O Governo cabo-verdiano decidiu alienar 100 mil ações que o Estado detinha na transportadora aérea nacional (TACV), que representam 10% do capital social da empresa recentemente privatizada, anunciou o executivo.

A decisão de alienar as 100 mil ações detidas pelo Estado e representativas de 10% do capital social da TACV foi tomada no Conselho de Ministros cabo-verdiano de quinta-feira e hoje comunicada aos jornalistas pelo ministro de Estado, da Presidência do Conselho de Ministros e Desporto, Fernando Elísio Freire.

Os 10% do capital social da TACV que serão agora alienados têm como compradores preferenciais os trabalhadores da empresa (cinco por cento) e os emigrantes (cinco por cento).

“Como já se sabe, o Governo está no processo da reestruturação do setor empresarial do Estado, neste caso da TACV, tendo já feito a venda direta dos 51%, sendo que os 49% ainda pertencem ao Estado”, disse Fernando Elísio Freire.

Segundo o ministro, as 100 mil ações, que serão vendidas na Bolsa de Valores de Cabo Verde, custarão 1.457 escudos cabo-verdianos (cerca de 13 euros) cada.

De acordo com Fernando Elísio Freire, após esta operação, o Estado permanece com 39% da empresa, os quais serão futuramente alienados, conforme previsto na lei.

No início de março, o Estado de Cabo Verde vendeu 51% da companhia aérea nacional TACV por 1,3 milhões de euros à Lofleidir Cabo Verde, que irá injetar mais seis milhões de euros para a capitalização da empresa, informou o Governo cabo-verdiano.

Segundo o executivo, o valor patrimonial da empresa foi estabelecido no montante de 9,2 milhões de euros: 5,48 milhões de euros representavam os ativos imobiliários e 3,7 milhões de euros o valor patrimonial, excluindo os imóveis.

De acordo com o contrato assinado, “o parceiro estratégico não poderá alienar as suas ações durante um período de cinco anos, tendo para tal de ter autorização do Governo”.

“Passado este período, e caso pretenda fazê-lo, o Governo tem sempre direito de preferência”, refere a nota.

Aos viajantes portugueses, o executivo recomenda, ainda, que devem estacionar em locais protegidos e resguardados de objetos que possam constituir perigo, evitar a travessia de leitos de rio e obedecer às instruções das autoridades competentes.

O Governo português alertou esta terça todos os que pretendam viajar para Moçambique e Tanzânia de que se está a formar uma tempestade tropical intensa naqueles dois países.

Através do Portal das Comunidades, do Ministério dos Negócios Estrangeiros, o Governo alerta para a necessidade de serem tomadas medidas de precaução devido à tempestade tropical, que deve afetar a região de Nampula e Cabo Delgado, em Moçambique, e sul da Tanzânia.

Entre as recomendações está o acompanhamento da situação através dos órgãos oficiais e de comunicação social, o evitar circular e permanecer em zonas ribeirinhas ou no perímetro das bacias hidrográficas, nomeadamente dos rios Messalo, Lúrio e Ligonha, em Moçambique, aconselhando a circulação somente em estradas que não representem perigo.

Aos viajantes portugueses, o executivo recomenda, ainda, que devem estacionar em locais protegidos e resguardados de objetos que possam constituir perigo, evitar a travessia de leitos de rio e obedecer às instruções das autoridades competentes.

No caso de Moçambique, o Governo lembra que, devido ao ciclone Idai, mantêm-se dificuldades de circulação e de comunicação em algumas zonas do país, nomeadamente em Sofala.

Acrescenta também que, desde outubro de 2017, têm sido noticiados vários ataques e incidentes graves na província de Cabo Delgado, “alegadamente praticados por um movimento insurgente de matriz islâmica, com impacto ao nível da segurança e ordem públicas”, nos distritos de Mocímboa da Praia, Macomia, Palma, Nangade e Quissanga.

“A instabilidade e insegurança verificadas na província impõem reforçados cuidados de segurança, recomendando-se que as deslocações se limitem ao imprescindível. Desaconselha-se a permanência nas áreas mais afetadas”, frisa o Governo no alerta, destacando a importância dos viajantes de informarem os consulados-gerais de Portugal em Moçambique das suas deslocações ao país.

Dezenas de pessoas protestaram junto ao escritório da companhia aérea TAP em Bissau devido ao atraso da chegada das suas malas. Os clientes da transportadora afirmam que o serviço que está a ser prestado “é horrível”.  A TAP diz que vai regularizar a situação.

A companhia aérea TAP garantiu nesta terça-feira (23) que a situação de atraso na entrega de bagagens para os passageiros que voam de Lisboa para Bissau, por falta de espaço, “ficará completamente resolvida hoje”.

“Devido ao elevado número de bagagens nos voos de Lisboa para Bissau, durante o período da Páscoa, algumas bagagens não puderam ser embarcadas, por falta de espaço, tendo ficado em Lisboa”, confirmou a porta-voz da transportadora, acrescentando que “a situação, que a TAP desde já lamenta, ficará completamente resolvida hoje; todas as bagagens ainda em falta serão transportadas no voo de hoje”.

Ddezenas de pessoas protestaram hoje junto ao escritório da TAP em Bissau devido ao atraso da chegada das suas malas, considerando que o serviço que está a ser prestado “é horrível”.

“Cheguei na terça-feira [da semana passada] e não recebi nenhuma das cinco malas. Viajei com um criança de três meses e outra de três anos. Aqui na TAP ninguém nos diz nada”, afirmou Solange Guissange. Revoltada, Solange Guissange disse que a companhia lhe deu 100 dólares, mas questionou o que faz com aquele dinheiro com duas crianças. “Não aceito isto”, lamentou.

Outra passageira, Tamará Cá, que também viajou pela TAP, mas na quinta-feira, com uma bebé, não recebeu nenhuma das cinco peças de bagagem, incluindo a que podia ter trazido consigo na cabine.

“Tinha direito a duas malas de 23 quilogramas e paguei mais duas”, disse, explicando que não recebeu nenhuma mala e uma delas trazia o único leite que a bebé pode beber e que não há em Bissau.

Carlos Tibúrcio, um português que trabalha há dezenas de anos na Guiné-Bissau e que viaja com frequência entre os dois países, disse que os “serviços estão horríveis” e que “as coisas não funcionam”.

“As informações da TAP são incorretas”, lamentou, salientando que chegou na terça-feira e que se vai embora na quinta-feira.

Outras duas passageiras, que foram de férias a Bissau, e que também chegaram na terça-feira, ainda não receberam as malas.

“Desde 16 abril que há pessoas que não têm mala e a única resposta que temos tido da TAP é que talvez no próximo voo”, disse Astrides Costa Pina, lamentando que as férias se tenham tornado num momento de ‘stress’.

Num alerta na página oficial da TAP na Internet, a companhia aérea adverte que há restrições de bagagem nos voos com destino a Bissau devido a “limitações de espaço” nos aviões, nomeadamente no período da Páscoa, entre 06 de abril e 21 de abril, no verão, entre 20 de junho e 15 de agosto, e no Natal, entre 11 de dezembro e 06 de janeiro de 2020.

No mesmo alerta, a TAP salienta que nas viagens com destino a Bissau não é permitido excesso de bagagem da franquia associada à tarifa, nem compra de peças de bagagem extra.

“Apenas serão aceites o número de bagagens indicadas no bilhete e cuja soma das três dimensões (altura, largura, comprimento) não ultrapasse os 158cm, com peso máximo de 23kg, em classe económica, e de 32kg, em classe executiva.

A limitação aplica-se a todos os bilhetes, independentemente do tipo de produto adquirido ou estatuto de Passageiro Frequente, com exceção dos bilhetes tap|discount, onde apenas será possível adicionar uma peça de bagagem”, sublinha.

Mas, apesar das restrições em vigor, a TAP continua a vender e a aceitar malas extras para os voos com destino a Bissau.

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