O gigante chinês em inteligência artificial (AI, em inglês) Baidu firmou  uma parceria com a principal agência de viagem do país, Ctrip, visando tornar os serviços de viagem mais inteligentes.

A Baidu Cloud, unidade de serviços na nuvem (cloud) da Baidu, alavancará a computação na nuvem e capacidades de AI para ajudar a eficiência operacional da Ctrip e experiência de consumidores, além de reduzir os custos, de acordo com um acordo assinado na semana passada.

A parceria expandirá a infraestrutura de tecnologia de informação para especificar os cenários de negócio como digitalizar os serviços de consumidor da Ctrip e desenvolver os planos de viagem personalizados com base em análise de big data sobre os interesses e preferências dos usuários.

A Ctrip visa ser mais que um fornecedor de serviços de turismo tradicionais, como reserva de passagens de avião e hotéis, pois a empresa fará maiores esforços para oferecer conselhos e benefícios de viagem personalizados com base na tecnologia, de acordo com a CEO da Ctrip, Jane Sun.

As duas empresas também explorarão um amplo alcance de serviços inteligentes em mais cenários como a tecnologia de discurso e a condução autônoma.

Os setores tradicionais na China estão registrando uma integração mais rápida com a computação na nuvem, AI e outras novas tecnologias pois a segunda maior economia do mundo continua com a atualização. A Baidu Cloud tem trabalhado com mais de 2 mil parceiros em mais de 30 indústrias como as finanças e a educação nos últimos três anos.

O vice-primeiro ministro congolês, responsável pela Função Pública, Reforma do Estado, Trabalho e Segurança Social, Firmin Ayessa, convidou os países africanos a juntarem-se aos estados signatários da Carta Africana do Turismo sustentável e responsável, assinada em 2016, em Marraquexe, Marrocos.

Trata-se, segundo Ayessa, de um instrumento que oferece a África “uma grande oportunidade” na utilização sustentável de seus recursos naturais e culturais para fins de exploração turística.

Firmin Ayessa falava na abertura, em Brazzaville, da primeira edição da Caravana da Carta Africana do Turismo sustentável e responsável.

Esta Carta oferece um quadro consensual de concertação para todos os Africanos, com vista a sensibilizar os turistas internacionais, as comunidades anfitriãs, os prestadores de serviços e os poderes públicos. Ela permite criar estratégias de um turismo sustentável e responsável, que respeita as culturas e tradições.

“O que pode contribuir para a atração de um destino turístico pode desaparecer sob o efeito da frequência não controlada e potencialmente destruidora do ambiente e das sociedades impactadas”, sublinhou Ayessa.

Por sua vez, a ministra congolesa do Turismo e Ambiente, Arlette Soudan Nonault, recordou que a Carta Africana do Turismo Sustentável e Responsável apoiava-se em princípios de salvaguarda e valorização do património natural, de preservação do património cultural e da identidade local e de integração da economia local regional.

Rege-se igualmente pelos princípios da diversificação da oferta turística e da sua inserção na economia verde e sustentável, bem como nos de equidade, ética,  responsabilidade social e boa governação.

A Carta Africana do Turismo Sustentável e Responsável foi assinada por 26 Estados africanos, a 10 de novembro de 2016, à margem da COP 22.

Estes 26 países inspiraram-se na experiência marroquina em matéria de turismo sustentável e responsável para se comprometerem a fazer o mesmo nos seus respetivos países.

A ministra do Turismo do Egito, Rania el Mashat, aposta numa reativação dos fluxos turísticos, após anos de recessão resultantes da instabilidade política.

“Demos um salto na chegada dos turistas em 2017 e um grande boom em 2018, quando registamos a visita de figuras estrangeiras renomadas e nas próximas temporadas contamos também com mais visitantes chineses”, assinalou a dirigente.

O turismo trouxe ao Egito cerca de 13 mil milhões de dólares em receitas só no ano 2010, altura em que cerca de 14,7 milhões turistas visitaram o país.

Depois disso, o setor vem sofrendo uma recessão devido à agitação política e aos desafios de segurança que resultaram da destituição de dois chefes de Estado em 2011 e 2013.

“O turismo no Egito começou a recuperar-se e superar as consequências da queda do avião russo, e muitos países retomaram os seus voos suspensos para o nosso país”, disse Mashat.

Em finais de Janeiro, o país inaugurou o novo aeroporto internacional Sphinx, a cerca de 12 quilómetros das grandes pirâmides de Gizé, que liga os destinos turísticos no norte e sul do país.

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