Investimento na primeira fase da Zona do Desenvolvimento Turístico Integral de Salamansa ascende a 180 milhões de euros.

A Zona do Desenvolvimento Turístico Integral de Salamansa (São Vicente) estará infraestruturada dentro de dois anos e meio, após a conclusão da primeira fase da obra orçada em 180 milhões de euros, que inclui um hotel de 300 quartos.

Para a materialização deste projecto, o Governo e a Imobiliária Turística Salamansa – ITS rubricaram esta tarde, na Cidade da Praia, uma convenção de estabelecimento visando dar um novo impulso na qualidade de oferta turística e ambiental a São Vicente, de forma a permitir que esta ilha seja um destino turístico internacional.

O representante da ITS, Paulo Figueiredo, afiançou que a urbanização da primeira fase desta ZTS, permitirá um investimento global em infraestruturação e empreendimento turístico avaliado em 180 milhões de euros, dos quais cerca de 55 milhões para infraestruturas de rede de produção e distribuição de energia e água, de recolha de tratamento de águas residuais.

Com um plano de execução de dois anos e meio, após o lançamento da primeira pedra projectada para o primeiro semestre de 2018, prevê-se ainda a construção de uma praia artificial, a construção do Hotel Âncora, a ser explorada pela cadeia internacional Melia e financiamento de infra-estruturas sociais consideradas relevantes para a aldeia de Salamansa.

Paulo Figueiredo afirma que este projecto irá criar 2300 empregos permanentes e 700 postos de trabalhos indirectos, sendo que durante a primeira fase vai ser criado 1300 empregos e indirectos. Vai ser um hotel com maior dimensão em São Vicente e que se enquadra num projecto mais abrangente no âmbito do Plano de Ordenamento Turístico para médio e longo prazo.

Segundo o representante da ITS, as necessidades da aldeia piscatória de Salamansa foram levadas em consideração em termos de água e saneamento, tendo para o feito anunciado a construção de um dissalinizador para água e de uma ETAR para águas residuais que permite fazer a rega e o ajardinamento de toda a zona, realçando que se está neste momento na montagem final do financiamento.

Ministro da Economia felicita a iniciativa

Em representação do Governo, o ministro da Economia e Emprego rubricou a convenção de estabelecimento, tendo felicitado a iniciativa por considerar que vai ser o maior projecto até a data, pela sua dimensão, na ilha de São Vicente, convicto de que vai não só oferecer uma alternativa para acompanhar a dinâmica do turismo na ilha, mas também para colmatar o défice das ofertas hoteleiras por altura de grandes eventos.

José Gonçalves avançou que a infraestrutura “estruturante” vai ser muito importante na criação de postos de trabalho e que os moradores de Salamansa serão os primeiros beneficiários, mas que toda a cidade do Mindelo vai ganhar, sobretudo com a melhoria da estrada de ligação que irá abrir as portas de trabalho a muitas pessoas.

O Governo tinha ainda programado para esta tarde uma outra Convenção de Estabelecimento, com a TRG – Resort Imobiliária, visando a implementação de um projecto de construção do Hotel Hilton Praia, categoria de cinco estrelas na ilha de Santiago e a ser gerido pela cadeia hoteleira Hilton Wordwide, mas a convenção foi adiada, alegadamente por dificuldade dos representantes se deslocarem à Cidade da Praia.

A Convenção sobre o Comércio Internacional das Espécies de Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção (CITES) autorizou a retoma da caça desportiva do hipopótamo em Moçambique. A decisão foi anunciada durante a 69/a reunião da CITES, evento que teve lugar em Genebra, na Suíça.

A caça ao hipopótamo em Moçambique, bem como a exportação dos respectivos troféus, estava suspensa há mais de cinco anos.

Hungria, África do Sul, Zimbabwe, Malawi, entre outros, apoiaram o retorno de Moçambique à caça desportiva do hipopótamo.

Em 2012, a CITES decidiu suspender a comercialização dos troféus de hipopótamo depois de verificar que não havia clareza sobre as quantidades existentes desta espécie no país, o que dificultava a atribuição de quotas para a caça desportiva.

O governo moçambicano está insatisfeito com as receitas provenientes da atividade turística, dado o enorme e diversificado potencial de que o país dispõe.

A insatisfação foi manifestada hoje em Maputo, pelo primeiro-ministro de Moçambique, Carlos Agostinho do Rosário, na abertura da cerimónia de lançamento do primeiro fórum de turismo.

Atualmente, a atividade turística contribui em 2.5 porcento no Produto Interno Bruto (PIB) e emprega 61 mil trabalhadores em todo o país, universo que, na óptica de Carlos Agostinho do Rosário, constitui um desafio para mais desempenho dos intervenientes do setor.

Para fazer face ao cenário, o governante convidou, na ocasião, o setor privado e outros intervenientes da indústria turística, a envolverem-se com maior dinamismo na promoção do produto turístico moçambicano.

“Esta percentagem desafia a todos nós, uma vez que o país possui enorme potencial turístico, desde as belas praias e atrações costeiras, a fauna e flora distintas do ecossistema moçambicano e a rica história e cultura do nosso povo”, disse o primeiro-ministro.

A fonte disse igualmente que a indústria turística deve conceber pacotes mais atrativos para os cidadãos nacionais, por considerar que o turismo doméstico é vantajoso, pois, mantêm o exercício da atividade durante o ano, serve de vector de arrecadação de receitas e impulsiona a unidade nacional.

O executivo tem vindo a trabalhar no sentido de criar um ambiente mais favorável ao investimento, e por consequência das reformas, Moçambique subiu oito lugares no índice de competitividade de viagens e turismo. Passou da posição 130 em 2015, para 122 no ano em curso, num total de 141 países avaliados.

A necessidade de formar continuamente os profissionais que prestam serviços nos empreendimentos turísticos e estabelecimentos de restauração e bebidas, está, segundo o primeiro-ministro, entre as apostas do governo para a dinamização da indústria turística.

A gestão de destinos turísticos, com enfoque na requalificação da zona baixa da cidade de Maputo, é o tema central do primeiro Fórum de Turismo, que reúne na capital moçambicana dezenas de intervenientes da indústria turística.

O Fórum de Turismo, cuja primeira edição decorre hoje, na cidade de Maputo, é um espaço de debate, da iniciativa do Ministério da Cultura e Turismo, no âmbito dos trabalhos do governo, que visam tornar Moçambique num destino turístico de referência.

Reserve já

motor reservas

Newsletter

introduza os seus dados de registo| enter your registration data| entrez vos données d'inscription