A Boeing determinou a suspensão das operações de toda a frota global das aeronaves 737 Max 8,  o mesmo modelo que caiu no último domingo (10) na Etiópia. A decisão abrange também o 737 Max 9. Atualmente, 371 aviões Boeing Max estão voando em todo o mundo.

Segundo a empresa, a decisão foi tomada depois de consultar as autoridades de aviação nos Estados Unidos, especialmente a Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) e o Conselho Nacional de Segurança de Transporte (NTSB), além seus clientes em todo o mundo.

“A Boeing determinou – por extrema cautela e para tranquilizar os passageiros sobre a segurança da aeronave – recomendar à FAA a suspensão temporária das operações de toda a frota global de 371 aeronaves 737 MAX”, disse a empresa em comunicado a imprensa.

Na manhã desta quarta-feira, a FAA determinou a suspensão todos os voos com o Boeing 737 MAX nos EUA. A medida vale tanto para o modelo 8 quanto para o 9 , ambos produzidos pela fabricante norte-americana. Em comunicado, a agência disse que tomou a decisão após encontrar semelhanças entre o acidente na Etiópia e a queda do voo da Lion Air Indonésia, no final do ano passado. Nos dois casos os aviões eram do modelo 737 MAX.

O diretor executivo da Boeing, Dennis Muilenburg, reforçou a decisão da empresa de parar a frota.

“Estamos apoiando esta medida proativa por extrema cautela. A segurança é um valor central na Boeing desde que começamos a fabricar aviões e ela sempre será. Não há prioridade maior para nossa empresa e nossa indústria. Estamos fazendo tudo o que podemos para entender a causa dos acidentes em parceria com os investigadores, implantar melhorias de segurança e ajudar a garantir que isso não aconteça novamente”, disse.

A medida foi anunciada depois de dezenas de companhias aéreas e entidades aeronáuticas de todo o mundo, incluindo da União Europeia, terem fechado os respetivos espaços aéreos a aeronaves Boeing 737 Max 8 e 9.

O primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, disse que quer ver finalizado ainda em 2019 o processo de concessão dos aeroportos do país, depois da privatização da TACV – Cabo Verde Airlines.

Ulisses Correia e Silva, que fez quarta-feira (13) uma rápida visita à Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), afirmou  que a privatização da TACV é apenas “um instrumento de operacionalização de um programa muito maior”, que envolve o desenvolvimento de um ‘hub’ na ilha do Sal, a concessão dos aeroportos “ainda este ano” e a concessão dos serviços de ‘handling’.

O objetivo é transformar Cabo Verde numa “grande plataforma aérea de ligação entre África, Américas e Europa” que terá impacto na economia e no setor do turismo, declarou.

“A concessão dos aeroportos vai aumentar o fluxo de passageiros e de tráfego, o negócio da concessão é mesmo esse”, destacou o chefe do executivo cabo-verdiano.

O primeiro-ministro considerou que a privatização da TACV vai também criar “capacidade de atração de turistas do Norte da Europa” e perspetivou um aumento significativo do turismo “nos próximos tempos”.

A privatização dos Transportes Aéreos de Cabo Verde (TACV), através da venda de 51% das ações à Lofleidir Cabo Verde, empresa detida em 70% pela Loftleidir Icelandic EHF e em 30% por empresários islandeses, foi formalizada no início de março.

Dos restantes 49% de capital, 10% serão colocados para subscrição de emigrantes e trabalhadores, e 39% dispersos em bolsa.

O presidente do Fórum Mundial do Turismo, Bulut Bagci, anunciou, em Luanda,  investimento de cerca de 870 milhões de euros, nos próximos anos, para apoiar o desenvolvimento do setor em Angola.

O anúncio foi feito, terça-feira (12), no final do “Breakfast Meeting”, alusivo ao “Presidential Golf Day – Angola 2019”, evento que antecede a realização do Fórum Mundial de Turismo, que Luanda acolherá de 23 a 25 de maio.

“Ao longo dos próximos anos, o Fórum Mundial do Turismo vai investir 1.000 milhões de dólares no setor do Turismo em Angola, cujo destino será definido durante os trabalhos do Fórum a realizar em Angola em maio próximo”, afirmou Bulut Bagci.

Acrescentou que, nas reuniões que já manteve com as autoridades angolanas, ficou decidido que o investimento vai obedecer ao Plano de Desenvolvimento do Turismo Nacional, integrado, por sua vez, no Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN) 2918/22.

O presidente do Fórum Mundial de Turismo esteve em Luanda em fevereiro, e foi recebido, na ocasião, pelo chefe de Estado angolano, João Lourenço, tendo considerado que Angola tem grandes potencialidades no setor do Turismo e indicado que a realização do fórum na capital vai trazer oportunidades de investimento para os setores da construção, transportes e na criação de empregos.

Por outro lado, no encontro, Bulut Bagci assinou com a ministra do Turismo angolana, Ângela Bragança, um protocolo de cooperação destinado a atrair investimento e impulsionar o turismo nacional.

Na ocasião, Ângela Bragança disse tratar-se de um acordo de parceria com a organização que detém a marca, onde estão definidas as responsabilidades do Fórum Mundial de Turismo e do ministério que tutela no quadro da organização do fórum de maio.

Segundo a ministra angolana, o evento, em que estima a presença de 1.500 delegados, “envolve uma máquina organizativa e logística forte”, pelo que os responsáveis do setor em Angola estão a desenvolver o trabalho necessário para mostrar o potencial turístico do país.

A 17 e 18 de maio próximo, antes da realização do fórum, Luanda receberá também o “Presidential Golf Day”, uma iniciativa mobilizadora que prestará um tributo aos esforços para atrair investimentos multissetoriais para a economia e promover oportunidades de negócios, com particular realce a dinamização do turismo.

A ministra considerou que o “Presidential Golf Day – Angola 2019” e o fórum apresentam-se como uma “excelente oportunidade” para fechar negócios e conhecer melhor o potencial turístico de Angola.

Segundo Ângela Bragança, o setor está já a gerar sinergias com outras áreas da esfera económica, dado a transversalidade que apresenta, pois, com a prática do golfe, podem-se unir-se várias valências, “como turismo, desporto, saúde, ambiente saudável, parceria e negócio, amizade e desenvolvimento”.

Ângela Bragança disse que, com o evento, que terá um caráter anual, “abre-se uma oportunidade para o turismo do golfe como um nicho do mercado bastante promissor”.

“O golfista tem como característica o desejo de viajar e, neste ponto, Angola apresenta vantagens pela diversidade de clima, paisagens, topografia e belezas naturais”, sublinhou.

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