Portugal foi distinguido como melhor destino turístico do mundo pelo terceiro ano consecutivo pelos World Travel Awards, numa cerimónia que se realizou, quinta-feira (28), em Mascate, Omã.

Esta distinção foi atribuída pela primeira vez a Portugal em 2017, renovada em 2018 e, novamente, em 2019, sendo que já em junho, o país tinha sido reeleito o melhor Destino Turístico da Europa também pelo terceiro ano consecutivo, na ocasião numa cerimónia que decorreu na Madeira.

“Este prémio, pelo facto de ser um prémio internacional e pela terceira vez consecutiva, prova o esforço evidente que tem sido feito, quer pelas entidades públicas, quer pelas entidades privadas, para que Portugal seja de facto um destino de eleição no que toca ao turismo”, disse à agência Lusa a secretária de Estado do Turismo, Rita Marques.

E prosseguiu: “Esta é uma estratégia que tem vindo a ser desenhada há largos anos – nós temos a nossa Estratégia Turismo 2027 que é um documento que resultou de um esforço aturado por parte de todos os parceiros públicos e privados e que aponta para que os nossos esforços sejam no sentido de Portugal ser o destino mais sustentável do mundo”.

“É para isso que trabalhamos todos os dias. O nosso objetivo é que Portugal seja reconhecido como o destino mais sustentável do mundo e este prémio vem reconhecer isto mesmo”, salientou a governante.

Para Rita Marques trata-se de uma notícia que “volta a confirmar” que Portugal é “o melhor destino turístico” regional e mundial, pelo que considerou que “é uma honra” ter recebido este prémio e frisou distinguir a “excelência de Portugal e dos portugueses”, elevando simultaneamente “a exigência”.

Estes “são prémios internacionais, dados por uma entidade isenta, reconhecida e com ‘expertise’ no tema e, portanto, é de facto o reconhecimento mais elevado que podíamos obter, pois acabam por ser os Óscares do Turismo”, disse ainda a secretária de Estado.

“Estes prémios acabam por ser uma ação promocional muito importante para nós, porque a concorrência era grande, são prémios muito cobiçados, todos os países fazem o seu melhor e é bom ver que realmente o nosso melhor é de facto o melhor de todos”, sublinhou a governante.

Além de Portugal, estavam nomeados para este prémio o Brasil, Colômbia, Costa Rica, Dubai, Grécia, Índia, Indonésia, Jamaica, Quénia, Malásia, Maldivas, Maurícias, Marrocos, Nova Zelândia, Ruanda, áfrica do Sul, Espanha, Sri Lanka, Estados Unidos e o Vietname.

O Turismo de Portugal foi também distinguido, pelo terceiro ano consecutivo, como o “Melhor Organismo Oficial de Turismo do Mundo” nos World Travel Awards, anunciou a entidade.

“O facto de ser o terceiro ano consecutivo que a Autoridade Turística Nacional é distinguida como a ‘Melhor do Mundo’ não é mais do que o reconhecimento do sucesso da Estratégia Turismo 2027 e do compromisso deste organismo com a persecução dos objetivos por ela definidos”, afirma o presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo, citado em comunicado.

“Acima de tudo, estão de parabéns todos os colaboradores do Turismo de Portugal por saberem liderar o turismo do futuro e mostrarem-se à altura deste desafio que é afirmar Portugal como destino turístico de excelência”, acrescentou o responsável.

Os aeroportos cabo-verdianos movimentaram mais de 1,2 milhões de passageiros no primeiro semestre, ligeiramente acima do mesmo período de 2018, apesar da forte quebra no tráfego doméstico, refere um boletim da empresa Aeroportos e Segurança Aérea (ASA).

Os aeroportos cabo-verdianos movimentaram mais de 1,2 milhões de passageiros no primeiro semestre, ligeiramente acima do mesmo período de 2018, apesar da forte quebra no tráfego doméstico, refere um boletim da empresa Aeroportos e Segurança Aérea (ASA).

Segundo o relatório de tráfego do primeiro semestre, ao qual a Lusa teve hoje acesso, globalmente, o movimento de passageiros nos aeroportos de Cabo Verde cresceu 0,3%, impulsionado pelo aumento do movimento internacional, 6,4% em termos homólogos, enquanto o doméstico diminui 11,2%.

“À exceção do aeródromo do Maio, todos os outros aeroportos registaram diminuição no tráfego de passageiros a nível doméstico, face ao período homólogo”, aponta o relatório, sublinhando que os aeroportos nacionais perderam, no movimento doméstico, 47.653 passageiros tendo em conta os 425.021 registados entre janeiro e junho de 2018.

Esta quebra foi compensada pelo aumento dos passageiros das ligações aéreas internacionais (embarques e desembarques), que chegaram nos primeiros seis meses do ano a 856.506, um crescimento homólogo de 51.583 passageiros.

Globalmente, os quatro aeroportos internacionais cabo-verdianos e os três aeródromos registaram no primeiro semestre um total de 1.233.874 passageiros, dos quais 503.855 passageiros (-3,6% face a 2018) no Aeroporto Internacional Amílcar Cabral, na ilha do Sal.

Ainda nos primeiros seis meses do ano, a ASA registou um decréscimo de 53 movimentos (- 0,3%), em relação ao mesmo período do ano anterior, para um total de 16.410 aviões, “influenciado pelo decréscimo de movimentos de aeronaves a nível doméstico”, que diminuiu 9,8%, enquanto o tráfego de aeronaves de ligações internacionais aumentou 8,9%.

No aeroporto do Sal, a ilha mais turística de Cabo Verde, a operadora turística Thomson Fly tem uma quota do mercado de 25,4%, seguida da portuguesa TAP (12,3%), da Cabo Verde Airlines (9,1%), da Thomas Cook Scandinavia (8,1%) e da TUI Fly Nederlands (6,8%).

Ainda neste aeroporto, as rotas com origem e destino na cidade de Lisboa continuam a ocupar o primeiro lugar, com um total de 75.720 passageiros processados, um aumento 2% e uma quota de mercado de 17,8%, seguida de cidades na Inglaterra, França, Holanda e Suécia.

Por outro lado, o relatório sublinha que o aeroporto do Sal registou a entrada de novas operadoras que, em 2019, “já movimentaram mais de 22 mil passageiros”, casos da AlbaStar, Jet Time e Tui Fly Nordic, além das companhias de bandeira Air Senegal e TAAG Angola Airlines.

Já o aeroporto da Praia, capital do país e o segundo mais movimentado, somou 322.235 passageiros no primeiro semestre (aumento de 0,6% face a 2018).

Este resultado foi influenciado pelo tráfego internacional, que cresceu 26,5% em aeronaves movimentadas e 19,9% em passageiros, “essencialmente justificado pelo forte desempenho das operadoras Tap Air Portugal e Cabo Verde Airlines, face ao período homólogo”, lê-se no relatório.

O documento também salienta a entrada no aeroporto da capital da Air Senegal, com a companhia senegalesa a transportar para a Praia, no primeiro semestre de 2019, mais de 10 mil passageiros.

Mais de 47.000 turistas em viagens de cruzeiro visitaram Cabo Verde em 2018, um aumento de quase 24% face ao ano anterior e um novo recorde, segundo dados da empresa pública Enapor, que gere os portos do país.

De acordo com o relatório e contas de 2018 da Enapor, os portos cabo-verdianos receberam, no total, 47.094 passageiros de navios de cruzeiro, um aumento de quase 10.000 turistas face a 2017.

“O negócio de cruzeiros em Cabo Verde alcançou um novo marco durante o ano de 2018, registando um recorde de 199 escaldas de navios de cruzeiro nos portos nacionais e mais de 47.000 excursionistas”, lê-se no relatório.

Estas escalas estão praticamente concentradas no Porto Grande (22.672 passageiros), no Mindelo, na ilha de São Vicente, e no Porto da Praia (18.200 passageiros), ilha de Santiago, neste caso com um aumento de 47,1% face ao movimento de 2017.

Segundo o mesmo relatório, 2018 ficou ainda “marcado pela assinatura do donativo de 10 milhões de euros do Governo holandês, através do Fundo Orio, para o financiamento da construção do terminal de Cruzeiros do Mindelo”, bem como pela entrada da Enapor na lista dos associados da MedCruise – Associação dos Portos de Cruzeiros do Mediterrâneo, que representa mais de 100 portos e 30 empresas.

O futuro terminal de cruzeiros da ilha cabo-verdiana de São Vicente avança em 2020, num investimento público superior a 2.900 milhões de escudos (26,2 milhões de euros) em três anos, prevendo movimentar, anualmente, 200.000 passageiros.

A informação consta da proposta de lei do Orçamento do Estado para 2020, sendo uma das mais emblemáticas obras públicas projetadas pelo Governo para o próximo ano, já com uma dotação orçamental para o arranque da empreitada de 972 milhões de escudos (8,8 milhões de euros).

Em 2021, o Governo prevê uma dotação de 1.152 milhões de escudos (10,4 milhões de euros) para os trabalhos na infraestrutura, acrescidos de 779 milhões de escudos (sete milhões de euros) em 2022, ano em que o terminal de cruzeiros de São Vicente deverá ficar concluído.

“O Governo pretende transformar Cabo Verde numa plataforma marítima, devendo ser implementada a Zona Económica Especial de Economia Marítima, garantindo a inserção competitiva de Cabo Verde na economia regional e internacional”, lê-se no documento.

Acrescenta que “para atingir esse objetivo, na ilha de São Vicente será construído um terminal de cruzeiros, que terá um impacto enorme nas economias de São Vicente e Santo Antão, assim como um efeito indutor na economia de Cabo Verde”.

Cerca de 760 mil turistas visitaram Cabo Verde em 2018, sendo a meta do Governo chegar a um milhão de turistas no arquipélago em 2021.

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