Os ministros do turismo e transporte aéreo de 54 países africanos vão participar na I Conferência Ministerial sobre o Transporte Aéreo e o Turismo em África que decorre, entre quarta e sexta-feira, na ilha cabo-verdiana do Sal.

Organizada pelo Governo de Cabo Verde, esta conferência da Organização Internacional da Aviação Civil (ICAO) e da Organização Mundial do Turismo (OMT) reúne todos os países da África e os promotores contam com um recorde de participações ministeriais.

Segundo nota do Governo cabo-verdiano, está já confirmada a participação de 54 países que estarão representados pelos ministros que tutelam os setores do turismo e do transporte aéreo e de onze companhias aéreas de outros países.

“Cabo Verde sente-se muito honrado por ter sido escolhido pela ICAO e pela OMT, como parceiro em África, para organizar a I Conferência Ministerial em África sobre a Aviação Civil e o Turismo”, afirmou o ministro do Turismo e Transportes cabo-verdiano.

Segundo José da Silva Gonçalves, são 54 países em África que, “pela primeira vez, vão reunir os dois setores – aviação civil e turismo”.

“Hoje sabemos que milhões de passageiros e turistas vão pela via do transporte aéreo e, nesse sentido, [os dois setores] estão interligados”, adiantou.

No encontro, que decorre em Santa Maria, ilha do Sal, irá ser feito “um balanço do caminho percorrido e dos ganhos alcançados nestes dois setores e desenvolver soluções pragmáticas com foco no futuro, procurando meios credíveis que permitam aos Estados africanos maximizar e equilibrar os benefícios do futuro desenvolvimento dos serviços turísticos e de transporte aéreo no continente”, segundo nota do Executivo cabo-verdiano.

Além de ministros do Transporte Aéreo e Aviação Civil e ministros do Turismo de todo o continente africano, marcarão presença dirigentes da ICAO e da OMT, altos funcionários governamentais, bem como especialistas desses setores e representantes de organismos internacionais e regionais africanos.

O Governo cabo-verdiano espera que a iniciativa venha a ser um marco no desenvolvimento integrado do turismo e transporte aéreo, “dois setores económicos estratégicos no desenvolvimento do continente africano”.

A OACI é uma agência especializada da ONU, estabelecida pelos Estados membros, em 1944, visando a administração e governança da Convenção sobre Aviação Civil Internacional (Convenção de Chicago).

A ICAO trabalha com os 192 Estados Membros da Convenção e grupos industriais para chegar a um consenso sobre as Normas e Práticas Recomendadas da aviação civil internacional e políticas de apoio para um setor de aviação civil seguro, eficiente, economicamente sustentável e ambientalmente responsável.

O grupo TAP, cuja gestão foi entregue pelo Estado português a um consórcio de empresas privadas,  o Atlantic Gateway, registou, em 2018, um prejuízo de 118 milhões de euros, valor que compara com um lucro de 21,2 milhões de euros registado no ano anterior, foi hoje (22) anunciado.

“Tivemos um prejuízo líquido consolidado de 118 milhões de euros […]. Os resultados vão além do prejuízo, já que a empresa não causa impacto somente através do seu resultado financeiro”, disse o presidente da Comissão Executiva da TAP, Antonoaldo Neves, que falava aos jornalistas, em Lisboa.

Por sua vez, a receita do grupo passou de 2.978 milhões de euros em 2017 para 3.251 milhões de euros em 2018, traduzindo-se num aumento de 273 milhões de euros, mais 9,1% face ao período homólogo.

“O ano de 2018 foi difícil para a TAP quer em termos operacionais, quer em termos económicos e financeiros, mas foi um ano que não comprometeu o nosso futuro. Um ano que nos permitiu continuar a criar raízes para que o plano estratégico possa ser implementado como previsto”, disse, por sua vez, o presidente do Conselho de Administração da TAP, Miguel Frasquilho.

O consórcio Atlantic Gateway – formado pelo grupo português de transportes rodoviários Barraqueiro e pela transportadora aérea brasileira Azul, criada pelo investidor norte-americano David Neeleman – detém 45% da TAP, sendo o Estado português dono de 50% do grupo, estando os restantes 5% do capital nas mãos dos trabalhadores.

No processo de alienação de capital, o atual governo português, do primeiro-ministro António Costa, do PS, na sequência de uma profunda crise na transportadora, herdada do governo anterior, liderado pelo ex-primeiro-ministro Passos Coelho, do PSD, reformulou o processo de privatização da TAP, mantendo a presença do Estado português com uma participação de 50% do capital, mas entregando a gestão da companhia aérea ao consórcio privado.

Antigos executivos da empresa têm vindo a apontar repetidos erros de gestão em várias áreas ao consórcio que administra a companhia, desde o setor operacional ao marketing, ou ao relacionamento com o público e com os fornecedores.

O Conselho de Ministros português aprovou o Acordo sobre Transporte Aéreo entre Portugal e Angola, assinado em Luanda em 18 de setembro último, no âmbito da visita oficial do primeiro-ministro António Costa àquele país.

O acordo fixa o “enquadramento jurídico e formal” à exploração de rotas entre os dois países, de acordo com um comunicado do Governo, “organizando de forma segura e ordenada os serviços aéreos” e “promovendo de forma ampla a cooperação bilateral neste domínio”.

A visita a Angola de António Costa, em 2018, saldou-se na assinatura de 11 instrumentos de cooperação, entre acordos e protocolos com as autoridades angolanas, com destaque para a convenção que elimina a dupla tributação e que visa também prevenir a fraude e a evasão fiscal.

A viagem permitiu ainda a assinatura pelo chefe do Governo português e pelo Presidente angolano, João Lourenço, do Programa Estratégico de Cooperação (PEC) 2018-2022, da terceira Adenda ao Programa Indicativo de Cooperação (PIC) 2007-2010 e de um acordo sobre Assistência Administrativa Mútua e Cooperação em Matéria Fiscal.

Reserve já

motor reservas

Newsletter

introduza os seus dados de registo| enter your registration data| entrez vos données d'inscription