpico, o Engenhão. Também haverá reforço nos terminais de transporte público, áreas de interesse turístico, vias expressas, além do Boulevard Olímpico, Parque de Madureira e o Centro Esportivo Miécimo da Silva.

As unidades do Comando de Operações Especiais, como o Bope, Choque, Batalhão de Ações com Cães, além do Grupamento Aeromarítimo, vão atuar em tempo integral na segurança dos locais de competição. Um carro de comando e controle da corporação ficará baseado na Região do Porto Maravilha e outro na Barra da Tijuca, perto do Riocentro. Agência Brasil

Brasília - Os passageiros de voos internacionais que chegarem aos aeroportos brasileiros serão identificados por meio do reconhecimento das características faciais únicas de cada indivíduo.

Segundo a Receita Federal, o sistema de reconhecimento facial vai trazer maior agilidade no atendimento ao viajante porque as ações dos agentes do órgão vão ser feitas preferencialmente sobre passageiros que apresentem risco potencial de estarem praticando irregularidades aduaneiras e outras infrações.

O sistema, que já está em operação em 14 aeroportos do país, vai reconhecer essas pessoas automaticamente e permitir a sua seleção para uma fiscalização mais aprofundada, sem interferir no fluxo de passagem dos demais passageiros.

"Com a união de uma sofisticada tecnologia de reconhecimento biométrico facial e um sistema avançado de gerenciamento de riscos aduaneiros, a Receita Federal aperfeiçoa seu processo de trabalho, trazendo maior segurança à sociedade brasileira, protegendo-a cada vez mais contra a prática da concorrência desleal e dos crimes de contrabando, descaminho e tráfico internacional de drogas, dentre outros", diz a Receita.

Segundo a Receita, a modernização dos sistemas de controle atende a necessidade de dar vazão ao fluxo crescente de passageiros, por causa do aumento do tráfego aéreo internacional, especialmente durante grandes eventos. O sistema de reconhecimento facial foi apresentado segunda-feira (1º) e faz o cruzamento antecipado de dados dos passageiros entre as informações enviados pelas companhias aéreas com o banco de dados da Receita Federal, que inclui informações como declaração de renda, ocupação e frequência das viagens. Agência Brasil

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