O ministro dos Transportes e Turismo de Cabo Verde, José da Silva Gonçalves, faz avaliação positiva da participação de Cabo Verde na Feira Internacional de Turismo (WTM London), que teve lugar de 05 a 07 de Novembro, em Londres.

Segundo o governante cabo-verdiano, o evento foi oportunidade para as instituições e associações internacionais ligadas ao desenvolvimento e promoção turística mostrarem as potencialidades de Cabo Verde.

Foi ainda oportunidade para apresentar as realizações e as perspectivas de desenvolvimento do país no sector do turismo, numa altura em que, conforme indicou, o Governo da República, em articulação com o sector privado e outros parceiros, está a apostar fortemente no incremento da competitividade de Cabo Verde, enquanto destino turístico.

“Tivemos um enorme orgulho e responsabilidade de representar o nosso país”, escreveu na sua página da rede social facebook, no final do evento que contou com participação de 13 operadores económicos privados que são os representantes dos produtos e serviços turísticos, e como tal, traduzem a imagem de qualidade e excelência que se quer apresentar para este nosso arquipélago.

A WTM London junta todos os anos cerca de 50.000 profissionais sénior da indústria de viagens, ministros do governo e da imprensa internacional que chegam ao Excel – Londres a cada Novembro para o “networking” e conhecer as mais recentes opiniões e tendências desta indústria que já é considerada um dos pilares de desenvolvimento de diversos países.

José Gonçalves adiantou que, paralelamente, participou na Cimeira Ministerial da Organização Mundial do Turismo (OMT), versando o tema tecnologia e a digitalização no turismo e encontro sobre as parcerias público-privadas moderadas pelo jornalista da CNN Richard Quest.

Como membro da Conselho Executivo da OMT teve oportunidade trocar ideias com os mais altos dirigentes dessa organização especializada das Nações Unidas, ministros representantes dos vários países e ainda participar como orador no Keynote no West African Tourism Fórum.

O presidente da angolana TAAG, Rui Carreira, defendeu as ligações aéreas entre Angola e Cabo Verde, que deverão ser iniciadas no primeiro trimestre de 2019.

O presidente das Linhas Aéreas de Angola (TAAG), Rui Carreira, afirmou sexta-feira que as ligações aéreas entre Angola e Cabo Verde deverão ter pelo menos três frequências semanais para serem atrativas.

Rui Carreira falava na cidade da Praia, durante uma conferência de imprensa do ministro dos Transportes de Angola, Ricardo Viegas D’Abreu, e do ministro do Turismo e Transportes e Ministro da Economia Marítima cabo-verdiano, José da Silva Gonçalves, sobre a visita oficial que o governante angolano está a realizar a Cabo Verde.

Os dois países acordaram em restabelecer as ligações aéreas entre Angola e Cabo Verde, mas numa perspetiva mais alargada, de modo a estes voos poderem ser utilizados por passageiros que têm outros destinos além destes países.

Questionado sobre o início destas ligações, o presidente das TAAG comentou que a data que se apresenta como mais provável será “a partir do primeiro trimestre do próximo ano”.

Sobre o número de frequências, Rui Carreira recorreu aos dados do mercado: “O mercado diz que, do ponto de vista comercial, menos de três frequências semanais não é atrativo para o passageiro. Mais de três frequências semanais é muito bom para o passageiro e a companhia aérea”.

O preço do bilhete será outro aspeto “importante”, na perspetiva das TAAG.

Rui Carreira disse ainda não ter a menor dúvida que a isenção de vistos, existente entre os dois países, irá facilitar estas viagens.

“A isenção de vistos aproxima os povos, transforma os povos irmãos geograficamente distantes em irmãos cada vez mais próximos e esta é a grande vantagem e a magia do transporte aéreo: aproximar povos geograficamente distantes num curto espaço de tempo”, sublinhou.

Por seu lado, o administrador da Cabo Verde Airlines (CVA), José Luís Sá Nogueira, esclareceu que “cada companhia vai ter o seu voo, mas numa ótica de cooperação”.

“Queremos trazer passageiros de Luanda para Cabo Verde que queiram ficar em Cabo Verde para fazer negócios ou turismo”, referiu.

O ministro do Turismo e Transportes e ministro da Economia Marítima cabo-verdiano, José da Silva Gonçalves, afirmou que “a criação de um ‘hub’ [plataforma] aéreo só é possível graças a grandes investimentos e empenho durante décadas”.

Sobre o memorando hoje assinado entre os dois países, o ministro afirmou que o mesmo testemunha o “firme compromisso na base de cooperação e interesses recíprocos”.

Os ministros cabo-verdiano e angolano assinaram um memorando de entendimento que “preconiza as áreas específicas e as formas de cooperação em prol do desenvolvimento de programas, projetos e ações concretos nos domínios dos transportes aéreos e marítimos”.

Portugal e Moçambique acabaram com o monopólio das Linhas Aéreas de Moçambique (LAM) e da TAP nos voos diretos entre os dois países, segundo declaração do presidente do Instituto de Aviação Civil de Moçambique.

Os dois países abriram portas para mais companhias aéreas garantirem as ligações, através da revisão de um acordo de 2010.

“Esta revisão consistiu, essencialmente, na modificação do ponto sobre a ‘mono designação’ para a ‘múltipla designação’. Ou seja, cada Estado passa a poder designar mais que uma companhia para a ligação aérea entre os dois países”, explicou João de Abreu.

A revisão do documento, denominado Acordo de Transporte Aéreo, resultou de um trabalho feito em maio, em Lisboa, por grupos técnicos das entidades reguladoras dos dois Estados, tendo sido assinada em junho, no âmbito da visita do primeiro-ministro português, António Costa, a Moçambique – mas só agora detalhado à Lusa.

“Notamos que houve uma grande evolução no setor aéreo dos dois lados e era necessário atualizar este acordo”, acrescentou João de Abreu.

Atualmente, só a TAP realiza voos diretos entre Portugal e Moçambique, ligando as respetivas capitais.

Além desta mudança, a revisão do acordo contemplou também aspetos relacionados com as rotas, eliminando a obrigatoriedade de os voos entre os dois países passarem pelos aeroportos das capitais.

“Esta revisão garante, por exemplo, que um operador português que queira vir para Moçambique não esteja apenas limitado a Maputo. Abre-se espaço para que ele possa ir diretamente para outros pontos do país que tenham um aeroporto intranacional”, declarou João de Abreu.

“O mesmo passa a acontecer em Portugal”, acrescentou.

Portugal e Moçambique têm acordos para o setor da aviação assinados também nas áreas de formação e acidentes aéreos, instrumentos que defendem a capacitação de quadros técnicos dos dois países e a cooperação na investigação em caso de acidentes, respetivamente.

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